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Homem discuti com vizinho por limpeza de terreno é morto com tiro na cabeça

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Mato Grosso

Da Redação

Um homem identificado como Luis Tavares dos Santos de 44 anos, foi assassinado a tiros no ultimo domingo (14), durante uma briga no bairro Conselvan, em Aripuanã (1.002 km de Cuiabá). A discussão começou por conta da limpeza de um terreno. O assassino foi identificado como Paulo Cezar, mas ele não foi encontrado.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelos vizinhos, que diziam que uma pessoa foi vítima de disparo de arma de fogo. Os policiais foram até o local com um agente de saúde, que constatou a morte de Luis.

Uma testemunha contou aos policiais que a discussão começou por conta de alguns entulhos e restos de árvores cortadas em seu quintal, que estavam amontoados nos fundos de outra residência.

O proprietário da outra casa discutiu com o rapaz que fazia a limpeza do terreno, dizendo que seu quintal não era lixo. Os dois trocaram socos, até que Luis chegou correndo com um pedaço de madeira em mãos e acertou a cabeça do dono da residência. O homem pegou outro pedaço de madeira e revidou o golpe.

Paulo Cezar chegou com uma arma de fogo em mãos, atirou na cabeça de Luis e fugiu do local.

A Polícia Militar fez rondas pela região, mas não encontrou Paulo Cezar. O local foi isolado e a Perícia Oficial e Identificação Técnica fez (Politec) os trabalhos de investigação no local.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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