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Homem é esfaqueado dentro de casa e morre ao pedir ajuda

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Da Redação

Um homem identificado como João Figueiredo Conceição, de 30 anos, foi assassinado a facadas, na noite da ultima quarta-feira (18), no bairro Bela Vista, em Nova Mutum (264 km de Cuiabá). A vítima foi atacada em casa, tentou fugir, mas foi perseguida pela Rua das Mangueiras. 

De acordo com informações do boletim de ocorrência, João chegou a correr por 200 metros, até que foi alcançado pelo assassino e foi atingido pelos golpes. Ele morreu na calçada. 

Uma testemunha ligou para o 190 e, informou que havia um homem caído no chão, com muito sangue em volta. Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e outra da Polícia Militar (PM).

Os bombeiros constaram que a vítima já estava morta, e junto com a PM isolaram o local para aguardar a chegada da perícia. Ainda conforme o boletim, às 21h44, começou chover muito forte, fato que atrapalhou o trabalho de todas as equipes. 

A Polícia Judiciária Civil (PJC),está investigando o caso. Na noite de quarta-feira, foram encontrados sinais de luta e sangue espalhados pela casa da vítima. 

A perícia acredita que João levou duas facadas em casa, e outras duas na rua, causando sua morte. 

Testemunhas informaram que na cena do crime havia dois homens e uma mulher. Há câmeras de segurança nas casas vizinhas, o que deve ajudar a PJC identificar os envolvidos no assassinato, que estão foragidos.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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