Economia
Para modernizar gestão em Mato Grosso BID avalia financiamento
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Da Redação
Representantes da Secretaria de Fazenda (Sefaz) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) participaram a longo da última semana, entres os dias 17 e 21, da Missão de Análise do BID. Realizado por teleconferência, devido a pandemia do Covid-19, o evento teve como objetivo a coleta de informações e avaliação dos riscos para implantação e execução do Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado de Mato Grosso (Profisco II – MT).
A Missão de Análise é uma das etapas do Profisco II que prevê um financiamento junto ao BID, com garantia da União e contrapartida do Governo de Mato Grosso, somando mais de US$ 62 milhões.
O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, avaliou de forma positiva as tratativas com o BID e afirmou que a Sefaz deu mais um passo para chegar na contratação da operação de crédito que possibilitará o aperfeiçoamento e a modernização da gestão fiscal em Mato Grosso. Segundo o gestor, o recurso também vai permitir a implantação do ‘governo digital’, com serviços que poderão ser acessados pelo celular ou computador do cidadão.
“O grande ponto do Profisco II é colocar o Estado no mundo digital, que é a implementação do governo digital. Esperamos nos próximos três anos fazer o que o governador Mauro Mendes se comprometeu e é uma das diretrizes do seu governo: implementar o governo digital, em que todas as pessoas tenham todos os serviços públicos que elas precisarem na palma da mão, no seu celular ou num computador, tornando desnecessária a presença física da pessoa em ambiente público para serem atendidas o que demanda muito tempo”, afiançou Rogério Gallo.
No decorrer da semana, os consultores do BID estiveram reunidos com os gestores da Sefaz e com os líderes dos produtos a serem financiados. Na ocasião, foram feitas análises dos documentos que subsidiarão o Profisco II como: a Matriz de Problemas e Soluções, Matriz de Resultados, o Plano de Ação e Investimentos (PAI), o Plano de Execução Plurianual (PEP), o Plano Operativo Anual (POA) e a Avaliação da Capacidade Institucional da Sefaz.
Além disso, foi realizada o seminário Análise de Riscos para avaliar, identificar e quantificar possíveis riscos na execução do Profisco II. “A partir dessa missão, identificaram riscos para a execução do projeto sendo 1 de nível baixo e 4 com classificação médio-alta. A Sefaz adotará as medidas para mitigar/evitar esses riscos e o projeto terá condições de ser executado em conformidade com o seu planejamento”, explica Eliel Barros Pinheiro, coordenador do Profisco II em Mato Grosso.
A partir dos dados obtidos, o BID, utilizará as informações para elaboração da Proposta de Desenvolvimento da Operação (POD). No âmbito da Sefaz, será dado seguimento no processo para a contratação do financiamento com a tramitação no Ministério da Economia, Casa Civil da Presidência da República e Senado Federal.
A próxima missão do banco em Mato Grosso está prevista para o mês de janeiro de 2021, após a assinatura do contrato. A previsão é de que o contrato seja assinado ainda em 2020.
Profisco II
O Profisco II terá duração de cinco anos, amortização no prazo de 360 meses e 60 meses de carência. Os encargos financeiros (juros) serão de 3,25% ao ano. Após o período de carência, o Governo deverá pagar em torno de R$ 20 milhões por ano
Caso seja aprovado ainda este ano, o programa já receberá um aporte de US$ 3.260 milhões. Os restantes vão ser repassados entre os anos de 2021 a 2025. O retorno anual esperado é de um incremento da ordem de R$ 50 milhões na arrecadação e uma redução de R$ 20 milhões em gastos com a máquina pública.
A contratação da operação de crédito junto ao BID foi autorizado pela Lei nº 11.136 (DOE de 15/05/2020) e é transversal, contemplando as secretarias e órgãos envolvidos na gestão fiscal de Mato Grosso: Secretaria de Fazenda (Sefaz), Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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