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As carreiras executivas que ficaram sem aumento salarial

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Estudo mapeou salários entre os anos de 2015 e 2016; Apenas uma área registrou alta na remuneração

Da redação

 

Treze de cada quatorze setores estão sem aumento real de salário ou com remuneração em queda, na comparação com o ano passado. Os dados são do estudo de remuneração da Michael Page, empresa de recrutamento. Entre os setores pesquisados, apenas o de bancos e serviços financeiros apresentou aumento na média salarial – 99,4% dos setores tiveram crescimento.

“Com a crise, as empresas foram afetadas e muita gente acabou perdendo emprego. Para se recolocar, estão tendo que negociar mais e, em muitos casos, com salários de 10% a 20% inferiores à última ocupação. Quem ficou, não está conseguindo ter ganhos reais”, revelou o diretor executivo da Michael Page, Ricardo Basaglia. 

“Para os bancos, o mercado financeiro não deixou de ficar aquecido, tanto no mercado em si quanto no quesito de contratações. A área bancária busca profissionais com experiências consolidadas e vivência no mercado, mesmo sendo sempre difícil encontrar pessoas com fluência em outros idiomas, conhecimentos técnicos avançados e habilidades para posições ligadas a controles e regulamentações”, analisou Basaglia.

Confira abaixo as áreas que, em sua maioria de cargos, não registraram aumento de salário:

Engenharia e Manufaturas

O mercado atual continua com uma carência de engenheiros especializados e com uma formação sólida para preencher posições no mercado de trabalho, segundo o estudo. Profissionais com conhecimento técnico, especialização e certificações acabam levando vantagem na hora de arrumar um emprego no mercado atual.

“Ainda assim, com a formação analítica e ágil na linha de raciocínio, os engenheiros são requisitados para atender a posições relativas a vendas e planejamento estratégico, áreas que continuarão em alta para o ano que vem”, disse Ricardo Basaglia.

Nessa área não foi registrado nenhum aumento na média salarial. Dos cargos que apresentaram queda, destaque para gerente de qualidade com atuação no setor químico e petroquímico em empresa de grande porte. Os vencimentos médios desse profissional recuaram 9%, saindo de 17,5 mil reais em 2015 para 16 mil reais neste ano.

Financeiro e Tributário

Tributaristas e tesoureiros estiveram em alta neste ano. A oportunidade de contribuir com o caixa da companhia no curto prazo tem sido reforçada nas atuais contratações.

“Estudos indicam que as empresas estão cada vez mais intolerantes a profissionais com passagens instáveis e que não demonstram conclusão em seus ciclos, ainda mais pelas dificuldades que o mercado ainda reserva para os próximos anos. Resiliência é a principal competência avaliada e boas referências com bancos, empresas de auditoria e CFOs são de grande valor”, relatou o diretor da Michael Page.

Nessa área temos exemplos bem extremos de ganhos e perdas salariais. Um gerente de auditoria interna em empresa de médio porte viu seu salário médio crescer 46%, passando de 12 mil reais para 17,5 mil reais. Do outro lado, o gerente de Relações com Investidores teve redução de 42% na remuneração, com renda média de 30 mil reais em 2015 para 17,5 mil reais em 2017.

Jurídico

No quadro geral, o setor jurídico demonstrou em 2017 um cenário positivo quanto ao aumento de salários em relação ao último estudo realizado pela Michael Page. Isto porque o segmento tem se tornado cada vez mais um parceiro estratégico, fundamental para a viabilização de projetos e respaldo para as movimentações das empesas.

Da base consultada, a remuneração média que mais chamou a atenção no período foi a do diretor jurídico em companhia de grande porte, com incremento de 61% no período. Pulou da média de 28 mil reais mensais há dois anos para  45 mil reais neste ano.

Marketing

“Em geral, percebemos um aumento salarial tímido em comparação ao do último estudo de remuneração. De qualquer maneira, são poucos os cargos ou áreas que praticam grandes retrações em 2017”, contou Basaglia.

O cargo de gerente de Produto é um exemplo de salário que teve quedas neste ano. A remuneração média diminuiu de 12,5 mil reais para 10 mil reais.

Supply Chain

O cenário para 2017 está semelhante ao dos últimos anos, apenas com pequenas mudanças nos cargos de média gerência, principalmente nas indústrias, por causa das reduções de posições.

