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Homem desaparece depois de pagar conta no banco em Cuiabá MT

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Da Redação

O funcionário do grupo Bom Futuro Joaquim Assis Rodrigues, de 49 anos, que está desaparecido desde do dia 9 de fevereiro, na cidade de Cuiabá, foi visto pela última vez saindo de um banco no bairro Coxipó, conforme nova pista encontrada pela polícia, na ultima segunda-feira (15). O desaparecimento dele foi registrado pela família, que disse que ele saiu para pagar contas, no entanto, não se sabia se ele havia chegado à agência.

Desde o dia 11 de março, o Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NDP) da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) vem procurando por Joaquim.

Nas imagens das câmeras de segurança do Banco do Brasil, as quais mostram que a vítima chegou à unidade da Avenida Fernando Corrêa, antes das 7h.

Joaquim leva menos de uma hora para realizar seus procedimentos bancários e deixa o local 7:05. Esta foi a última vez que a vítima foi vista. Joaquim estava trajando camisa, calça social e sapato.

A vítima foi descrito pela família como uma pessoa sem vícios, e sem inimizades.
O NPD investiga que Joaquim pode ter sido vítima de um crime, ou até mesmo deixado sua casa por um motivo

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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