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Economistas esperam recuo maior do PIB no 2º trimestre

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Fraqueza da atividade econômica mostrada pelo ‘PIB do BC’ motivou revisão de expectativa de baixa de 0,14% para um recuo de 0,20% ante o mesmo período de 2016

Da Redação

 

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2017 ante o mesmo período de 2016, de baixa de 0,14% para recuo de 0,20%. Isso é mostrado na abertura dos dados do Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central. 

No mês passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do PIB no primeiro trimestre deste ano: houve queda de 0,4% ante o mesmo período de 2016 e avanço de 1,0% ante o quarto trimestre do ano passado. Já o BC informou em 14 de julho que seu Índice de Atividade (IBC-Br) cedeu 0,51% em maio ante abril, com ajuste sazonal, e avançou 1,40% em maio ante maio do ano passado, sem ajuste.  

No entanto, analistas mantiveram a expectativa de alta para o PIB deste ano em 0,34%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,39%. 

Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,00%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,10%.

Em 22 de junho, o BC informou em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI) a manutenção em 0,5% da estimativa para o PIB em 2017. Na última sexta-feira, 21 de julho, o Ministério do Planejamento também manteve em 0,5% sua projeção para o PIB este ano, conforme o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 3º Bimestre. 

O Sistema de Expectativas do Mercado, atualizado hoje pelo Banco Central, não traz as projeções das instituições para o PIB na margem – ou seja, para o segundo trimestre de 2017 ante o primeiro trimestre deste ano. 

Inflação. A abertura dos dados do Relatório de Mercado Focus mostra que as instituições financeiras seguiram projetando uma inflação de 4,25% em 2019. Este porcentual é calculado desde o início de abril deste ano, sem alterações.

Na última semana de junho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu uma meta de 4,25% para a inflação em 2019 – justamente o que está projetado no Focus. A margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (inflação de 2,75% a 5,75%). 

Também a projeção de inflação de 2020 permaneceu em 4,00%. Este porcentual está em sintonia com a meta de exatos 4,00% para o ano. Na prática, o Focus indica que o mercado financeiro acredita que o BC conduzirá a inflação de 2020 para este patamar, como propôs o CMN. 

Para 2021 – horizonte mais distante contemplado pelo Focus -, os economistas projetam inflação de 4,00%. 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global

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O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.

A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Ibovespa

A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.

O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.

Petróleo

Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.

A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

Contexto global

O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.

No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.

*com informações da Reuters



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