“A redução drástica nas vendas e na produção de veículos provocou uma grande mudança nas estratégias das empresas dessas áreas. Um dos grandes desafios é encontrar profissionais qualificados e especializados para atuar na divisão de Supply Chain”, retratou Basaglia.

Gerente de projetos e gerente de operações em companhias de pequeno e médio porte foram os cargos com maior redução média salarial no período, caindo de 16,5 mil reais para 13,5 mil reais.

Petróleo e Gás

Nos últimos anos, o setor de Petróleo e Gás sofreu com a crise política e econômica. As empresas de extração de petróleo ainda passam por um período de incertezas no país. Os desestímulos dos investidores fizeram com que o mercado parasse e sofresse baixa desde o período inicial da crise.

“Com isso, o quadro salarial não teve grandes mudanças, os salários se mantiveram e podemos ver uma queda mais relevante em cargos plenos”, resume o diretor.

Propriedade e Construção

Nos últimos dois anos de crises, tivemos algumas mudanças drásticas no setor em si, principalmente em cargos específicos. A instabilidade política e o cenário atual acabam prejudicando a área.

“No varejo, pouquíssimas empresas estão investindo na abertura de novas lojas, impactando no recrutamento de novos profissionais. Já a área comercial destacou-se nesses anos e teve um aumento relativo comparado com os últimos, pois é esse profissional que prospecta negócios para as construtoras, trazendo clientes”, sintetizou.

Recursos Humanos

A área passou por mudanças de estrutura e redefiniu prioridades neste último ano para acompanhar o cenário da economia brasileira. Apesar do ano incerto e da remodelagem das empresas, o segmento se movimentou de maneira enérgica.

A remuneração média desses profissionais oscilou muito, tanto para cima como para baixo. O salário de um diretor de Recursos Humanos em empresa de pequeno e médio porte passou de 22,5 mil reais para 32,5 mil reais. Já para o especialista de comunicação interna em empresa de grande porte, os ganhos saíram de 14,5 mil reais para 12 mil reais.

Saúde

O cenário para empresas ligadas ao mercado de saúde se manteve muito positivo nos últimos anos. Neste ano de crise, Healthcare saiu na frente das outras áreas e foi menos afetada pela economia do país. Hospitais e demais empresas do segmento clínico se mantêm em forte processo de profissionalização e consolidação, que reforçam a busca por processos de acreditação e melhoria contínua.

Seguros

O mercado de seguros segue seu histórico de alta desde a abertura do mercado e a entrada de grandes seguradoras e resseguras multinacionais. A diversificação do mercado e o movimento dos principais players, ainda com a instabilidade econômica, faz com que a remuneração do setor também corresponda à busca por profissionais com força comercial e conhecimentos técnicos.

A área com o maior aumento em salário é a comercial. Um dos cargos que demonstraram aumento significativo para as empresas foi o de diretor comercial, com remuneração de 34,5 mil reais para 39,5 mil.

TI

A área de tecnologia é cada vez mais estratégica, além de ser muito importante como suporte. Com isso, os profissionais precisam se qualificar e atualizar em cursos como pós-graduações, MBA e outros que lhes concedam uma visão estratégica dentro de sua empresa. Atualmente são cerca de 1,3 milhão de profissionais no Brasil.

Como em todas as áreas, existem tendências de posições que tiveram incremento salarial devido à demanda atual, como segurança da informação, cientista de dados e inteligência de mercado. Porém, o que diferencia os profissionais é o tempo de experiência, construção de cases de sucesso, idiomas e cursos complementares.

A remuneração média de um gerente de vendas de software em empresa de grande porte passou de 16 mil reais para 20 mil reais. Um country manager de hardware de empresa de grande porte viu seus rendimentos médios saírem de 32,5 mil reais para 27,5 mil.

Varejo

Ainda que o consumo tenha sofrido baixas, principalmente em decorrência da instabilidade da inflação, a alta dos preços e a diminuição do poder de compra da população, o varejo reagiu às baixas com a procura por maior eficiência e profissionais capazes de combinar suas especialidades e estabelecer estratégias que possam contornar as adversidades da economia internacional, em busca da continuidade do crescimento do setor.

“A busca por força contra a concorrência e a necessidade de também atrair profissionais capazes de desenvolver novas estratégias e soluções, assim como as experiências e habilidades de aplicá-las, fazem com que as empresas menores do varejo também deixem seus salários cada vez mais atrativos”, disse Basaglia.

