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35% das pessoas que procuram emprego por meio do (Sine-MT) são mulheres

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Da Redação

Apesar da história da mulher na sociedade ser marcada por conquistas e avanços, a colocação no mercado de trabalho deste público ainda é uma luta diária. Em 2019, em Cuiabá e Várzea Grande, o Sine, que é vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), encaminhou 10,4 mil pessoas para o mercado de trabalho, destas, apenas 3.764 foram do público feminino.

Desempregada há um ano, Ivânia Martins, 43 anos, faz parte desta estatística. Ela saiu de sua cidade em busca de oportunidade de trabalho e só após algumas semanas de persistência conseguiu uma vaga de emprego por meio do Sine. “Na cidade onde eu morava, a minha vida era estabilizada, já tinha dez anos que trabalhava em um hospital, mas infelizmente me demitiram e eu fiquei sem chão”. Ivânia relata que no período da procura por emprego enfrentou muitas adversidades, entre elas, o preconceito.

“Quando cheguei em Cuiabá encontrei muitas dificuldades. Sempre existe preconceito para nós, que somos mulheres. Eu já tinha ido em várias clínicas, mas percebi que estavam selecionando mais homens, mesmo assim, não desisti”, lembra ela. Ivânia lembra que já na primeira tentativa ao procurar o Sine, saiu com um encaminhamento de emprego.

Também foi pela persistência que Elisabeth Rosa, 51 anos, conseguiu uma vaga de emprego em uma empresa na área de serviços gerais. “Estava desempregada há mais de ano. Estava muito difícil com contas para pagar e uma filha para criar sozinha”, explica. Para ela, o primeiro passo para a mulher moderna, que almeja alcançar a independência financeira, é a persistência. “Sempre pensei na minha filha. Sou pai e mãe, não tenho marido. Sempre precisei pensar assim. Correr atrás dos meus objetivos é minha inspiração”, pontua.

Simone Pereira, 43 anos, é outro exemplo de superação. Atualmente ela trabalha como back oficce em uma empresa de engenharia, mas nem sempre foi assim. Simone ficou desempregada por seis anos antes de conseguir um emprego formal. Para sustentar a família, passou a trabalhar com jardinagem.  

Apesar da rotina pesada, encontrou forças para criar com muito carinho seus dois filhos: o Lucas, de 25 anos, e a Agda, de 20. Para Simone, quebrar paradigmas, como a igualdade de gênero, ainda é uma luta constante. “Conquistamos espaço, porém ganhamos menos. Temos bons cargos, até temos destaque no mês, mas se temos filhos, a empresa já nos vê com outros olhos ”, comenta. 

A coordenadora do Sine, Simone Koheller, acredita que apesar das dificuldades, as mulheres estão conquistando cada vez mais espaços, rompendo barreiras e enfrentando desafios.  “Percebemos que ao longo dos anos mudanças importantes têm ocorrido na participação das mulheres no mercado de trabalho, que a cada dia passa a ser mais exigente e competitivo. A percepção que temos com base nos atendimentos realizados no Sine é que a participação feminina se move, não só por desejo de realização profissional, mas também pela necessidade de complementar a renda familiar”, completa.

Sine

O Estado de Mato Grosso possui 29 postos do Sine, que realiza o trabalho de intermediação de mão-de-obra. Além deste, a unidade oferece serviços de habilitação do seguro desemprego, emissão de carteira de trabalho e previdência social.

Os interessados em fazer parte do banco de dados, podem comparecer aos postos de atendimento, portando documentos pessoais, carteira de trabalho e comprovante de residência, facilitando os trâmites do atendimento. Procure os postos mais próximo de sua residência, na capital ou no interior.

 

 

 

 

Jana Pessôa/Setasc-MT

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Torcida nas ruas cria novas memórias da Copa com telões da Prefeitura de Cuiabá

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Aos 27 anos, Brumell Rodrigues guarda na memória o gol do jogador Richarlison, marcado contra a Sérvia, no último Mundial, em 2022, ao estilo “bicicleta”, considerado um dos lances mais desafiadores do futebol. Mas o telão instalado no meio da Rua 44, no bairro São João Del Rey, em Cuiabá, já é o marco da Copa de 2026 que permanecerá em sua memória. Assim como ele, outros moradores enalteceram a iniciativa da Prefeitura de Cuiabá em promover o Minha Rua é Show, que vem presenteando os moradores com a estrutura de telão, água, cadeiras, banheiros químicos e, no caso desta quarta-feira (24), no duelo do Brasil contra a Escócia, também com tendas.

No jogo da semana passada, a chuva afugentou o público. Por isso, o prefeito Abilio Brunini atendeu aos pedidos para manter o telão novamente nos mesmos locais, permitindo que a população aproveitasse a experiência. Além disso, também levou a estrutura para outras duas ruas, totalizando seis.

“Não imaginava, nem em sonho, viver o que estamos vivendo hoje, com um telão à nossa frente para ver cada passo, gol e vibração da torcida, não só daqui da Rua 44, mas do mundo inteiro. Em 2022, acompanhei a Copa do Mundo em casa, assistindo com a família, e o gol do Richarlison foi marcante para mim. Mas esta Copa está bem mais animada. A rua se mobilizou e transformamos isso em um espetáculo movido pela esperança da conquista do hexa”, relatou Brumell.

“Este ano o hexa vem”, confia Gisele Santos, esposa de Brumell. Ambos gostam de futebol, acompanham os campeonatos brasileiros e torcem por seus respectivos times: ele, corintiano; ela, flamenguista. Quando é a Seleção Brasileira, porém, se unem na torcida.

Juarez Gemelhu Corrêa, de 60 anos, caminhoneiro, disse que há 30 anos não perde uma Copa do Mundo, sendo esta a primeira que acompanha junto da família, já que está com problemas no joelho. “Nunca assisti em casa, sempre na estrada ou no trabalho. Torço pela conquista do hexa, mas acho meio difícil porque esse técnico (o italiano Carlo Ancelotti) está deixando de escalar os bons jogadores. Acho que vai dar 4 a 1 para o Brasil contra a Escócia”, opinou.

Apesar de não acertar o palpite, a vitória foi brasileira e acompanhada de revolta pelo gol anulado no início da partida. “Eu ganhei pressão alta, problema na coluna e no joelho com os anos de estrada. Apesar disso, estou mais tranquilo para assistir a esta Copa com a família e os amigos. E espero que o Brasil seja campeão. É o nosso hexa”, frisou.

Isabelly Silva, de 27 anos, acredita que as redes sociais, em especial o Instagram, pela agilidade das informações, vêm mobilizando muito mais pessoas. “E deixando tudo mais emocionante, mais esperançoso. Desta vez estou mais por dentro dos jogos da Copa. A internet é tudo. Até a escolha da rua foi uma vitória por meio das redes sociais”, afirmou.

Já a geração mais nova, ainda criança, não entende muito de futebol, mas lembrará dos bons momentos proporcionados pela imagem “grande” do telão, do espírito de união que mobilizou todos na preparação da rua para a Copa do Mundo de 2026 e da coleção de álbuns de figurinhas.

Além da Rua 44, no bairro São João Del Rey, foram beneficiadas com o telão a Rua 17, no bairro Santa Terezinha; a Rua 15, no bairro João Bosco Pinheiro; a Rua Belo Horizonte, no bairro Alvorada; a Rua Lages, no CPA I; e a Rua Vila Mirante, no Ribeirão do Lipa.

Equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública deram apoio à realização das programações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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