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Reunião alinha os últimos detalhes do concurso público da Câmara

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Da Redação
O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB), e a secretária de Gestão de Pessoal, Bárbara Helena de Noronha, se reuniram, na manhã desta sexta-feira (07.05), com representante do Instituto Nacional de Seleções e Concursos (Selecon) para definir os últimos detalhes do concurso público.
Segundo a secretária de Gestão de Pessoal, que também preside a comissão sobre o certame no legislativo, o encontro serviu para alinhar algumas demandas apresentadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e também para discutir os protocolos de biossegurança que serão adotados nos locais de prova para evitar o contágio do coronavírus.
 
“A presidência da Câmara convocou essa reunião com a comissão da Casa sobre o concurso e com a Selecon para debater as reivindicações apresentadas pelo TCE e, que serão todas atendidas, para que o concurso da Câmara ocorra dentro da total normalidade e com toda a segurança aos candidatos e quem for trabalhar no certame”, disse a secretária.
 
O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB), destacou a importância do concurso público para seleção de servidores para contribuírem no fortalecimento dos trabalhos realizados pela Casa.
 
“Devido a Lei Complementar 173/2020, Lei Federal, a Câmara Municipal está impedida de realizar concurso com a criação de novos cargos, por isso, o número de vagas oferecidas no certame é reduzido. Aos candidatos recomendo que estudem, ainda temos um tempo hábil para todo cidadão se preparar. Aqueles que tiverem êxito, serão muito bem-vindos a esta Casa como novos servidores”, declarou o presidente.
 
Inscrição
A inscrição para concurso público segue aberta até o dia 16 de maio. Os interessados em participar da prova deverão se inscrever através do site da Selecon: (https://s213.institutoselecon.org.br/).
 
O valor da taxa de inscrição é de R$ 80 para o cargo de Nível Médio e de R$ 90 para cargos de Nível Superior.
 
Segundo o edital, a aplicação das provas objetiva e discursiva do concurso está prevista para ocorrer no dia 13 de junho.
 
Mais informações sobre o certame no site da Selecon. Na página, os candidatos têm acesso aos editais, acompanham os resultados da solicitação de isenção da taxa e preenchem o formulário e acompanham a inscrição.
Concurso
O edital prevê 13 vagas, sendo seis para técnico legislativo (nível médio), seis para analista legislativo (nível superior), uma para controlador interno (nível superior), além de formação de cadastro reserva para o cargo de contador (nível superior). Os salários variam de R$ 3,7 mil a R$ 7,9 mil.

Secom Câmara

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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado

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O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.

Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.

Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”

Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.

“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”

A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.

Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.

A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.

Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”

O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”

Nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf



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