Vendas

Os profissionais de vendas continuam sendo requisitados pelas empresas, e 2017 promete não ser diferente. De qualquer maneira, o perfil deste profissional ganha a cada ano uma diferente faceta, principalmente pelo papel de termômetro estratégico que a área de vendas desenvolve em um período de instabilidade.

“O pacote de salários em 2016 mostrou-se de maneira geral conservador para as áreas. De qualquer maneira o cenário não demonstra grandes retrações como em outras áreas de atuação. A área que acabou sofrendo mais foi a de bens de capital, pois os investimentos acabaram caindo”, explicou Basaglia.

O cargo que mais sofreu com a crise econômica em 2016 foi o engenheiro de vendas de logística e transporte em empresas de pequeno e médio porte. O salário médio passou de 30 mil reais para 27,5 mil. No caso do cargo de trade lane manager em empresas de grande porte, a remuneração média migrou de 13 mil para 15 mil reais.

 

 

 

Fonte: Veja

 

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Brasil abre posto tributário na China para ampliar comércio

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inaugurou nesta sexta-feira (26) a Adidância Tributária e Aduaneira do Brasil em Pequim, na China. A iniciativa pretende facilitar o comércio entre os dois países, reduzir entraves burocráticos e ampliar a cooperação fiscal.

O novo posto será a quinta representação do tipo mantida pelo Brasil no exterior. Inaugurada no último dia da viagem oficial de Durigan à China, a unidade será vinculada à Receita Federal.

O objetivo é criar um canal técnico direto com autoridades chinesas para melhorar a previsibilidade das operações comerciais, apoiar empresas brasileiras e fortalecer ações contra irregularidades no comércio internacional.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009. O intercâmbio entre os dois países supera US$ 150 bilhões por ano, com forte participação de produtos como soja, minério de ferro e petróleo.

Ponto estratégico

A adidância funcionará como uma unidade avançada da Receita Federal no exterior. O posto será ocupado por um auditor-fiscal e terá atuação técnica, diplomática e estratégica, sem poder de decisão sobre processos tributários ou aduaneiros.

Na prática, o representante brasileiro fará a interlocução com órgãos chineses responsáveis por tributos e alfândega, buscando resolver problemas operacionais, aproximar as legislações e acelerar procedimentos de importação e exportação.

Segundo o governo, a presença permanente no país asiático deve ajudar empresas brasileiras a compreender melhor regras locais, reduzir custos logísticos e diminuir o tempo de liberação de mercadorias.

Cooperação fiscal

A atuação da nova representação será baseada em acordos já firmados entre Brasil e China, incluindo instrumentos para evitar dupla tributação e ampliar a assistência mútua em assuntos aduaneiros. Em julho do ano passado, a Receita Federal tinha anunciado a intenção de criar a agência tributária e aduaneira no país asiático. 

Também estão previstos mecanismos de cooperação com a Administração Tributária Estatal da China e a Administração Geral de Aduanas chinesa, incluindo intercâmbio de informações, integração digital de processos e troca de especialistas.

A Fazenda avalia que a aproximação permitirá maior eficiência no combate à evasão fiscal, ao contrabando e a outras práticas ilícitas que afetam o comércio internacional.

Vantagens

De acordo com a Fazenda, a presença de um adido especializado no principal parceiro comercial do Brasil trará vantagens, como:

  • entendimento mútuo das legislações;
  • redução de entraves burocráticos;
  • impulsionamento do comércio bilateral.

O Ministério da Fazenda também informou que a unidade na China ajudará a reduzir práticas ilícitas que prejudicam o comércio bilateral, por meio do:

  • combate à evasão fiscal;
  • combate ao contrabando;
  • troca direta de informações e experiências.

Mais investimentos

Além da agenda comercial, o governo brasileiro pretende usar a missão na China para apresentar oportunidades de investimento ligadas à transformação ecológica e à inovação.

O Ministério da Fazenda também promove ações do programa Eco Invest Brasil, voltado à atração de capital estrangeiro para projetos sustentáveis, incluindo áreas como energia limpa, minerais estratégicos, inteligência artificial, baterias e descarbonização industrial.

Depois da China, a rodada de apresentação seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, países considerados estratégicos pela capacidade tecnológica e financeira.

Com a criação do posto em Pequim, o Brasil amplia sua rede de adidâncias tributárias e aduaneiras, que já conta com representações em Washington, nos Estados Unidos; Buenos Aires, na Argentina; Assunção, no Paraguai; e Montevidéu, no Uruguai.



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