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Cuiabá é destaque nacional com investimento em saneamento básico

A capital mato-grossense foi citada como a que realiza o maior investimento entre as grandes cidades brasileiras

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Economia

Cuiabá foi novamente destaque nacional pelas melhorias executadas no saneamento básico, durante a gestão Emanuel Pinheiro. Em matéria veiculada no Jornal Nacional desta quarta-feira (29), a capital mato-grossense foi, mais uma vez, citada como a que realiza o maior investimento, por habitantes, entre as grandes cidades brasileiras.

A reportagem, que trata da discussão do Governo Federal para mudanças no Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), mostra que o objetivo estabelecido pela legislação é o de garantia de água potável em 99% das casas e coleta de esgoto em 90%, até 2023. Nesse sentido, Cuiabá também se destaca em comparação com a meta nacional.

Neste momento, a partir dos mais de R$ 900 milhões empregados nesta área, Cuiabá possui 80% de cobertura de rede de esgoto, sendo que a meta da gestão Emanuel Pinheiro é chegar a marca de 91% até o fim de 2024. Além disso, no quesito água potável, a população cuiabana já conta com o fornecimento desse serviço sem intermitência.

“Cuiabá está se transformando em uma referência em saneamento básico. É um orgulho para todos nós ver nossa amada cidade ser citada em mais uma reportagem nacional como um exemplo a ser seguido. Isso é fruto de um trabalho responsável que estamos fazendo. Temos a certeza que vamos continuar avançando”, comenta o prefeito Emanuel Pinheiro.

RANKING NACIONAL

O Instituto Trata Brasil divulgou, neste mês de março, a 15ª edição do Ranking do Saneamento, feito em parceria com a GO Associados. Seguindo os dados do Plano Nacional de Saneamento (Plansab), o relatório aponta Cuiabá como a capital brasileira com o maior investimento nesta área, com R$ 369,33, por habitante.

O valor supera a média nacional, per capita que, conforme o estudo, é de R$ 203,51. Além disso, no levantamento geral, Cuiabá subiu 23 posições, saindo do 55º lugar, conquistado em 2023, para 32º, em 2023. Segundo a meta determinada pelo prefeito Emanuel Pinheiro, até o fim de 2024, R$ 1,2 bilhão será investido no saneamento básico da capital de Mato Grosso.

Fonte: SECOM MT

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Com precatórios, previsão de déficit primário soma R$ 52 bilhões

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A queda na previsão de gastos obrigatórios fez a estimativa total de déficit primário para este ano cair de R$ 60,3 bilhões para R$ 52 bilhões. A previsão consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, enviado nesta sexta-feira (24) ao Congresso Nacional.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem o pagamento dos juros da dívida pública. A estimativa considera os precatórios, que estão fora da meta fiscal até este ano após acordo fechado em 2023 com o Supremo Tribunal Federal (STF). Também há alguns gastos com defesa, saúde e educação excluídos da meta por lei.

Ao incluir os precatórios e as despesas fora do arcabouço fiscal, a previsão de gastos excluídos da meta de resultado primário está em R$ 62,8 bilhões, contra R$ 64,4 bilhões no relatório anterior. A estimativa de déficit primário total impacta diretamente o endividamento do governo.

Ao excluir os precatórios e as exceções do arcabouço fiscal, no entanto, o governo prevê superávit primário de R$ 10,8 bilhões. O superávit primário representa a economia de gastos do governo para pagar os juros da dívida pública.

Por causa dessa previsão de superávit, o governo não contingenciou verbas no Orçamento deste ano. Neste relatório, os Ministérios da Fazenda e do Planejamento desbloquearam R$ 5,7 bilhões.

Esse bloqueio é necessário para cumprir os limites de gastos do arcabouço fiscal, mas não está relacionado à meta de resultado primário. Com a liberação dos R$ 5,7 bilhões, o total bloqueado do Orçamento de 2026 caiu de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.

Despesas

O relatório bimestral prevê alta de R$ 12,3 bilhões nas receitas líquidas em relação ao valor aprovado no Orçamento de 2026, decorrentes principalmente do aumento na estimativa da arrecadação do Imposto de Renda, originária do crescimento da inflação após o início da guerra no Oriente Médio. 

A equipe econômica também estima um aumento de R$ 4 bilhões nas despesas totais.

Esse montante foi obtido da seguinte forma:

  •    –R$ 2,9 bilhões de gastos obrigatórios;
  •    +R$ 6,9 bilhões de gastos discricionários (não obrigatórios, dos quais R$ 5,7 bilhões vêm do desbloqueio.

Em relação aos gastos obrigatórios, as principais variações de despesas foram os seguintes:

  •    Despesas obrigatórios com controle de fluxo (gastos com saúde): +R$ 3,4 bilhões
  •    Abono e seguro-desemprego (defeso para pescadores): +R$ 1,6 bilhão.
  •    Pessoal e encargos sociais: -R$ 4,2 bilhões;
  •    Benefícios previdenciários: -R$ 3,2 bilhões;
  •    Benefício de Prestação Continuada (BPC): -R$ 3,2 bilhões;
  •    Demais despesas: -R$ 100 milhões.

Receitas administradas

Do lado das receitas administradas pelo Fisco, que representam os tributos, as principais variações foram as seguintes:

  •    Imposto de Renda: +R$ 12,7 bilhões (influenciado pela inflação e pelo desempenho de determinados setores da economia);
  •    Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): +R$ 5,6 bilhões;
  •    Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): +R$ 4,8 bilhões;
  •    Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): +R$ 4,4 bilhão.

Ao descontar as transferências para os estados e municípios, que aumentarão R$ 7 bilhões, a alta total das receitas líquidas ficou em R$ 12,3 bilhões.

Receitas não administradas

Em relação às receitas não administradas pela Receita Federal, o relatório reduziu a estimativa em R$ 4,3 bilhões. As principais variações foram as seguintes:

  •    Receitas próprias e de convênios: +R$ 600 milhões;
  •    Dividendos de estatais: +R$ 100 milhões;
  •    Contribuição do salário-educação: -R$ 500 milhões;
  •    Exploração de recursos naturais (royalties): -R$ 400 milhões, com redução da estimativa do preço médio do barril de petróleo de US$ 91,25 para US$ 79,16;
  •    Concessões: -R$ 100 milhões;
  •    Outras receitas não administradas: -R$ 4,1 bilhões.



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