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Atividade do comércio tem alta de 2% em 2019, diz Serasa

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Da Redação

A atividade no comércio registrou alta de 2% em 2019, segundo levantamento divulgado hoje (22) pela Serasa Experian a partir das consultas ao seu banco de dados. Na comparação entre dezembro do ano passado e o mesmo mês de 2018, foi registrada alta de 3,9%.

O aumento da atividade no ano foi puxada pelo setor de veículos e autopeças, que teve alta de 8,4% no ano e pelo ramo de material de construção, com elevação de 4,6% em 2019. O setor de supermercados teve alta de 0,6% . Enquanto acumularam ao longo do ano pequenas quedas os setores de vestuário e acessórios (0,6%) e moveis, eletrodomésticos e eletreletrônicos (0,4%).

Também foi verificada uma alta na atividade do comércio no último Natal de 4,1% em relação ao período de 18 a 24 de dezembro de 2018.

Segundo o economista da Serasa Luiz Rabi, a queda na taxa de juros melhorou o acesso ao crédito. Ao longo de 2019, a taxa básica de juros (Selic) caiu de 6,% para 4,5% “Além disso, com o 13° salário e os saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, há um aumento pontual da renda da população, que acabou gerando um bom desempenho”, explicou.

Fonte/foto: Agência Brasil

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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