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Alunos da rede estadual se destacam em seletiva do programa Jovens Embaixadores

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Da Redação

 

O primeiro contato de Sebastian com a língua inglesa aconteceu quando ele era apenas uma criança que adorava assistir uma fita VHS do clássico infantil O Rei Leão. Só tinha um detalhe: ele não entendia nada além dos nomes das personagens. A curiosidade crescia com o passar do tempo e a vontade de decifrar aquelas palavras era cada vez maior. Na escola, as aulas do idioma eram as favoritas e, na sua casa, situada na zona rural de Colíder (a 650 km ao norte de Cuiabá), Sebastian ouvia músicas internacionais e prestava atenção às legendas das produções cinematográficas. Hoje, a partir da paixão pelo inglês, suas portas estão abertas para o mundo.

Aluno da Escola Estadual Milton Armando Pompeu de Barros, Sebastian Cosmo da Silva Neto, 18 anos, é um dos finalistas da seletiva para o Programa Jovens Embaixadores 2017 e concorre com outros 10 alunos da rede pública de Mato Grosso a uma vaga para um intercâmbio de três semanas nos Estados Unidos (EUA). Um dos requisitos para participar desta edição é ter um bom nível de domínio do inglês. É a terceira vez que o garoto, que obteve a maior pontuação do Estado na primeira etapa da seleção, tenta ingressar no programa.

“É um sonho de infância ir para os Estados Unidos e fazer algo diferente, por isso há anos venho dando o meu melhor para alcançar esse objetivo e representar Mato Grosso no exterior”, conta Sebastian, que termina o Ensino Médio neste ano e pretender cursar a faculdade de Moda.

A ideia de se inscrever no Programa Jovens Embaixadores foi da professora de inglês, que logo percebeu o bom desempenho do estudante. “Eu vi que isso poderia impactar positivamente na minha realidade e nas pessoas ao redor”, completa. Além dos estudos, Sebastian se dedica a projetos sociais como voluntário e trabalha em uma videolocadora.

A jovem Vitória Lissa de Oliveira Marques, aluna da Escola Estadual São José do Rio Claro, no município homônimo (315 km de Cuiabá), é dona da segunda maior nota entre os 11 finalistas, que se destacaram pela boa desenvoltura com o inglês. Assim como Sebastian, nunca fez um curso particular do idioma e buscou conhecimento por conta própria.

“Eu tinha 13 anos quando comecei a assistir vídeos de react na internet e queria entender como as pessoas reagiam a determinadas situações, o que pensavam sobre aquilo. Quando vi, estava numa verdadeira imersão, ouvindo inglês, assistindo filmes legendados, lendo livros e blogs”.

Para a estudante, que no ano passado foi selecionada para o programa English Immersion, também por meio do Jovens Embaixadores, essa é uma oportunidade única de inspirar outros alunos e mostrar que é possível explorar o mundo por meio do conhecimento e das oportunidades que surgem. Agora, com as possibilidades abertas, Vitória quer estudar Jornalismo ou Relações Internacionais.

Outros três estudantes da rede pública estadual concorrem ao intercâmbio nos Estados Unidos. Pedro Lucas Baganha Cassemiro, 15, da EE Ramiro Bernardo da Silva de Rondonópolis; Daffiny Eloísa Martins Felizbino, 15, da EE Acadêmico Lauro Augusto de Barros, de Santo Afonso; e Marcos Cezar de Souza Campos, 16, da Escola Militar Tiradentes de Cuiabá, participaram da prova oral de inglês realizada pelo Instituto da Língua Inglesa, por meio de uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc). Os demais finalistas são do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). 

Cinco alunos da rede estadual são finalistas

A diretora pedagógica do Instituto da Língua Inglesa, Zenaide Brianez Rodrigues, que também é examinadora Cambridge English, elogiou os alunos das escolas estaduais e destacou o nível avançado dos estudantes no conhecimento do inglês.

“O nível de inglês está muito bom, projetos que surpreenderam a nível internacional, isso foi muito gratificante no contexto da educação. É importante que o Estado veja isso como uma necessidade de investimento em linguagem, principalmente em inglês, porque o mundo está falando claramente que nossos jovens precisam estar cada dia mais qualificados, mas para isso precisamos também de professores qualificados. É uma vitória esses alunos já terem chegado até aqui”, reforçou a educadora.

O programa

O Jovens Embaixadores foi criado em 2002 pela Embaixada dos Estados Unidos com o objetivo de valorizar estudantes que sejam exemplos em suas comunidades.

Os requisitos para participar eram: ter entre 15 e 18 anos até 05 de fevereiro de 2017, cursar o ensino médio na rede pública, ter excelente desempenho escolar, bom nível de domínio do inglês, nunca ter viajado aos Estados Unidos, ter uma boa relação com sua escola e comunidade e ter realizado algum trabalho voluntário por pelo menos um ano. Características pessoais, como capacidade de comunicação, liderança e pró-atividade também são avaliadas. No ano passado, o aluno da rede estadual Guilherme Eduardo Rocha Silva foi o escolhido para representar Mato Grosso no programa.

O resultado desta edição será divulgado nas próximas semanas. 

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Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação

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Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.

O gestor de capacitação e avaliação do Nupemec, Carlos Campelo é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos e barba grisalha, veste camisa polo escura. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.

“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.

A diretora do Daje, Shusiene Machado, é uma mulher de pele clara, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros, veste blazer cinza sobre blusa da mesma tonalidade e usa colar com pingente em formato de cruz. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.

“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.

Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.

Ana Tereza Pereira Meira, instrutora de mediação e justiça restaurativa, é um mulher de pele clara, cabelos longos castanho-claros, veste blusa sem mangas em tom claro com detalhes escuros e usa brincos discretos. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.

O gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos, veste camisa social amarela de mangas longas. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.

O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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