Cidades
Bem-Estar Animal de Cuiabá é referência para prefeituras do interior
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A secretária-adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, recebeu equipe da Prefeitura de Nova Ubiratã interessada em adquirir conhecimento sobre o atendimento ofertado pela Prefeitura de Cuiabá para a causa animal. Acompanhados do prefeito daquele município, Edgar José Bernardi, os demais servidores receberam instruções, conheceram as demandas da Capital, os serviços e procedimentos ofertados e a estrutura da Bem-Estar Animal, que, no momento, passa por adequações, ampliação e melhorias do espaço. A visita institucional aconteceu na terça-feira (03).
Na oportunidade, a equipe tirou dúvidas, elogiou o trabalho desenvolvido pela Bem-Estar Animal e considerou que a organização e padronização do serviço são de excelência, além do trabalho de grande alcance em comparação com o orçamento da pasta.
“Achei muito importante o planejamento da gestão municipal, por meio da Morgana, que está colocando em prática ideias inovadoras, com projetos que vêm ao encontro das demandas mais urgentes da comunidade. A estrutura administrativa que está sendo instalada sob a liderança dela, incluindo o credenciamento do atendimento e a estrutura dos animais, com as adaptações, gostei muito”, destacou o prefeito Edgar.
Ele já visitou outros canis e não viu estrutura semelhante. “Por onde visitei, só tinha cobertura com caixinha de areia para as necessidades dos animais. E aqui vejo que a gente pode decidir fazer algo semelhante, que é possível ter área externa para os animais passearem, para que possam pegar sol, correr, fazer exercício físico, quer dizer, dar qualidade de vida para eles. O administrativo está em reforma, mas o projeto é muito bom e atende às necessidades”, frisou.
O objetivo, segundo ele, é aproveitar as ideias que estão dando certo em Cuiabá e em outros locais visitados e adaptá-las para a realidade do município de Nova Ubiratã.
Nova Ubiratã é um município pequeno, com cerca de 14 mil habitantes, mas com necessidade urgente de enfrentar o grande número de animais de rua, especialmente cães e gatos, que até o momento não têm destino adequado. A situação gera transtornos como doenças, animais feridos ou atropelados, riscos à saúde pública e até ataques a pessoas, impactando diretamente a gestão municipal.
Diante disso, a prefeitura da cidade buscou conhecer a experiência de Cuiabá para a causa animal, desenvolvida pela Bem-Estar Animal, como forma de encontrar soluções para amenizar o problema. Estão envolvidas a Secretaria de Meio Ambiente e a Secretaria de Agricultura de Nova Ubiratã, em parceria com o Ministério Público, além de alguns deputados estaduais e federais, para que um projeto seja executado.
Ainda que não consiga solucionar de vez o problema da causa animal, o gestor afirma que pode amenizar a situação fazendo o que compete ao poder público, ou seja, promover melhorias e avanços para a demanda, uma vez que outras prioridades da gestão foram atendidas e que chegou o momento de avançar também nessa pauta do bem-estar animal.
“Foi muito importante e já falei para a Morgana que, quando o nosso projeto do canil estiver em funcionamento, se ela nos receber, ficaremos muito gratos em fazer mais uma visita aqui, no canil, para nos inteirarmos mais tanto da parte administrativa quanto da de cuidados. Quero conversar com o prefeito Abilio Brunini para ver se ele libera nossa equipe de veterinária e mais algumas pessoas para fazer um estágio, porque vocês têm essa expertise para nos ajudar”, destacou o gestor.
Para Morgana, que é médica veterinária e está à frente das ações da Secretaria-adjunta de Bem-Estar Animal há pouco mais de seis meses, a dedicação e o esforço em propor mudanças, especialmente na cultura das pessoas, com conscientização no zelo pelos animais, têm sido um grande desafio, mas “confio no trabalho da equipe”, destacou. Morgana também ressaltou a importância do apoio da gestão, como o do prefeito Abilio Brunini, que entende a necessidade de ações objetivas.
O prefeito de Nova Ubiratã estava acompanhado dos secretários municipais de Agricultura, Assis Júnior Guolo; de Esporte e Lazer, Amanda Batista; e de Cultura, Bruna Triburtini; da veterinária da Secretaria de Agricultura, Maria Eduarda Barbosa da Costa; do assessor Marcelo Silva; além da assessoria de imprensa. A equipe permanece em Cuiabá até sexta-feira (06), em cumprimento a outras agendas.
CAUSA ANIMAL EM CUIABÁ
O trabalho da Bem-Estar Animal em Cuiabá é realizado por meio de ordens de serviço enviadas diretamente às clínicas, que fazem o chamamento agendado.
O registro de denúncias de maus-tratos é feito via Web Denúncias na Secretaria Municipal de Ordem Pública, o que melhorou muito o atendimento, além de possibilitar a rastreabilidade dos registros.
