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Caixa começa a pagar amanhã novo lote de contas inativas do FGTS

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Haverá atendimento especial na segunda, terça e quarta-feira da semana que vem: todas as agências abrirão duas horas mais cedo

Da Redação

 

A Caixa Econômica Federal começa a pagar neste sábado o saldo das contas inativas do FGTS dos trabalhadores nascidos nos meses de setembro, outubro e novembro. O pagamento estava previsto para começar somente no dia 16, sexta da próxima semana.

Para fazer o pagamento e esclarecer dúvidas, cerca de 2.000 agências da Caixa ficarão abertas no sábado das 9h às 15h.

Também haverá atendimento especial na segunda, terça e quarta-feira da semana que vem: todas as agências abrirão duas horas mais cedo.

A nova fase de pagamento de contas inativas do FGTS deve beneficiar 7,5 milhões de trabalhadores, que terão direito ao saque de 10,9 bilhões de reais.

Desde o início do pagamento, em 10 de março, até o último dia 2, a Caixa pagou 27,6 bilhões em contas inativas do FGTS para 16,3 milhões de pessoas. O valor equivale a 95,2% do total inicialmente previsto (29,1 bilhões de reais) e aproximadamente 81% dos trabalhadores (20,1 milhões), nascidos entre janeiro e agosto.

Quem ainda não sacou tem até 31 de julho para receber o dinheiro. Depois desta data, o saldo da conta inativa só poderá ser sacado nos casos previstos em lei, como trabalhadores sem contas ativas há mais de três anos.

O pagamento das contas inativas do FGTS está previsto na lei 13.446, que permite o saque por quem foi demitido por justa causa ou pediu demissão até dezembro de 2015. Pessoas que têm contas inativas depois desta data só podem sacar o FGTS nos casos previstos na lei do fundo, como demissão, compra da casa própria, aposentadoria e doenças graves.

 

 

Fonte: Veja

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Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global

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O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.

A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Ibovespa

A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.

O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.

Petróleo

Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.

A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

Contexto global

O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.

No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.

*com informações da Reuters



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