Política

Pronto Socorro promove reunião de gestão participativa com servidores

Publicado em

Política

Da Redação

 

Servidores da secretaria municipal de saúde, ligados ao Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande, participaram de mais uma reunião com o Diretor da unidade , Ney Provenzano, a fim de definir e executar políticas públicas integradas nas áreas de  relacionamento e capitação. A proposta é que a gestão do Pronto Socorro  trabalhe de forma estratégica e participativa, envolvendo todos os setores, e com isso, fortaleça os serviços prestados a população dentro da Política de Humanização.

Representantes de cada setor da unidade, apresentaram a sua estrutura organizacional, equipe técnica, trabalhos desenvolvidos. Ney Provenzano explicou a importância de ter um momento em que os dirigentes das várias áreas estejam em consonância, pois mesmo sendo áreas distintas em algum momento uma acrescenta à outra. “O objetivo da reunião é conhecer a responsabilidade de cada um e de que forma podemos acrescentar ou mesmo contribuir no processo da gestão estratégica e participativa na efetividade  dos serviços.É preciso que  haja consonância entre os setores, pois a gestão participativa implica no envolvimento dos trabalhadores da saúde, gestores e usuários em um pacto de corresponsabilidade baseado em compromissos com o sistema de saúde e com o cidadão”, explicou

A direção da unidade ressalta ainda que nas reuniões são identificados também pontos deficitários tanto no relacionamento corporativo interno, como também na sua funcionalidade.São discutidas medidas que devem ser adotadas para buscar o equilíbrio. “O que não pode é ter setores deficitários.A gestão da Saúde Pública municipal prima pela eficiência e qualidade na prestação de todos os serviços, quer seja na atenção primário, secundária ou terciária. Queremos com esta ação o feedback imediato para o bom funcionamento de todos os setores do  hospital.Já entramos na  fase final da reforma de 100% da unidade e novos serviços foram abertos, a exemplo da Rede Cegonha.É  uma unidade aberta de atendimento 24 horas, com uma rotina intensa no atendimento ao usuário do SUS, e neste sentido a Gestão deve estar atenta e aberta para adequações, sempre visando a eficiência”, disse .  

Educação Continuada é outra ferramenta de gestão que estamos implantando no hospital. “ Vamos  traçar plano de  capacitação para os servidores de todos os setores, respeitando a área  específica de  atuação de cada. A  proposta é avançarmos, enquanto aprendizagem e produção do conhecimento no cotidiano do trabalho. Entendendo o trabalho como fonte de formação, são reconhecidos e valorizados os saberes prévios dos trabalhadores e os conhecimentos e soluções por eles construídos, por meio de suas vivências e experiências junto às equipes, em resposta aos desafios próprios da complexidade do trabalho em saúde.A a democratização do conhecimento e troca de experiências já vivenciadas e que dão certo devem ser preservadas na construção da gestão participativa da nossa unidade”,  o diretor.

Para a diretora de Humanização, Jacqueline Bianchini Miliosi, o bom relacionamento entre os profissionais vai refletir no atendimento ao paciente. “A Política de Humanização  busca pôr em prática os princípios do SUS no cotidiano dos serviços de saúde, produzindo mudanças nos modos de gerir e cuidar. Estimula a comunicação entre gestores, trabalhadores e usuários para construir processos coletivos de enfrentamento de relações de trabalho e afeto, o que interfere no bom atendimento. A partir desta medida  se constroem, de forma compartilhada, planos de ação para promover  e implantar a gestão participativa”, concluí

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Suspensão de prazos de bolsas de pesquisa por maternidade passa na CDH

Publicados

em


A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (12) projeto de lei que determina a suspensão automática dos prazos de bolsas, editais e projetos financiados com recursos públicos federais durante o período da licença-maternidade.

O PL 646/2026, da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), foi aprovado na forma de um substitutivo da relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), e segue para análise da Comissão de Educação e Cultura (CE).

Pelo projeto, pesquisadoras gestantes ou adotantes poderão ter os prazos de bolsas, editais e projetos de pesquisa suspensos durante a licença-maternidade, sem prejuízo na avaliação de produtividade ou na participação em novos financiamentos públicos. O tempo de afastamento será acrescido ao prazo originalmente concedido, permitindo que a pesquisadora conclua suas atividades sem perda de tempo de execução.

O texto também proíbe que o período de licença seja considerado negativamente em avaliações de produtividade, mérito acadêmico, desempenho em projetos, pontuação curricular ou critérios de elegibilidade para novos editais de fomento. Além disso, veda a adoção de critérios que prejudiquem, direta ou indiretamente, pesquisadoras em razão de gestação, parto, adoção ou licença-maternidade.

Na justificativa do projeto, Soraya afirma que a ausência de uma legislação federal gera insegurança jurídica e prejudica a permanência das mulheres na ciência. “Proteger a maternidade na ciência não é conferir um privilégio, mas sim reconhecer e mitigar uma barreira sistêmica”, destaca a senadora.

Segundo Soraya, embora algumas agências de fomento já tenham normas internas para prorrogar bolsas, a falta de regras nacionais produz diferenças entre instituições e regiões. Ela argumenta que a proposta não cria novos benefícios financeiros nem exige recursos adicionais, limitando-se a estabelecer garantias administrativas para evitar prejuízos às pesquisadoras.

O projeto também determina que as agências federais de fomento e demais órgãos financiadores adaptem seus regulamentos às novas regras no prazo de 180 dias após a eventual publicação da lei.

Substitutivo

O texto substitutivo de Mara Gabrilli mantém o conteúdo da proposta, mas incorpora as mudanças à Lei 13.536, de 2017, que já trata da prorrogação de bolsas concedidas por agências federais de fomento em casos relacionados à maternidade e à paternidade. Para a senadora, reunir as regras em um único diploma legal evita sobreposição de normas e oferece mais segurança jurídica para pesquisadoras e instituições.

Mara também destaca que a proposta está alinhada às evidências produzidas pelo movimento Parent in Science, que apontam a maternidade como um dos fatores de evasão e de sub-representação de mulheres nos níveis mais altos da carreira científica.

Segundo a relatora, como o projeto apenas ajusta prazos, critérios de avaliação e regras antidiscriminatórias, sem ampliar valores de bolsas ou criar novos benefícios, não deverá produzir impactos orçamentários significativos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA