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Mais de 2,2 mil pessoas se inscrevem em curso de extensão do TCE-MT

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Da Redação.
Conselheiros de políticas públicas, professores, promotores do Ministério Público de Mato Grosso, controladores internos e agentes de saúde estão inscritos na 7ª Edição do curso de extensão “ Cidadania e Controle Social”, promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A partir do dia 5 de maio, 1 mil pessoas estarão participando das aulas desenvolvidas por meio da modalidade Educação a Distância (EaD).

Este ano, o número de inscrições superou as expectativas da Secretaria de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania (SAI). Foram 2.260 pessoas inscritas para as 1 mil vagas disponíveis, sendo que 604 se declararam membros de Conselhos de Políticas Públicas e o restante são cidadãos interessados em aprender mais sobre o controle social.

A supervisora geral do curso e secretária da SAI, Cassyra Vuolo, destacou ainda que 141 pessoas de outros estados fizeram inscrição, o que demonstra o reconhecimento nacional da iniciativa do TCE–MT, seja por sua abrangência, público heterogêneo, temas abordados e o índice de aprovação, que atingiu 93%.

De acordo com Cassyra Vuolo, o curso é desenvolvido pelo TCE/MT e pela UFMT de maneira didática e de fácil compreensão, com temas como o funcionamento do Estado, o ciclo orçamentário e as formas de participação do cidadão no processo de orçamentação pública, os instrumentos de fiscalização, os sistemas de informação e transparência e a relevância dos Conselhos de Políticas Públicas, ressaltando, por exemplo, o que são e para que servem.

“Por meio de atividades práticas pretende-se orientar o cidadão a exercer seu direito-dever, a formalizar denúncias robustas e a solicitar informações públicas aos órgãos e entidades valendo-se da Lei de Acesso à Informação, por exemplo. E, por fim, fomentando sua interface com o controle interno e externo”, comentou.

Em 2019, 3.002 pessoas de 18 estados brasileiros se inscreveram para participar do curso. Do total de participantes, 929 concluíram o EaD, sendo que 74% são membros de Conselhos de Políticas Públicas e, destes, 28,9% são ligados aos Conselhos de Educação.

Esse ano, 21 municípios adesos ao Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado (PDI) terão cursistas participando do EaD, totalizando 60% do total de vagas. “Essa capacitação faz parte de um conjunto mais amplo de ações voltadas para o fortalecimento do controle social, visando à melhoria da gestão e a formação de uma consciência cidadã em articulação com o controle interno e o controle externo”, disse a secretária.

O curso de Extensão via EaD “Cidadania e Controle Social” é parte do Projeto 2 – Incentivo ao Acesso à Informação e à Consciência Cidadã do PDI, tendo como base o diagnóstico realizado em 2012 pelo TCE-MT, em parceria com a UFMT, que apontou a necessidade de promover capacitação continuada para os conselheiros dos Conselhos de Políticas Públicas.

Ao todo, serão 20 turmas com 50 cursistas em cada uma delas, totalizando 100 horas/aula. A capacitação começa no dia 4 de maio e encerra em 20 de julho desse ano. Haverá um momento presencial facultativo, e o restante do curso ocorrerá no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), com o acompanhamento de tutores e coordenadores. Todo processo avaliativo ocorrerá no AVA, por meio de atividades do tipo questionários eletrônicos, fóruns e tarefas online.

O curso foi criado há oito anos com o propósito de capacitar conselheiros dos Conselhos Municipais e Estaduais e qualquer cidadão que tenha interesse em realizar o controle social da gestão e dos resultados das políticas públicas e já capacitou 4.021 pessoas.

 

Foto:TCE-MT

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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado

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O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.

Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.

Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”

Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.

“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”

A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.

Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.

A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.

Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”

O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”

Nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf



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