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PM apreende quase meia tonelada de maconha em Cuiabá; quatro foram presos

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Da Redação.

Após investigações que demandaram semanas, policiais militares conseguiram identificar e prender ontem (9) à tarde os membros de uma quadrilha que traficava maconha em Cuiabá. O flagrante aconteceu no bairro Lagoa Azul, sede das operações ilícitas. Conforme a PM, a maior parte da droga, 449 tabletes de maconha, estava armazenada próximo a um ponto de venda utilizado pelos integrantes do grupo naquela área. Os levantamentos indicaram que eles distribuíam a droga nos bairros adjacentes e à parte deles.

Ao todo, foram apreendidos 412 quilos de maconha, somando-se a meio tablete da erva tóxica que os traficantes esconderam entre as roupas, dentro de máquina de lavar; artifício utilizado sem sucesso para dificultar possíveis buscas da Polícia, já que eles haviam percebido a presença de policiais nas imediações há dias.

Segundo a PM, os trabalhos de investigação tiveram início após populares do Lagoa Azul denunciarem o livre comércio de drogas naquela região, atividade que acontecia há tempos. A partir daí, foi intensificada vigilância contínua no local pela guarnição, sendo identificados e presos nesta terça-feira os responsáveis pela atividade criminosa.

Ao perceber a presença da Polícia no local e intuir que seriam abordados, alguns membros do grupo tentaram se evadir por uma estrada que desemboca numa área rural próxima ao bairro. Nessa tentativa de fuga, saltaram até muro de residência de um dos comparsas do crime de tráfico. Momento em que quatro deles foram alcançados e presos, sendo colocados à disposição da Justiça.

 

 

 

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Acusado de matar rival de facção é condenado a 28 anos

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O Tribunal do Júri da Comarca de Sorriso condenou, nesta segunda-feira (24), Willian Cordeiro Palhano a 28 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio de Gilberto dos Santos Dias, conhecido como “Quadrado”, ocorrido em março de 2023.O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e condenou o réu por homicídio duplamente qualificado, integração em organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida.Conforme demonstrado em plenário, o crime ocorreu no contexto da disputa entre facções criminosas. Durante a investigação, Willian declarou integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e afirmou ter recebido a determinação de executar a vítima, apontada como integrante do Comando Vermelho (CV).No dia do crime, o acusado e outro indivíduo saíram em uma motocicleta à procura da vítima. Após localizá-la em frente a um estabelecimento comercial, retornaram ao local e Willian efetuou diversos disparos. Mesmo após a vítima cair ao solo, o acusado desembarcou da motocicleta e continuou atirando.Gilberto foi atingido por cinco disparos na região da face e da cabeça e morreu em decorrência dos ferimentos.Pouco tempo depois, Willian foi preso em flagrante. Ele confessou a autoria e indicou aos policiais onde havia escondido a pistola calibre 9 milímetros utilizada no crime, que estava com a numeração suprimida. Exame de confronto balístico confirmou que a arma apreendida foi utilizada no homicídio.Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, em razão da disputa entre facções criminosas rivais, e de recurso que dificultou a defesa da vítima, caracterizado pelo ataque de surpresa.A acusação em plenário foi conduzida pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino.“Facções criminosas não têm o direito de escolher quem vive e quem morre. Não existe sentença do crime, tribunal do crime ou ordem de execução que possa se sobrepor à lei. A resposta a esse poder paralelo deve vir das instituições e da Justiça”, afirmou o promotor.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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