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Ministério da Cidades remaneja recursos do FGTS entre Estados a pedido da Caixa

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Medida favorece programas de habitação em Estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás; região Norte foi a que perdeu a maior parte dos recursos

Da Redação

 

O Ministério das Cidades atendeu a um pedido da Caixa e remanejou recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) entre programas da área de habitação e entre Unidades da Federação para o exercício de 2017.

O remanejamento favorece Estados como o de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. São Paulo passou a contar com mais que o dobro do recurso previsto para as ações na área de habitação neste ano, saindo de R$ 7,1 bilhões para R$ 15,4 bilhões. Minas teve o orçamento elevado de R$ 3 bilhões para R$ 6,2 bilhões e Goiás saiu de uma previsão de R$ 900 milhões para 3,7 bilhões.

A mudança consta de instrução normativa publicada no Diário Oficial da União (DOU) que altera a programação anterior, prevista em uma IN de dezembro de 2016.

No caso dos programas, o Pró-Moradia ficou sem a verba de R$ 1 bilhão, alocada no plano de contratações e metas físicas do orçamento operacional do FGTS divulgado em dezembro. Com isso, ações como o Pró-Cotista e de apoio à produção de habitações receberam reforço. O Pró-Cotista, que tinha uma previsão de R$ 5 bilhões, agora passou a ter R$ 7,7 bilhões. Já os programas de apoio à produção de habitações saíram de um orçamento de R$ 24 bilhões para R$ 29,2 bilhões.

Na contramão, todos os Estados do Norte perderam recursos, assim como o Distrito Federal e outros Estados de outras regiões. Rondônia tinha uma previsão inicial de R$ 257 milhões e agora ficou com R$ 186 milhões. O Pará, que contava com R$ 3,2 bilhões na programação de dezembro, terá apenas R$ 461 milhões. Para o DF, a aporte caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 803 milhões.

Por região, Sudeste deterá a maior parte dos recursos (R$ 25,5 bilhões, ante R$ 14,4 bilhões), seguido por Sul (R$ 10,3 bilhões), Nordeste (R$ 9 bilhões), Centro-Oeste (R$ 6,5 bilhões) e Norte (R$ 1,1 bilhão). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Gilberto Marques

 

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Acordo entre Mercosul e Singapura garante tarifa zero para exportações

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Entra em vigor a partir do próximo sábado (1º) o Acordo Mercosul-Singapura, que deverá reduzir ou eliminar gradualmente as tarifas entre o país asiático e o bloco sul americano.

A parceria garante tarifa zero para 100% das exportações brasileiras destinadas ao país asiático. O texto também trará a definição de critérios comuns para as operações comerciais.

Além da redução de tarifas, o acordo amplia o acesso ao mercado de serviços, incentiva investimentos e inclui um capítulo específico sobre comércio eletrônico, o primeiro negociado pelo Mercosul com um parceiro extrarregional.

O acordo com Singapura já está valendo no Uruguai desde março e no Paraguai desde fevereiro.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura atingiu US$ 10,7 bilhões. As exportações brasileiras somaram US$ 7,4 bilhões, com superávit comercial de US$ 4,1 bilhões. Entre os principais produtos vendidos estão óleos combustíveis, máquinas e carnes bovina, suína e de aves.

O governo brasileiro disponibilizou manuais para serviços de orientação para exportadores, importadores e operadores de comércio exterior. As informações estão disponíveis no Portal Siscomex.

As informações disponibilizadas trazem informações sobre as regras para aplicação das preferências tarifárias, os critérios de origem das mercadorias e os procedimentos necessários para realizar operações de comércio exterior no âmbito do acordo.

O acordo foi assinado em 2022 e a expectativa do governo brasileiro à época era de incrementar o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos) em R$ 28,1 bilhões até 2041.

Negociado desde 2018, o acordo com Singapura deverá aumentar em US$ 500 milhões por ano as exportações do Mercosul para o país asiático.

 



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