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BNDES investe R$ 12 milhões em planejamento marítimo da Região Sudeste

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir R$ 12 milhões em estudos sobre os usos do ambiente marinho, costeiro e oceânico dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, para um planejamento econômico marítimo da área costeira da região. Os recursos fazem parte do Planejamento Espacial Marítimo (PEM) da Região Sudeste, que concentra cerca de 82% de toda a economia oceânica brasileira, a chamada economia azul, reunindo atividades de óleo e gás, portos e turismo.

Rica em biodiversidade e recursos, a região faz parte da Amazônia Azul, que tem cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados  e compreende a superfície do mar, águas sobrejacentes ao leito do mar, solo e subsolo marinhos contidos na extensão atlântica que se projeta a partir do litoral até o limite exterior da Plataforma Continental brasileira, de acordo com informação da Marinha do Brasil. São feitos por meio do mar 95% do comércio exterior, que responde por 20% do Produto Interno Bruto (PIB nacional, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) e 25% dos empregos.

Para execução do planejamento econômico marítimo do Sudeste, o BNDES selecionou consórcio Sudeste Azul, formado pelas empresas Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Environpact Sustentabilidade. Os recursos não reembolsáveis do Fundo de Estruturação de Projetos do BNDES serão investidos em 36 meses.

Futuro

O PEM é um instrumento de mapeamento do mar no âmbito da organização dos recursos atuais e potenciais, da integração de diferentes agentes socioeconômicos e de segurança jurídica e soberania nacional. O objetivo é subsidiar o Estado brasileiro de dados precisos com vistas ao uso sustentável da costa brasileira.

De acordo com o BNDES, a economia azul representa 18,3% do PIB para o Rio de Janeiro, 13,7% para o Espírito Santo e 0,9% para São Paulo. O projeto prevê a identificação do déficit de investimentos e informações sobre pesca industrial, pesca artesanal, agricultura, exploração de petróleo e gás, mineração, navegação e portos, segurança e proteção, turismo, energias renováveis e meio ambiente. Também serão feitos mapas, incluindo restrições legais e ambientais.

Outras regiões

O projeto de mapeamento do potencial marinho da costa brasileira foi iniciado em fevereiro deste ano, com a seleção da empresa Codex Remote, responsável pelo desenvolvimento do PEM no Sul do Brasil. A iniciativa conta com financiamento de R$ 7 milhões não reembolsáveis do BNDES. Até 2030, além do Sul e do Sudeste, o PEM também deverá ser implementado nas regiões Norte e Nordeste.

Em janeiro deste ano, o banco lançou a iniciativa “BNDES Azul”, visando desenvolver a economia azul brasileira com investimentos focados em pesquisas dos usos possíveis do mar na descarbonização da frota naval e na infraestrutura portuária, por meio do Planejamento Espacial Marinho.



Fonte: Agência Brasil

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Sindipetróleo acusa candidatos de usar alta dos combustíveis como “palanque” eleitoral

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O Sindipetróleo-MT reagiu às críticas feitas durante o período eleitoral sobre a alta dos preços dos combustíveis em Mato Grosso e acusou candidatos de transformar o aumento nas bombas em instrumento político. Em nota divulgada nesta segunda-feira (21), a entidade afirmou que os postos estão sendo colocados como responsáveis por um problema que, segundo o sindicato, envolve diferentes etapas da cadeia.

A manifestação ocorreu após o senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para verificar a formação dos preços dos combustíveis no Estado. A iniciativa surgiu após reclamações de consumidores sobre os valores praticados em diferentes municípios.

Sem citar nominalmente os candidatos, o Sindipetróleo afirmou que determinados postulantes estariam concentrando as cobranças de fiscalização nos postos e classificou a postura como “uso eleitoreiro” da alta dos combustíveis.

Segundo a entidade, os postos não são responsáveis pela formação dos preços, mas atuam na etapa final da cadeia, repassando custos definidos anteriormente por usinas, refinarias, importadores e distribuidoras.

O sindicato também apontou fatores que, segundo sua avaliação, contribuíram para a elevação dos custos ao longo de setembro. Entre eles estão a alta do petróleo no mercado internacional, o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, a valorização do açúcar no mercado externo, o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina e a redução das importações de diesel.

Em Mato Grosso, o Sindipetróleo afirma que os revendedores vêm recebendo aumentos sucessivos das distribuidoras. A entidade também relata episódios de restrição no fornecimento, principalmente de óleo diesel, e afirma que a situação pode afetar o abastecimento no Estado.

Apesar das críticas, o sindicato afirma que não é contrário à fiscalização. A defesa da entidade é de que eventual investigação alcance todos os elos da cadeia, e não apenas os postos de combustíveis.

“Não nos opomos a nenhum tipo de fiscalização. Pelo contrário: defendemos o rigor da lei”, afirma o Sindipetróleo na nota.

A entidade sustenta ainda que as margens dos revendedores vêm sendo pressionadas pelos aumentos registrados nas etapas anteriores da cadeia e critica o que considera uma tentativa de atribuir exclusivamente aos postos a responsabilidade pelo preço final pago pelo consumidor.

A discussão ocorre em meio à campanha eleitoral em Mato Grosso e ganhou força após dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrarem diferenças nos preços médios da gasolina entre municípios do Estado. Na semana de 6 a 12 de setembro, o preço médio registrado foi de R$ 6,97 em Cuiabá, R$ 6,52 em Sinop e R$ 6,62 em Rondonópolis.

O Cade ainda deverá analisar a solicitação apresentada por Fávaro. A manifestação do Sindipetróleo, por sua vez, defende que qualquer apuração considere toda a cadeia de produção, distribuição e comercialização dos combustíveis.



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