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Bovespa sobe 0,9% e retoma patamar pré-crise política com expectativa de vitória de Temer na Câmara

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Marca dos 67 mil pontos não era alcançada desde 17 de maio, antes das delações da JBS

Da Redação

O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou em alta nesta quarta-feira e recuperou o patamar de 67 mil pontos, observado antes das delações da JBS, diante da sinalização de que a Câmara dos Deputados deve rejeitar a admissibilidade de denúncia contra o presidente Michel Temer.

O Ibovespa fechou em alta de 0,93%, a 67.135 pontos. A marca dos 67 mil pontos não era alcançada desde 17 de maio, quando o Ibovespa fechou a 67.540 pontos, antes da delação de executivos da empresa dos irmãos Batista, que deram base à denúncia contra Temer por corrupção passiva.

O volume financeiro do pregão ganhou fôlego e somou R$ 9,69 bilhões, muito acima da média diária vista no mês passado, de R$ 6,36 bilhões e superior também à média diária para o ano até a véspera, de R$ 7,9 bilhões.

O mercado acionário abriu o dia com variações mais contidas, ganhando tração conforme crescia a expectativa por um parecer favorável a Temer, após a Câmara aprovar um requerimento para encerrar a fase de discussão em plenário sobre análise da denúncia, com 292 votos a favor. Pouco antes do fechamento dos negócios, a etapa de votação da denúncia começou, com a fase de orientação dos partidos.

“Se hoje o resultado for favorável ao governo há grande chance de amanhã (o Ibovespa) bater os 68 mil pontos novamente”, disse o gerente de renda variável da corretora H.Commcor Ari Santos.

O noticiário corporativo também seguiu movimentado nesta sessão, com as ações Cielo liderando as perdas do índice e registrando também o maior giro financeiro entre os papéis da bolsa no pregão, com R$ 661,9 milhões.

Fonte: REUTERS

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Produção de motos tem melhor mês de julho da história, diz Abraciclo

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A indústria brasileira de motocicletas bateu recorde e alcançou o maior volume de produção para um mês de julho de sua história.

Segundo balanço que foi divulgado hoje (11) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), 190.794 motocicletas foram produzidas em julho no Polo Industrial de Manaus, representando aumento de 36% em relação a julho do ano passado e 45,8% ante junho.

Considerando-se o acumulado entre janeiro e julho deste ano, o setor também alcançou o seu melhor resultado desde 2008, com a produção de 1.254.191 motocicletas, aumento de 9,9% sobre o mesmo período do ano passado.

“O desempenho registrado em julho reforça a trajetória positiva do nosso setor ao longo de 2026 e confirma a força da indústria de motocicletas e a capacidade das fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus de responder à demanda do mercado”, disse, em nota, Marcos Bento, presidente da Abraciclo.

Varejo e exportações

Além da produção, o mercado de motocicletas também registrou o melhor desempenho do varejo para um mês de julho na história e para o acumulado dos sete primeiros meses do ano. Em julho, foram licenciadas 199.236 motocicletas, volume 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 2,6% maior que o de junho. Já no acumulado de janeiro a julho, os licenciamentos somaram 1.373.580 de motocicletas, alta de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Quanto às exportações, o crescimento foi 22,8% em relação a julho do ano passado, com um total de 3.289 unidades exportadas.

Bicicletas

O mês de julho também foi bom para o setor de bicicletas. Segundo a Abraciclo, as empresas de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus alcançaram, em julho, o melhor desempenho de produção de 2026, com 37.413 unidades fabricadas no mês, volume 16,6% superior ao registrado em julho de 2025 e 22,8% maior na comparação com junho.

Já no acumulado de janeiro a julho foram produzidas 200.571 bicicletas, volume 5,7% menor em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da retração, disse a Abraciclo, o “volume está dentro do planejamento da indústria para atender à demanda do mercado”.

 



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