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Governo economiza R$ 181 milhões em licitações realizadas pela Sinfra

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Da Redação.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), economizou R$ 181,2 milhões nos processos licitatórios realizados pela secretaria nos últimos dois anos. Os valores correspondem a contratação de projetos empresas de engenharia, além das aquisições de materiais para execução de obras e fornecimento de equipamentos.

Os dados fazem parte dos levantamentos realizados pela Comissão Permanente de Licitação da Sinfra e também Secretaria Adjunta de Administração Sistêmica, responsável pela Superintendência de Aquisições. Ao todo foram realizados 58 processos licitatórios nesse período, sendo estimado R$ 1,014 bilhão em contratação e R$ 832,9 milhões efetivamente contratados.

Conforme o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a economia registrada é reflexo do trabalho realizado pela atual gestão do Governo de Mato Grosso, logo no início, para reequilibrar as contas públicas através de políticas austeras e controle de despesas, para que Mato Grosso pudesse sanar as dificuldades financeiras oriundas de anos anteriores.

“Na administração do governador Mauro Mendes, Mato Grosso recuperou a credibilidade perante os fornecedores. O Governo está pagando em dia, corretamente, sem criar nenhum mecanismo não republicano para auferir qualquer tipo de vantagem. Isso é motivo de orgulho para a Secretaria de Infraestrutura. Mostrarmos para Mato Grosso que as determinações do governador Mauro Mendes foram cumpridas e que estamos aqui para realmente consertar o Estado. Isso é uma demonstração clara e inequívoca de que estamos no caminho certo”, afirmou.

Dos R$ 181,2 milhões economizados, R$ 113,4 milhões correspondem às licitações realizadas diretamente para contratação de projetos e de empresas de engenharia para execução de obras rodoviárias em todo Mato Grosso, além da retomada das obras previstas para a Copa do Mundo de 2014.

Foram realizados 30 processos licitatórios, sendo cinco no ano de 2019 e outros 25 neste ano, e o valor estimado para as licitações era de R$ 667,4 milhões. No entanto, foram contratados por R$ 563,8 milhões. A economia registrada foi em média de 15% em relação ao estimado.

A licitação de maior vultuosidade foi a realizada para a retomada das obras do novo hospital Universitário Júlio Müller.  Inicialmente havia sido estimado o valor de R$ 216,273 milhões para a retomada e conclusão do hospital, mas elas foram contratadas por R$ 207,485 milhões, gerando uma economia de R$ 8,788 milhões. “Esta foi uma grande licitação, muito criteriosa, e que obtivemos uma importante economia”, disse o secretário.

Já a economia registrada nas licitações realizadas pela Secretaria adjunta de Administração Sistêmica, para aquisições de materiais para execução de obras e fornecimento de equipamentos, somou outros R$ 67,7 milhões. Foram feitos 28 pregões e o valor estimado para todos os processos era de R$ 336,8 milhões, mas o valor licitado foi de R$ 269 milhões. A economia média registrada foi de 20% em relação ao que estava estimado.

O maior pregão realizado foi de registro de preço para a contratação dos serviços de implantação e manutenção da sinalização na malha rodoviária pavimentada, para cinco lotes de obras. O valor estimado era de R$ 99,6 milhões, mas o valor licitado foi de R$ 66,1 milhões. Isso representou uma redução de R$ 33,4 milhões, ou seja, uma economia de 33,6% em relação ao estimado.

Ainda segundo Marcelo de Oliveira, todos esses valores economizados serão aplicados em novas obras para atender a população mato-grossense de todas as regiões do Estado. “Trabalhamos incansavelmente para aplicar melhor os recursos públicos, para fazer mais obras, melhorar o Estado de Mato Grosso e garantir o direito que o cidadão tem de ir e vir por nossas estradas e pontes com segurança. Com muito menos, estamos fazendo muito mais por Mato Grosso”, encerrou.

Foto: Assessoria.

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Petrobras encontra petróleo em poço na Margem Equatorial

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A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco BM-FZA-59, na Margem Equatorial, em águas profundas na costa do Amapá.​ A estatal ainda deverá concluir a perfuração e realizar estudos para estimar o volume encontrado e avaliar a viabilidade de uma eventual exploração comercial.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que a perfuração já alcançou cerca de 3 mil metros de profundidade em lâmina d’água e outros 3 mil metros em rocha. Segundo ela, ainda falta perfurar aproximadamente 1 mil metros até o fundo do poço.

“É uma descoberta que é fruto de um trabalho de anos, com muita tecnologia embarcada, muito esforço e muito investimento, mas que até agora confirmou todas as nossas expectativas de um potencial relevante de petróleo na Margem Equatorial, mais especificamente no litoral do estado do Amapá”, afirmou Magda, durante visita ao Oiapoque.

O poço Morpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e a aproximadamente 500 quilômetros da Foz do Amazonas. A lâmina d’água no local é de 2.886 metros.

Segundo a presidente da Petrobras, ainda não é possível estimar o volume de petróleo encontrado ou o potencial de produção da área. A previsão é de que a perfuração seja concluída em 15 a 20 dias.

De acordo com Magda, desde agosto do ano passado, quando teve início a atual campanha exploratória na região, a Petrobras já investiu US$ 3 bilhões. A presidente informou também que as operações de exploração têm custo de cerca de US$ 1 milhão por dia.

A descoberta de petróleo em um poço exploratório, no entanto, não significa, por si só, a confirmação de uma reserva comercialmente explorável. Após a conclusão da perfuração, serão necessários estudos para avaliar o volume, as características do reservatório e a viabilidade técnica e econômica de uma eventual produção.

Próximas etapas

Magda Chambriard afirmou que a descoberta reforça as expectativas da Petrobras sobre o potencial exploratório da Margem Equatorial. Segundo ela, a estatal pretende dar continuidade às atividades na região.

“Se tudo der certo, e tudo está dando certo até agora, a gente tem o condão de produzir numa área que pode ajudar de uma maneira muito importante a recomposição das reservas da Petrobras e do Brasil”, disse.

Segundo a presidente, a Petrobras tem outros poços previstos no programa exploratório da região. A estatal também protocolou no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedidos de licenciamento para novas perfurações na Margem Equatorial.

A Petrobras é operadora do bloco BM-FZA-59 e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013, sob o regime de concessão.

Transição energética

Durante visita à região nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da descoberta para o futuro da produção de petróleo no país. Ele afirmou, no entanto, que a exploração da Margem Equatorial não altera a estratégia brasileira de investimento em fontes renováveis de energia. “O país vai continuar sendo o país da inovação dos biocombustíveis e vai continuar sendo muito grande na questão do combustível renovável”, disse Lula.

Segundo Lula, o país deverá manter os investimentos em biocombustíveis e em outras fontes de energia renovável, ao mesmo tempo em que busca avaliar o potencial de novas áreas para a produção de petróleo.

 




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