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Devido à pandemia do coronavírus, valor da mandioca sobe 185%

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Da Redação

O valor da saca de 50 kg da raiz de mandioca aumentou 185,7%, se comparado com o valor de maio. Naquela época, a saca era vendida a R$ 42, enquanto dados divulgados nesta terça-feira (27) apontam que o valor chegou a R$ 120, o mesmo praticado na semana passada. Seca prolongada, pragas e pandemia influenciaram na queda da produção, resultando, consequentemente a elevação da preço.

Devido a alta dos preços locais, a grande maioria da mandioca consumida no estado é importada do Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. Apesar do valor mais caro pela mandioca, os comerciantes da área têm evitado repassar o aumento para o preço final para o consumidor. A medida visa evitar o “sumiço” de consumidores após a pandemia, momento em que o comércio começa dar sinal de recuperação, explica a empresária Priscilla Sá, proprietária da Moinho Espeto.

“Subiu o arroz, a carne, o limão e agora a mandioca. Estamos segurando ao máximo reajustar esses aumentos nos nossos produtos para não espantar os clientes. A previsão junto aos nossos fornecedores é que no mês que vem o preço da mandioca recue e estamos contando com isso para mantermos os mesmos valores dos nossos espetos”, comenta Priscilla Sá.

A elevação do preço da saca de mandioca se deu por diversos fatores como a seca prolongada, pragas e a pandemia do novo corona vírus. A redução da área plantada e queda da produção são outros fatores, como também o fato dos produtores familiares não possuírem condições para adquirir maquinários para a colheita.

“Além disso, para arrancar a mandioca do chão é preciso muita força, e a grande maioria dos produtores familiares não têm condições de adquirir maquinários para isso e estão acima dos 50 anos, tornando a colheita um serviço muito pesado, por ser algo que exige força”, comenta a técnica de Desenvolvimento Econômico Social da Seaf, Doraci Maria de Siqueira.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar relações comerciais

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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