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Parceria entre TCE-MT e Governo do Estado mostra transparência no exercício das instituições

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Mato Grosso

Da Redação.

Com objetivo de buscar mais eficiência na inclusão social, dos integrantes do sistema prisional, o governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes juntamente com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro, Guilherme Maluf firmaram parceria para disponibilizar 100 computadores aos reeducandos.   

A iniciativa mostra transparência e cooperação das duas instituições, que trabalhando em parceria, é possível levar benefícios para vários setores da sociedade.

Devido as necessidades de comunicação dos reeducandos, os computadores serão usados para a realização de videoconferências, audiências online, aulas e visitas virtuais.

Para o governador Mauro Mendes, os equipamentos não servirão só neste momento de pandemia, mas fazem parte de uma nova realidade defendida pela atual gestão, de que a tecnologia tem que chegar também ao sistema prisional.

“Agradecemos muito ao presidente e ao TCE por essa contribuição ao nosso sistema prisional, que vive um novo momento de evolução, de melhoria em sua infraestrutura, de criar de melhores condições para que as penas aplicadas aos cidadãos que descumpram a lei sejam efetivamente cumpridas em todo o estado”, agradeceu Mendes.

O presidente do TCE, conselheiro Guilherme Maluf, fez questão de frisar que o órgão está de portas abertas para novas parcerias com o Governo do Estado e que enxerga com bons olhos essa união de forças, já que quem ganha é a sociedade.

“Nós estamos doando esses computadores, já que o secretário Alexandre Bustamante e o desembargador Orlando Perri estão atuando no desenvolvimento de espaços para que os presos possam ser capacitados, possam aprender e se comunicar com suas famílias, humanizando assim o sistema prisional mato-grossense”, disse Maluf.

Já para o secretário Alexandre Bustamante, a parceria vai gerar mais dignidade, além de ser mais uma possibilidade de ressocialização dos recuperandos do sistema.

“Não é a primeira parceria com o Tribunal de Contas, mas é uma grande parceria. É a evolução da área digital do sistema, são salas de aulas, são videoconferências, é a ressocialização cada vez melhor. Essa parceria demonstra que o Poder Público está focado na meta de melhorar a ressocialização do reeducando, para que ele volte para a sociedade melhor”, pontuou Bustamante.

Foto: Assessoria.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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