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Cuiabá Arsenal reúne fãs do esporte para assistir o Super Bowl LV na capital
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Da Redação
Com cautela e respeitando todas as medidas de biossegurança, o Cuiabá Arsenal reúne neste domingo (7), a partir das 19h, fãs, jogadores e ex-jogadores de futebol americano e público em geral para assistir a 55ª edição do SuperBowl. O evento, que já está fixado no calendário do time, acontece no Malcom Pub e no Ditado Popular, ambos na capital.
A final da National Football League (NFL) acontece entre o Kansas City Chiefs, atual time campeão liderado pelo quarterback Patrick Mahomes, e o Tampa Bay Buccaneers, que após 18 anos volta a disputar a final do campeonato e tem em seu elenco o jogador mais conhecido do Brasil, Tom Brady, também conhecido como o marido da Gisele Bundchen.
Toda a estrutura de transmissão do jogo será preparada pelo Malcom Pub, com uso de telões em LED e tvs – o custo de entrada é R$15,00 e somente para maiores de 18 anos –, e pelo Ditado Popular (TVs), com entrada livre e para toda a família. Haverá uma exposição de materiais do time mato-grossense, além da loja do Arsenal para a venda de produtos.
“Já faz parte do calendário do time reunir todos para confraternizar e acompanhar um dos maiores eventos esportivos do mundo. É um momento para rever e fazer amigos, dar a chance de a população conhecer esse esporte e o time que já fez levar o nome da capital até para o exterior”, disse o presidente do time, Denevaldo Junior, que completou. “Tudo está sendo preparado para atender às exigências de segurança e, assim, evitar o contágio da Covid-19. Respeitamos as regras dentro e fora de campo”.
Também para um dos atletas do time que irá assistir ao jogo, Guilherme Balceiro, poder estar junto, mas ao mesmo tempo separado, é muito importante para a equipe. “Estar lá com time gera conexão com o público daqui da região. Isso acaba por promover a equipe, e quando pudermos voltar a jogar, com certeza isso se converterá em um maior número de público e fãs nos estádios”.
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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