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Mapa atende a Abic e começa apreender café fake e fiscalizar “indústrias”

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as ações de fiscalização após denúncias da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) sobre a comercialização de produtos conhecidos como “café fake”. Esses produtos, vendidos como “pó para preparo de bebida sabor café”, contêm impurezas e substitutos que podem representar riscos à saúde dos consumidores.

Em operações realizadas nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, o Mapa inspecionou três estabelecimentos suspeitos de produzir e distribuir esses produtos fraudulentos. As análises preliminares identificaram a presença de cascas, grãos defeituosos e aromatizantes nas amostras coletadas, elementos que comprometem a qualidade e a segurança do produto final. Como medida preventiva, os lotes suspeitos foram apreendidos para análises laboratoriais mais detalhadas.

A Abic expressou preocupação com o aumento da oferta desses produtos, especialmente em um cenário de alta nos preços do café no mercado internacional. A entidade destaca que a elevação dos preços tem levado consumidores a buscar alternativas mais baratas, abrindo espaço para a proliferação de produtos de baixa qualidade ou adulterados. Para combater essa prática, a Abic lançou um canal online específico para denúncias de “café fake”, incentivando consumidores e comerciantes a reportarem irregularidades.

Além disso, a Abic, em parceria com órgãos de vigilância sanitária, polícia civil e Procon, ampliou o programa “Gôndola Certificada”. Lançado em outubro do ano anterior, o programa visa assegurar que os produtos comercializados como café atendam aos padrões de pureza e qualidade estabelecidos. A expansão do programa busca envolver mais estados e garantir a proteção do consumidor em todo o país.

O Mapa reforça que o preço pode ser um indicativo de irregularidade. Produtos vendidos a valores significativamente abaixo do mercado podem conter adulterações ou substituições que comprometem a qualidade e a segurança. A orientação é que os consumidores fiquem atentos aos rótulos, verifiquem a presença de selos de qualidade e desconfiem de preços muito abaixo da média.

A prática de comercializar “café fake” não apenas engana o consumidor, mas também prejudica a indústria cafeeira nacional, que enfrenta concorrência desleal e danos à reputação do produto brasileiro. O Mapa e a Abic continuam monitorando o mercado e incentivam a população a denunciar práticas fraudulentas, contribuindo para a manutenção da qualidade e da confiança no café produzido e consumido no Brasil.

Fonte: Pensar Agro



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Cacau Paulista reunirá especialistas para discutir oportunidades

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São José do Rio Preto (cerca de 440 km da capital, São Paulo), sediará no próximo dia 25 a primeira edição do simpósio Cacau Paulista, evento que reunirá produtores, pesquisadores, consultores e empresas para discutir os avanços da cacauicultura brasileira e as oportunidades de expansão da cultura em novas regiões produtoras.

Promovido pela Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp), com apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Sebrae e Sindicato Rural, o encontro ocorre em um momento de crescimento da produção paulista de cacau. Levantamento da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) mostra que a área cultivada no Estado passou de cerca de 322 hectares em 2018 para aproximadamente 650 hectares atualmente, distribuídos em 65 municípios e mais de 120 propriedades.

O avanço da cultura acompanha um cenário favorável no mercado internacional. A safra mundial de cacau 2023/24 registrou déficit estimado em 489 mil toneladas, resultado da produção insuficiente para atender à demanda da indústria, fator que impulsionou os preços da commodity e ampliou o interesse por novas regiões produtoras.

A programação do simpósio abordará temas relacionados a toda a cadeia produtiva do cacau, incluindo implantação de lavouras, manejo, irrigação, nutrição, mecanização, pós-colheita, processamento, mercado e perspectivas para investimentos no setor. Ao todo, cerca de 15 especialistas participarão dos debates, além de representantes de instituições e empresas ligadas à cadeia cacaueira.

Segundo os organizadores, a expectativa é reunir aproximadamente 300 participantes de diferentes estados brasileiros, incluindo produtores de regiões tradicionais e de áreas que vêm ampliando o cultivo da cultura nos últimos anos.

Além da programação técnica, o evento contará com exposição de produtos artesanais por meio do projeto Origens, desenvolvido pelo Sebrae, com foco na valorização de pequenos produtores e na geração de oportunidades de negócios.

Serviço

Cacau Paulista – 1º Simpósio de Cacau do Noroeste Paulista
Data: 25 de junho de 2026
Local: São José do Rio Preto (SP)

Outra informações e inscrições clique aqui

Fonte: Pensar Agro



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