Política
Deputados aprovam novo plano para servidores de carreira do Parlamento
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De autoria da Mesa Diretora, ele visa substituir a norma vigente há dezenove anos e contempla pouco mais de 500 profissionais do quadro total de quase 1800 servidores
Com o objetivo de corrigir algumas distorções e implantar mudanças que acompanham a modernização das carreiras públicas, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), aprovou o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores de carreira do Parlamento. O Projeto de Lei 107/2021, votado nessa terça-feira (23), entra em vigor imediato com efeito retroativo ao dia 31 de janeiro deste ano e efeitos financeiros para o dia 1 de abril, conforme estabelece a minuta. De autoria da Mesa Diretora, ele visa substituir a norma vigente desde 2002 e contempla poucos mais de 500 profissionais do quadro total de quase 1800 servidores do Parlamento.
O presidente Max Russi (PSB) avalia que a aprovação da nova lei representa um grande avanço por trazer uma norma mais clara, além de definir melhor os critérios de progressão de carreira, cujas análises dos processos e pagamentos aos servidores estão suspensos desde 2018. “Há pouco mais de dois anos os servidores da Casa não recebem de suas progressões e, apesar de não ser a proposta ideal, foi o melhor que pudemos fazer neste momento”, justificou. Russi destacou ainda que a urgência na aprovação do projeto visa cumprir um acordo construído pela gestão anterior da Casa, numa tratativa com o sindicato dos servidores, para dar andamento aos processos protocolados nos últimos três anos e que dependem dessa nova definição para se fazer os acertos.
O PL 107/2021, apresentado em fevereiro deste ano e validado na última sessão, é um substitutivo à norma vigente e as principais mudanças impactam significativamente o sistema de progressão de carreiras, avaliação de desempenho, inclui cargos e altera nomenclaturas e distribuições dos mesmos, além modificar o sistema salarial. Os efeitos abrangem estabilizados e aposentados.
Para o deputado Lúdio Cabral (PT), autor de nove emendas à proposta, ela poderia ser mais discutida, e considerou que algumas melhorias também poderiam ser feitas no texto para dar mais clareza e segurança nos critérios jurídicos. “A intenção é melhorar a qualidade do texto, adequá-lo melhor a legislação do servidor público, além de assegurar regras mais claras”, defendeu.
“Um projeto tão importante por se tratar dos profissionais que lidamos todos os dias, poderia ser discutido com um pouco mais de calma, para garantir um texto mais equânime e com maior participação dos profissionais”, destacou o parlamentar.
A norma também determina o imediato reenquadramento dos servidores efetivos e estáveis nas novas definições de cargos, de acordo com o nível e classe já adquiridos ou superior, desde que mantidos a equivalência salarial. E, para fins de equiparação, os servidores aposentados serão reenquadrados no nível e classe correspondentes àqueles em que tenham se aposentado, respeitando-se os direitos adquiridos. O ato será regulamentado, no que couber, por Resolução de iniciativa da Mesa Diretora, dentro do prazo de 30 dias, com garantia da irredutibilidade da remuneração.
Contextualização – A última revisão do PCCS dos servidores do Legislativo foi realizada há 19 anos e a necessidade da atualização está prevista na Resolução 4.377/15, na qual a Assembleia Legislativa se compromete em adotar as medidas recomendadas pelo Ministério Público Estadual (NPE) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em 2012, que determinava, entre outras coisas, a implantação de nova estrutura organizacional.
Desde então, esta é a segunda vez que o parlamento discute uma nova minuta. A primeira proposta, PL 189/2016, foi elaborada por uma comissão especial com representantes dos servidores, Procuradoria e Secretaria de Gestão de Pessoas, mas não chegou a ser votada. Agora o projeto foi elaborado pela Casa e recebeu o aval da Procuradoria e da Secretaria de Gestão de Pessoas.
Desta vez, a participação dos servidores se deu por meio das representações sindicais que atuam no legislativo, o Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa (Sindal) e o Sindicato dos Técnicos Legislativos do Poder Estadual de Mato Grosso (Sintel-MT). Ambos têm acompanhado e participado das discussões. O Sindal apresentou a proposta aos membros que aprovaram o texto na íntegra. Já o Sintel, além das discussões com os filiados, participou da elaboração de 28 das 30 emendas apresentadas.
Política
Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada
O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.
A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.
A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.
Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.
Fundo
A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:
- a compra de veículos;
- a renovação da frota;
- investimentos para melhorar a atividade de transporte;
- projetos que aumentem a produtividade;
- iniciativas de redução das emissões de carbono.
Acesso ao crédito
Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.
— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.
Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.
— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.
Sustentabilidade
Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.
Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.
— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.
Tramitação
A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.
— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.
Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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