Economia
Mutirão de exames oftalmológicos atende 50 pacientes e ajuda a reduzir fila de espera em Várzea Grande
Economia
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou, no último sábado, mais um mutirão de exames oftalmológicos no Centro Mato-grossense de Oftalmologia (CMO), unidade credenciada ao programa Fila Zero. A ação garantiu atendimento para cerca de 50 pacientes que aguardavam por procedimentos especializados, contribuindo para a redução da fila de espera no município.
Durante todo o dia, foram realizados exames de tomografia ocular, paquimetria, campimetria e retinografia, procedimentos essenciais para o diagnóstico, monitoramento e tratamento precoce de diversas doenças da visão.
Entre os pacientes atendidos estava a aposentada Juzelia Salves de Oliveira, de 67 anos, que realizou uma tomografia ocular após passar por uma cirurgia de catarata em outubro do ano passado.
“Fiz a cirurgia de catarata em outubro e agora consegui fazer a tomografia para acompanhar como está a minha visão. É muito importante esse atendimento para nós, e foi tudo bem rápido”, relatou.
O pedreiro Silvério Manoel da Silva, de 55 anos, morador do bairro Monte Castelo, também comemorou a oportunidade de realizar o exame. Segundo ele, a espera pelo procedimento durava cerca de um ano e meio, desde que passou por uma cirurgia ocular.
Já Reginaldo Anjo Moraes e Silva, de 41 anos, morador da comunidade Água Vermelha e profissional da área da educação, procurou atendimento após sentir desconforto persistente no olho esquerdo.
“Entrou alguma coisa no meu olho há algum tempo e eu acabei deixando passar. O incômodo continuou e agora busquei ajuda para descobrir o que está acontecendo”, contou.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destacou que os mutirões fazem parte da estratégia da gestão para ampliar o acesso da população aos serviços especializados e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
“Nosso compromisso é cuidar das pessoas e garantir que elas tenham acesso aos exames e tratamentos de que precisam. Sabemos o quanto a visão impacta a qualidade de vida e a autonomia, especialmente dos idosos. Por isso, seguimos trabalhando para diminuir as filas e oferecer mais dignidade e resolutividade aos usuários do sistema de saúde”, afirmou.
A superintendente de Regulação, Márcia Figueiredo, ressaltou que a iniciativa integra um trabalho permanente de enfrentamento da demanda reprimida.
“Esses mutirões são fundamentais para acelerar o atendimento dos pacientes que aguardam exames especializados. Estamos atuando de forma contínua para dar mais celeridade aos encaminhamentos e ampliar o acesso aos serviços de saúde”, destacou.
A Secretaria Municipal de Saúde reforçou que novas ações já estão sendo planejadas para atender à demanda existente, reduzir as filas de espera e fortalecer a assistência oftalmológica oferecida à população de Várzea Grande.
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Economia
Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo
O dólar encerrou esta quinta-feira (30) no menor valor em quase dois meses, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda estadunidense no mercado internacional e pela entrada de capital estrangeiro. 

A bolsa subiu cerca de 2%, e o petróleo recuou, à medida que investidores reduziram parte do prêmio de risco provocado pelas tensões no Oriente Médio.
A melhora do ambiente externo ocorreu após dados de inflação dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) pode adotar uma postura menos rígida em relação aos juros nos próximos meses, favorecendo ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes.
Principais números:
• Dólar à vista: R$ 5,061 (-0,93%);
• Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%);
• Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
• Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)
Câmbio recua
O dólar comercial encerrou esta quinta vendido a R$ 5,061, com recuo de R$ 0,04 (-0,93%). A cotação renovou o menor valor em quase dois meses.
O principal fator para o movimento veio dos Estados Unidos. Dados mostraram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,2%.
O resultado reforçou a leitura de que a autoridade monetária estadunidense pode não precisar elevar os juros no curto prazo.
Quando cresce a expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos, o dólar tende a perder força no mercado internacional, investidores buscam ativos considerados mais rentáveis. Nesse contexto, moedas de países emergentes, como o real, costumam se valorizar.
Outro fator que ajudou o câmbio brasileiro foi a percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico.
Os relatos de operadores indicaram aumento da demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas, movimento que também amplia a oferta de dólares no mercado e favorece a valorização do real.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,93%, pressionado principalmente pela valorização do iene japonês.
Ibovespa dispara
O ambiente externo mais favorável também impulsionou a Bolsa brasileira.
O Ibovespa subiu 1,88%, encerrando o pregão aos 177.158 pontos, recuperando integralmente as perdas registradas após a decisão de política monetária do Federal Reserve na véspera.
O movimento foi acompanhado por ganhos nas bolsas internacionais:
• Dow Jones (empresas industriais dos Estados Unidos): +1,19%;
• S&P 500 (500 maiores empresas estadunidenses): +1,67%;
• Nasdaq (empresas de tecnologia): +2,78%.
No Brasil, o cenário também foi beneficiado pela expectativa de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante de indicadores recentes de inflação mais comportados.
As ações de maior peso no índice lideraram os ganhos, com destaque para bancos, petroleiras e mineradoras.
Petróleo cai
Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda após devolverem parte da forte alta registrada na sessão anterior.
O barril do Tipo Brent, referência para o mercado internacional, caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a US$ 86,88 a unidade. O WTI, do Texas, recuou 1,03%, para US$ 83,59.
Durante a madrugada, as cotações chegaram a subir em reação aos novos ataques entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o mercado reduziu parte do prêmio de risco ao acompanhar negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e avaliar que ainda não houve interrupção permanente do abastecimento mundial.
Além do cenário geopolítico, investidores também passaram a monitorar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este domingo, quando o grupo poderá discutir novos níveis de produção.
*Com informações da Reuters
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