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Alunos com Síndrome de Down recebem atendimento especializado na Rede Municipal de Várzea Grande

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A Rede Municipal de Ensino atende 24 alunos com Síndrome de Down, sendo cinco nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e 19 nas Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs)

No último domingo, 21 de Março, foi celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi criada com o objetivo de reduzir o preconceito, combater a desinformação e destacar a importância da inclusão das pessoas com Down na sociedade, garantindo melhor qualidade de vida a elas. Em Várzea Grande, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) oferece atendimento especializado aos alunos com essa síndrome.

A Rede Municipal de Ensino atende 24 alunos com Síndrome de Down, sendo cinco nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e 19 nas Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs).

Esses alunos recebem também atendimento especializado no Centro Municipal de Atendimento e Apoio à Inclusão João Ribeiro Filho, nas áreas de Fonoaudiologia, Fisioterapia, Psicologia e Psicomotricidade Aquática. Os alunos são atendidos também em Sala de Recurso Multifuncional nas Unidades Escolares e participam de aulas de Equoterapia.

A coordenadora-geral do Centro João Ribeiro, Benedita Loadir Pereira Leite, explica que as unidades de ensino possuem profissionais Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEE), que auxiliam nas Atividades de Vida Autônoma (AVA) e também nas atividades Pedagógicas com esses alunos.

Um desses alunos é o Arthur Bezerra Mendes, de 2 anos e 10 meses, que estuda no CMEI “Manoel Rosa de Figueiredo”, no bairro Jardim Glória.

Segundo a vendedora Josilene Maria Bezerra Souza, mãe do Arthur, desde o ano passado ele está matriculado no CMEI onde se adaptou super bem, tanto com as professoras como coleguinhas. “Logo no começo, ele já estava à vontade, se sentindo em casa. Ele presta atenção em tudo o que acontece a sua volta, tem facilidade em aprender e se divertir com coisas novas. É um menino muito alegre, que gosta de dançar, brincar, jogar bola, correr,  se esconder e descobrir coisas novas”.

Josilene Maria destaca ainda que nas atividades escolares, que agora estão sendo feitas em casa, ele sempre se lembra dos amiguinhos e dos professores. “Ele dá um largo sorriso sempre que vê fotos ou vídeos deles”.

A mãe relata que Arthur nasceu super saudável, cheio de saúde e foi no nascimento que descobriram a síndrome. “Foi nesse momento que aprendemos a ver o mundo de outra maneira, pois ser pais de uma criança com síndrome de down é dar valor a cada momento, a cada sorriso, a cada gesto, a cada choro, a cada instante da vida dele e da nossa também”.

O pequeno Vicente Vieira de Almeida Neto, de 1 ano e 8 meses de idade, também é aluno do CMEI “Manoel Rosa”. A mãe dele, a auxiliar de dentista, Crystiane Maria Metelo da Costa, diz que está muito feliz em poder matricular o filho na unidade e se sente segura em deixá-lo lá, pois já conhece o trabalho dos profissionais do Manoel Rosa. “A minha filha, que hoje tem 7 anos, já estudou na creche e os profissionais de lá são carinhosos e atenciosos com as crianças, uma referência para a comunidade”.

Para Crystiane Maria, a creche é um ótimo lugar para o filho se desenvolver na fala, nas brincadeiras e a ter contato com outras crianças. Ela destaca ainda que Vicente é bastante agitado, mas ao mesmo tempo é uma criança meiga e carinhosa. “Ser mãe de uma criança com síndrome é uma bênção de Deus. Me sinto especial por isso”.

Para a diretora do CMEI Manoel Rosa, professora Evanir Mendes da Costa Cruz, falar da inclusão na Educação Infantil é lembrar de momentos gratificantes, pois, foi a partir da matrícula de uma criança com Síndrome de Down, em 2006, que sentiu a necessidade de repensar a organização dos tempos e espaços do CMEI.

“A criança inclusa deixava fluir livremente o seu desejo de conhecer os objetos, os ambientes. Fugia da sala e ia aos outros ambientes. O desafio de fazê-la compreender a rotina levou a equipe a estudar técnicas e novas metodologias. Hoje isso é rotina na instituição, e esse olhar que a inclusão despertou é o diferencial do CMEI Manoel Rosa”, ressalta a professora.

Outro ponto importante, destacado pela diretora, foi a necessidade de estreitar os laços com a família para planejar ações de inclusão. “Hoje, nas atividades remotas, essa interação faz toda diferença, pois incluir vai muito além de inserir e exige competência técnica, muito estudo, busca de adequação e interação e atitude de respeito e amor de toda equipe da instituição para que todas as crianças tenham a oportunidade de um desenvolvimento integral, de forma lúdica e prazerosa”.

A inclusão, segundo Evanir Mendes, beneficiou o CMEI com a implantação da Sala de Recursos Multifuncional, que orienta os profissionais nas intervenções necessárias, nas interações e brincadeiras.

Para o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis, assim como todos os alunos inclusos da Rede Municipal, as crianças com síndrome de down têm um atendimento especializado, eficiente e com respeito. “Sabemos da importância de ofertar um atendimento especializado a esses alunos, por isso nossas unidades de ensino possuem ambientes adequados e com profissionais capacitados”.

Síndrome de Down – 

O Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado em 21 de março em alusão aos três cromossomos no par número 21, característico das pessoas com Síndrome de Down. O Dia Internacional da Síndrome de Down está no calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo comemorado pelos 193 países membros.

A Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma mutação do material genético humano, presente em todas as raças. É causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

 

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HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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