Mato Grosso

Novo Plano Diretor apresenta diretrizes para o crescimento do município para os próximos 10 anos

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Após a realização de Audiências Públicas para revisão dos Anteprojetos de Lei do Plano Diretor e das leis urbanísticas do Perímetro Urbano, Parcelamento do Solo, Código de Postura, Código de Obras e Edificações, além do Uso e Ocupação do Solo e de Sistema Viário, a Comissão Administrativa de Estudo e Revisão da Legislação Urbanística de Várzea Grande realizou as alterações apresentadas pela sociedade civil organizada nas minutas de leis, que agora seguem para o Legislativo Municipal.

Entre as sugestões acatadas pela Comissão estão: a indicação índices urbanísticos para as atividades que estão fora do perímetro urbano, ou seja na zona rural, inserção de diretriz para o desenvolvimento econômico da população de baixa renda, através de capacitação profissional e empreendedora; a transparência dos documentos cobrados para análises de projetos, ajustar a tabela de índices urbanísticos e garantir a proteção ambiental de todo o município. 

“Realizamos audiências públicas de cada legislação, de forma clara e transparente, oportunidade que as pessoas tiveram para opinar e contribuir sobre a nova minuta de Lei que vai alterar o Plano Diretor vigente de Várzea Grande – Lei 3.112 de 2007 e demais leis. Esse novo documento apresenta diretrizes para o crescimento do município para os próximos 10 anos, a partir da compilação dos anseios da população diagnosticados através de um extenso processo de revisão que teve início em 2017 e agora está chegando ao final”, explica o presidente da Comissão Administrativa de Estudos e Revisão da Legislação Urbanística do município, Enodes Soares Ferreira.

O presidente lembra que os documentos relativos aos estudos e revisão da legislação urbanística do município, inclusive as atas das últimas audiências públicas estão disponíveis no site oficial da Prefeitura de Várzea Grande  http://www.varzeagrande.mt.gov.br/plano-diretor/

“É importante destacar que todos os encontros foram democráticos e além de presencial foi possível acompanhar as audiências públicas de apresentação das minutas de leis pela internet – lives –  e enviar sugestões e questionamentos ao vivo. Recebemos muitas sugestões que foram criteriosamente avaliadas pela Comissão, as alterações também estão disponíveis no site da prefeitura para consulta pública”, destaca Enodes Soares.

A secretária de Assuntos Estratégicos, Adriana Corrêa da Costa de Arêa Leão Monteiro enalteceu o trabalho da comissão e agradeceu as equipes, o ConCidade – Conselho da Cidade -, da sociedade em geral e apoio dos vereadores. “A comissão vem realizando um trabalho sério e voltado ao desenvolvimento do nosso município, pois temos que pensar no futuro, propondo melhorias e se adequando às modernidades”, disse, lembrando que a mudança no Plano Diretor do município era necessária e urgente, levando em consideração o progresso e o desenvolvimento da cidade de Várzea Grande, que com o novo Plano Diretor facilita a entrada de mais empresas e indústrias no município e consequentemente gera mais emprego e renda, além de facilitar nas intervenções necessárias na mobilidade urbana.

Ainda conforme o presidente da Comissão Administrativa de Estudo e Revisão da Legislação Urbanística de Várzea Grande, todas as legislações que foram revisadas estabelecem diretrizes para o crescimento do município para os próximos anos; normas para promover o bem estar e melhoria da qualidade de vida dos habitantes de Várzea Grande; preservação do patrimônio paisagístico, urbanístico, arquitetônico, artístico e cultural da cidade; normas e condições para execução de toda e qualquer construção, modificação ou demolição de edificações, públicas ou privadas, assim como para o respectivo licenciamento e fiscalização no município, entre outras.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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