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“Bruno Tayson” deixa recado antes de ser encontrado morto com tiro na testa

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Da Redação

O pré-candidato a vereador de Cuiabá, que foi encontrado morto com um tiro na testa e uma arma no colo, na terça-feira (22), “Bruno Tyson”, fez um alerta em um grupo do WhatsApp, antes de morrer.  No texto, Bruno disse estar sofrendo fortes choques na coluna e no cérebro, além de outros problemas. Na mensagem, Tysson ainda faz citações ao “espiritismo” e “Illuminatis” e pede orações aos religiosos.

“Se eu morrer, posso enfrentar outros problemas no mundo espiritual que as religiões não conhecem, devido a influências Illuminati e censura no mundo espiritual”, escreve o lutador, em um grupo criado por ele e destinado aos seus apoiadores políticos..

“Todos os dias vou enviar um ok para o grupo. Se eu ficar dois dias seguidos sem enviar um ok, provavelmente terei morrido”, alertou Bruno.

A última aparição pública de Bruno Tyson foi no sábado (19), em uma reunião do Partido Liberal (PL), ao qual era filiado e pelo qual era pré-candidato a vereador de Cuiabá. 

Bruno fez um apelo para que os religiosos rezassem por ele, diariamente por 5 minutos, caso morresse. “Peço aos religiosos que rezem por mim se eu morrer para me garantir uma estada num lugar bom e para quem pratica a PNL oculta que repita o seguinte diariamente por 5 minutos: O espírito do Bruno Tyson está recebendo ajuda de bons espíritos para ir e permanecer em um lugar habitado apenas por espíritos bons que o respeitem e o tratem bem”, escreveu.

O corpo de Bruno Tyson foi encontrado pelo síndico do prédio, já estava em estado de decomposição, com muito mau cheiro. À polícia, o síndico relatou que abriu a porta do apartamento e encontrou Bruno sentando no sofá, com uma arma sobre as pernas. 

A Polícia Militar e a Polícia Civil apuram o caso. A hipótese é de que tenha cometido suicídio.

 

Ajuda – Falar é a melhor solução!

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

   

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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