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Pelo menos 13 pessoas são presas após fraudar saque de contas do FGTS em SP

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Um grupo criou site falso para obter informações de usuários

Da Redação

 

A Polícia Federal prendeu ao menos 13 pessoas em São Paulo neste sábado suspeitas de sacar indevidamente o dinheiro de contas inativas do FGTS. Elas foram levadas até a superintendência da Polícia Federal nesta tarde.

As ocorrências são as mais variadas, segundo informou ao GLOBO um policial de plantão. As informações ainda são preliminares, disse a PF.

Alguns dos detidos, segundo a Globonews, fariam parte de um grupo que criou um site falso na internet de consulta ao saldo do FGTS inativo. Com as informações dos usuários, como senhas, a quadrilha fez saques em caixas que não exigem cartão.

Elas foram presas em flagrante, por furto mediante fraude. Três foram presas em frente a um café ao lado de uma agência da Caixa, na região da Avenida Paulista, por volta das 9h30min. Eles estavam com R$2.567 em espécie e 50 comprovantes de saque.

A Caixa Econômica Federal informou à Globo News que “detalhes sobre eventos criminosos são repassados exclusivamente às autoridades policiais, no caso, para a Polícia Federal”. O banco disse que “coopera integralmente com as investigações das autoridades competentes”.

A Caixa informou que, caso alguém identifique alguma divergência, “orienta que ele compareça a uma das agências do banco, munido do respectivo documento de identificação e carteira de trabalho, ou outro documento que comprove o término do vínculo trabalhista que deu origem aos depósitos ao FGTS, para atendimento e obtenção de informações sobre a conta de sua titularidade”.

As prisões aconteceram no primeiro dia de saque do quarto lote das contas inativas do FGTS. A partir de hoje, podem sacar os trabalhadores nascidos nos meses de setembro, outubro e novembro.

 

 

 

Fonte: O Globo

 

 

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Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global

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O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.

A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Ibovespa

A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.

O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.

Petróleo

Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.

A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

Contexto global

O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.

No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.

*com informações da Reuters



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