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Agricultores familiares financiam R$ 150 mil para produção de tomate em sistema protegido

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Da Redação.

Com a previsão de produzir 17,5 mil quilos de tomate na primeira safra, os agricultores familiares Josias Zacarias Pereira de Almeida e Kelly Lewandowski de Almeida do município de Campo Verde (131 km ao Sul de Cuiabá), financiaram recursos na ordem de R$ 150 mil do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para construção de uma estufa de 1.024 metros quadrados. Com experiência em hortaliças, os agricultores já produzem, na Chácara Quatro Irmãos, 13 mil dúzias de alface crespa por ano.

A engenheira agrônoma da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Ana Carla Vidotti, fala que desde 2012 os agricultores produzem hortaliças e agora vão cultivar também tomate como mais uma alternativa para ampliar a produção e gerar lucro para a propriedade. Ele destaca que a estufa pode trazer benefícios como a garantia de proteção da safra, principalmente contra intempéries climáticas, pragas e descontrole de fatores ambientais.

Os agricultores escolheram construir a estufa agrícola do modelo Arco Treliçado que é indicado para o setor de hortaliças, pois têm maior espaçamento interno e alta resistência ao vento. Numa área de 1.064 metros quadrados, a estrutura em construção será de 64 metros de comprimento, cinco metros de altura com dois arcos e vão de oito metros. Serão instaladas 50 bancadas de 11,5 metros de comprimento para produção de 700 caixas de tomate de 25 quilos.

A cultura do tomate no sistema protegido apresenta frutos de maior qualidade, principalmente para comercialização in natura. Na Chácara Quatro Irmãos, os agricultores em apenas duas colheitas por ano poderão colher 35 mil quilos de tomate. O preço médio do fruto dependendo da época pode chegar a R$ 5,00 o quilo, dando um lucro anual de R$ 175 mil com a venda da produção. O primeiro plantio está previsto para ser realizado no mês de junho e o tempo para colheita varia entre 90 e 120 dias.

Os produtores comercializam 13 mil dúzias de alface crespa por ano.

Tomate é um das hortaliças que está presente na refeição de muitas pessoas, seja para fazer salada, molhos, acompanhamentos em diversos pratos, entre outros. A hortaliça ou o fruto é um produto que tem comercialização o ano todo. A intenção dos produtores com o cultivo protegido é realizar o plantio no período de sazonalidade do produto tornando a atividade mais atrativa economicamente.

Custeio e Investimento

O projeto de crédito rural foi elaborado pela engenheira da Empaer e o recurso foi financiado pela Cooperativa de Crédito Sicredi. O financiamento para investimento tem até dois anos de carência, dez anos para pagar e a taxa de juros gira em torno de 3% ao ano.

Na safra de 2019 foram financiados recursos na ordem de R$ 54,6 milhões para investimento e custeio através de projetos de crédito elaborado pela empresa. Ao todo, foram 1.204 projetos técnicos para captação de crédito de investimento e custeio nas linhas do Pronaf e FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste), assegurando a circulação de dinheiro na economia de 132 municípios do Estado.

No município de Campo Verde, os técnicos da Empaer atenderam mais de 650 produtores e elaboram projetos de custeio e financiamento no valor de R$ 1,37 milhão.

Foto: Extensionista | Empaer

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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