Economia
BC comunica exposição de chaves Pix em sistema do MP de Goiás
Economia
O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (17) a ocorrência de um incidente de segurança com dados pessoais vinculados a chaves Pix. O caso está relacionado a acessos indevidos em sistema operado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).

De acordo com a autoridade monetária, foram expostos dados cadastrais ligados a 93 chaves Pix em 1º de março. As informações incluem nome do usuário, CPF com máscara (CPF com asteriscos), instituição financeira de relacionamento, número da agência e informações sobre conta bancária.
Posteriormente, o MPGO informou que as 93 chaves Pix estão vinculadas a 51 CPFs.
O BC e o MPGO ressaltaram que não houve vazamento de dados sensíveis, como senhas, saldos, extratos ou qualquer informação protegida por sigilo bancário. Segundo o órgão, os dados acessados não permitem movimentação financeira nem acesso às contas dos usuários.
Este é o segundo incidente envolvendo o sistema Pix em 2026. Em janeiro, dados de 5.290 chaves de clientes de um pequeno banco foram expostos.
O Ministério Público de Goiás divulgou, em seu site oficial, um canal para que cidadãos possam verificar se foram afetados. O Banco Central alertou que não haverá contato direto com usuários por telefone, mensagens, e-mail ou aplicativos.
Ainda segundo o BC, medidas já foram adotadas para apurar o caso de forma detalhada. Embora a legislação não exija a divulgação em situações de baixo impacto, o órgão afirmou que decidiu tornar o incidente público em nome da transparência.
Reutilização de senha
Segundo o MPGO, nenhum integrante do órgão constou da lista de CPFs consultados.
O incidente, informou o Ministério Público do estado, decorreu do comprometimento de credencial de acesso de integrante do órgão, em razão da reutilização da senha institucional em serviço externo à rede corporativa (site de instituição privada), circunstância que possibilitou sua exposição indevida e posterior utilização não autorizada.
Economia
Brasil desenvolve sensor de freio obrigatório para carros em 2029
Pesquisadores de universidades, institutos de pesquisa e empresas do setor automotivo desenvolvem, aqui no Brasil, um sensor nacional para sistemas de frenagem automática, que será obrigatório em todos os veículos fabricados a partir de 1º de janeiro de 2029.

A tecnologia é um sensor de radar chamado sistema Adas, sigla para Advanced Driver Assistance Systems (Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista, em inglês). Esse sistema vai reforçar a segurança dos veículos ao viabilizar recursos como frenagem automática e assistência de permanência em faixa.
A obrigatoriedade do Adas nos carros fabricados a partir de 2029 é uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes.
O desenvolvimento nacional acontece no Senai Park de Suape, no litoral de Pernambuco. A estrutura é uma espécie de “berçário de tecnologias” mantido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Pernambuco (Senai PE).
O investimento, coordenado pelo Senai PE, é de R$ 44 milhões e conta com instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Brasília (UnB), a Volkswagen e a Stellantis (grupo dono de 14 marcas, entre elas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën), entre outras.
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Mais segurança
O diretor de Inovação e Tecnologia do Senai-PE, Oziel Alves, explica que os sensores serão capazes de detectar obstáculos e outros veículos em diferentes distâncias, funcionando em conjunto com câmeras.
“Na prática, os sistemas de frenagem automática combinam radar e câmera para tomar decisões mais seguras”, pontua.
Ele detalha que o radar é responsável por detectar objetos à frente e medir, com precisão, a distância e a velocidade, enquanto a câmera complementa essas informações, ao identificar o tipo de objeto, como um carro ou uma pessoa.
“Com essas duas informações integradas, o sistema consegue avaliar o risco de colisão de forma mais completa e tomar, de maneira autônoma, a decisão de acionar a frenagem automaticamente”, descreve.
Alves assinala que esse processo é conhecido como “percepção e fusão sensorial”.
“Aumenta a confiabilidade do sistema, pois combina diferentes perspectivas para melhorar a percepção do ambiente e reduzir erros”, completa.
No Senai Park, os desenvolvedores terão recursos como inteligência artificial e gêmeos digitais (réplica virtual de um objeto ou sistema), o que permite acelerar testes e validações sem depender exclusivamente de protótipos físicos.
Menos dependência externa
O desenvolvimento de um sistema nacional é uma forma de o país diminuir a dependência tecnológica externa.
“Ao desenvolver localmente soluções como o radar proposto neste projeto, o Brasil amplia seu know-how (saber como fazer, em inglês) em tecnologias críticas, forma profissionais especializados e cria uma base de engenharia mais madura”, avalia Alves.
Na visão do diretor, o desenvolvimento traz reflexos diretos da indústria, como “maior autonomia para desenvolvimento, redução gradual dos custos associados à importação e aumento da competitividade das montadoras e fornecedores locais”.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Bruno Veloso, classifica a iniciativa como “soma de esforços da indústria automobilística”.
“Temos empresas e instituições de pesquisa e desenvolvimento juntas aqui. É só com essa soma de conhecimentos que estaremos prontos para enfrentar os nossos desafios”
A diretora regional do Senai PE, Camila Barreto, chama o esforço para diminuir a dependência externa de “tropicalizar tecnologias”.
“Temos um parque tecnológico, o Senai Park, para implantar todos esses projetos. É lá que a bateria de lítio vai ser desenvolvida”, diz ela, em referência ao armazenamento de energia essencial para a crescente frota de carros híbridos e elétricos.
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