Denúncias de resgate, por exemplo, têm hora, local, foto, avaliação prévia com ajuda de IA que verifica a amplitude da situação e organização de profissionais que devem seguir para o atendimento, inclusive com a Delegacia de Meio Ambiente.
O canil possui prontuário digital individualizado de cada animal, com informações sobre o que recebem: medicação, banho, tosa, vacinação etc.
Desenvolve o programa de castração e vacinação para animais de tutores de baixa renda, protetores e ONGs. São liberadas 15 castrações por dia e 60 vacinas por semana, seguindo os mesmos critérios.
Desenvolve outros projetos de adoção responsável em feiras ou diretamente no canil, o que é inédito. Em gestões passadas, o canil não era aberto à visitação.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cidades
“Não venham dizer que é eleitoreira”, dispara Wellington sobre operação contra Mauro
O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, rebateu a tese de que a Operação Heritage teria sido deflagrada por razões eleitorais e afirmou que as suspeitas envolvendo o acordo de R$ 308 milhões entre o Estado e a operadora Oi já eram discutidas antes do atual período eleitoral. Durante discurso no plenário do Senado, nesta quarta-feira (12), Wellington afirmou que as denúncias já haviam sido levadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e que sua atuação no colegiado foi justamente no sentido de cobrar o encaminhamento das suspeitas aos órgãos de controle.
“E não venham dizer que isso é denúncia apenas eleitoreira, porque isso foi feito lá atrás, e nós nunca acusamos. Nós só pedimos as investigações”, afirmou.
Segundo o senador, o calendário eleitoral não pode ser utilizado como argumento para impedir ou retardar investigações de possíveis irregularidades.
“Como se alguém que roubasse durante a campanha não pudesse ser investigado. Isso é um absurdo”, declarou.
A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 6 de agosto, após autorização do Supremo Tribunal Federal, para investigar suspeitas relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. A investigação apura a possível movimentação irregular dos recursos por meio de fundos e empresas e analisa possíveis crimes como peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Wellington também aproveitou o discurso para direcionar críticas ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), seu adversário na corrida pelo Palácio Paiaguás. O senador questionou a tentativa, segundo ele, de Pivetta se desvincular das decisões e resultados da gestão de Mauro Mendes, da qual foi vice-governador por mais de sete anos.
“O atual Governador, que foi por sete anos e pouco Vice-Governador, disse que não sabia, não acompanhou, sendo que, uma semana atrás, ele dizia que tudo o que aconteceu no Governo durante esses sete anos e pouco foi mérito dele também. Agora começam as denúncias e já quer se esquivar”, afirmou.
A declaração ocorre em meio ao impacto político provocado pela Heritage dentro do grupo que apoia a candidatura de Pivetta. Fábio Garcia deixou a disputa pela vice-governadoria após ser atingido pelas medidas determinadas na investigação e Gisela Simona foi anunciada para ocupar a vaga.
O senador afirmou que já havia tratado das relações envolvendo o Banco Master, empresas e pessoas ligadas ao acordo com a Oi durante a CPI do Crime Organizado. Segundo ele, a cobrança era para que eventuais suspeitas fossem formalmente investigadas.
“Fiz questão de alertar naquele momento que Mato Grosso precisa de resposta, que não poderia terminar apenas em discussão política, muito menos sem uma conclusão. Por isso, como líder do bloco Vanguarda, lá na CPI eu cobrava que a comissão enviasse aos órgãos de controle”, afirmou.
O senador também citou o depoimento do ex-governador Pedro Taques (PSB) à CPI, realizado em março, e disse ter alertado o ex-governador para que a comissão não fosse utilizada como palanque eleitoral.
“Disse a ele que esperava que ali não fosse transformado num palanque”, assinalou.
Wellington também defendeu que as investigações avancem para esclarecer eventuais prejuízos aos servidores públicos. No Mato Grosso, contratos relacionados a empréstimos consignados do Banco Master também são alvo de apuração.
“Teve servidores públicos que ficaram endividados e suicidaram. Não tem maldade maior que se possa fazer”, declarou.
Ao comentar a atuação da Polícia Federal, o senador afirmou que o trabalho realizado até agora é robusto, mas ressaltou que a responsabilidade final caberá à Justiça.
“Isso tudo está comprovado pela Polícia Federal e, claro, vai ter o julgamento final”, afirmou.
Wellington ainda rejeitou acusações de que adversários políticos teriam atuado para provocar a operação.
“Não dá pra querer dizer que tudo isso foi feito por influência política”, disse.
A Operação Heritage segue em andamento. Os investigados ainda terão direito à defesa e não há, até o momento, condenação judicial em relação aos crimes apurados.
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