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PM apreende quase meia tonelada de maconha em Cuiabá; quatro foram presos

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Da Redação.

Após investigações que demandaram semanas, policiais militares conseguiram identificar e prender ontem (9) à tarde os membros de uma quadrilha que traficava maconha em Cuiabá. O flagrante aconteceu no bairro Lagoa Azul, sede das operações ilícitas. Conforme a PM, a maior parte da droga, 449 tabletes de maconha, estava armazenada próximo a um ponto de venda utilizado pelos integrantes do grupo naquela área. Os levantamentos indicaram que eles distribuíam a droga nos bairros adjacentes e à parte deles.

Ao todo, foram apreendidos 412 quilos de maconha, somando-se a meio tablete da erva tóxica que os traficantes esconderam entre as roupas, dentro de máquina de lavar; artifício utilizado sem sucesso para dificultar possíveis buscas da Polícia, já que eles haviam percebido a presença de policiais nas imediações há dias.

Segundo a PM, os trabalhos de investigação tiveram início após populares do Lagoa Azul denunciarem o livre comércio de drogas naquela região, atividade que acontecia há tempos. A partir daí, foi intensificada vigilância contínua no local pela guarnição, sendo identificados e presos nesta terça-feira os responsáveis pela atividade criminosa.

Ao perceber a presença da Polícia no local e intuir que seriam abordados, alguns membros do grupo tentaram se evadir por uma estrada que desemboca numa área rural próxima ao bairro. Nessa tentativa de fuga, saltaram até muro de residência de um dos comparsas do crime de tráfico. Momento em que quatro deles foram alcançados e presos, sendo colocados à disposição da Justiça.

 

 

 

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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