Mato Grosso
“Bruno Tayson” deixa recado antes de ser encontrado morto com tiro na testa
Mato Grosso
Da Redação
O pré-candidato a vereador de Cuiabá, que foi encontrado morto com um tiro na testa e uma arma no colo, na terça-feira (22), “Bruno Tyson”, fez um alerta em um grupo do WhatsApp, antes de morrer. No texto, Bruno disse estar sofrendo fortes choques na coluna e no cérebro, além de outros problemas. Na mensagem, Tysson ainda faz citações ao “espiritismo” e “Illuminatis” e pede orações aos religiosos.
“Se eu morrer, posso enfrentar outros problemas no mundo espiritual que as religiões não conhecem, devido a influências Illuminati e censura no mundo espiritual”, escreve o lutador, em um grupo criado por ele e destinado aos seus apoiadores políticos..
“Todos os dias vou enviar um ok para o grupo. Se eu ficar dois dias seguidos sem enviar um ok, provavelmente terei morrido”, alertou Bruno.
A última aparição pública de Bruno Tyson foi no sábado (19), em uma reunião do Partido Liberal (PL), ao qual era filiado e pelo qual era pré-candidato a vereador de Cuiabá.
Bruno fez um apelo para que os religiosos rezassem por ele, diariamente por 5 minutos, caso morresse. “Peço aos religiosos que rezem por mim se eu morrer para me garantir uma estada num lugar bom e para quem pratica a PNL oculta que repita o seguinte diariamente por 5 minutos: O espírito do Bruno Tyson está recebendo ajuda de bons espíritos para ir e permanecer em um lugar habitado apenas por espíritos bons que o respeitem e o tratem bem”, escreveu.
O corpo de Bruno Tyson foi encontrado pelo síndico do prédio, já estava em estado de decomposição, com muito mau cheiro. À polícia, o síndico relatou que abriu a porta do apartamento e encontrou Bruno sentando no sofá, com uma arma sobre as pernas.
A Polícia Militar e a Polícia Civil apuram o caso. A hipótese é de que tenha cometido suicídio.
Ajuda – Falar é a melhor solução!
O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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