Mato Grosso

O TCE…o amigo e um contrato que ultrapassa R$ 1 mi

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Mato Grosso

Da Redação: Pedro Ribeiro e Laerte Lannes

Reportagem Especial

 

Em sessenta e quatro anos, desde quando foi criada em 31 de outubro de 1953, O Tribunal de Contas de Mato Grosso nunca conviveu com tamanha aberração da maioria dos conselheiros estarem envolvidos com alguma forma de fraude ou corrupção.

É certo que, já se flagraram casos de má conduta individual nesses longos anos na corte de contas, como do ex-conselheiro Humberto de Mello Bosaipo.

Agora, a atual gestão, liderado pelo conselheiro Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto, bateu todos os recordes e superou as piores expectativas.

Desde de quando foi deflagrada a operação Convescote, feita pelo Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – e que investiga a ´sangria´ de milhões dos cofres do TCE(crimes todos tipificados no código penal brasileiro), esperava-se que o atual presidente desse uma ´pausa´ nas suas performances nadas republicanas.

Um dos mais populares e o que a imprensa noticiou recentemente foi à contratação  pelo TCE – e com a anuência do presidente – da produtora “A Produtora” de propriedade do ex-senador Antero Paes de Barros, pela bagatela de R$ 1.169.880,00 milhões.

Isso mesmo: Hum milhão, cento e sessenta e nove mil, oitocentos e oitenta reais.

A produtora que já tinha contrato anteriormente com o Tribunal, agora continuará em suas ´tetas´.

O contrato se deu através de pregão eletrônico, foi homologação e publicado no Diário Oficial de Contas no último dia 14, sexta feira. Sem delongas, a produtora estava apta a participar do certame como qualquer outra? Sim, estava.

Mas, qual é o problema? O questionamento é sobre o porquê do presidente da corte de contas do estado ter contratado exatamente a empresa de seu amigo intimo, seu companheiro e fiel escudeiro desde a época da militância no glorioso PDT, de Leonel Brizola e seu compadre? Respostas que, com certeza, o conselheiro Antônio Joaquim não vai saber responder, pois se responder as denúncias vai levá-lo aonde ele não quer ir.

E aonde, com certeza, seus amigos mais leais não vão querer que ele vá. Mas, paciência tem limite! A verdade é que   Mato Grosso descobriu tarde o lado obscuro de Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto, e com seu compadresco, desmistifica Antero de Barros como sendo um político aguerrido e com uma eloquente oratória considerada exemplar em defesa dos mais oprimidos, para se tornar à materialização do que a atividade pública/política tem de mais degradante: a mentira, as práticas fraudulentas, a irresponsabilidade, o desprezo com a sociedade, e o promiscuo relacionamento com gângster, prática esta condenada pela sociedade moderna.

Antero que já foi considerado um dos principais líderes políticos em nível nacional – e que teve a missão de infernizar a vida do ex-presidente Lula, agora com as denúncias suspeitas, mancha a sua biografia – que antes era vista como sendo sem macúlas e que ele sempre soube desvencilhar com habilidade, e que agora cai na vala comum.

Agora o difícil para o conselheiro Antônio Joaquim é saber explicar para a sociedade por que a sua filha Tamara Moschini Moraes tinha vínculos empregatícios com a produtora de Antero, a “A Produtora” e agora abocanha um contrato milionário de mais de R$ 1 milhão? Infelizmente, são coisas do TCE de Mato Grosso.

 

Preço é maior do que é cobrado em SP

O preço contrato pela “PRODUTORA A”, de Antero de Barros, e prontamente aceito pelo TCE é maior do que é cobrado pelas produtoras de São Paulo, que produzem comerciais para televisões, fazem campanha politicas e até rodam filmes nacionais e estrangeiros.

A reportagem do O Mato Grosso constatou que o preço do mesmo serviço cobrado por uma das maiores produtoras do Brasil, a LABEL FILMES cobra pelos mesmos serviços o valor de R$ R$ 108.570,00 (cento e oito mil e quinhentos e setenta reais).

Isso mesmo R$ 108.570. Ou seja, o valor que o TCE vai pagar pelo mesmo serviço custa aos cofres públicos quase 10(dez) vezes mais do que é cobrado pelo preço de mercado.

Ao analisar o conteúdo dos serviços oferecidos, a reportagem constatou que é o mesmo que é ofertado pela produtora do amigo de Antônio Joaquim, Antero de Barros. Ou seja: captação,  edição e entrega do material em HD.

As imagens propostas pela produtora LABEL FILMES são três câmeras, além da pós-produção. Mas, por que o TCE mesmo sabendo do preço ´real´ do que é cobrado no mercado resolve pagar quase dez vezes mais pelos mesmo serviço?

Poderia – antes de iniciara qualquer processo licitatório – fazer um cheklist – do que é realmente cobrado, e só assim iniciar o pregão eletrônico.

Quanto a Antero, que já foi senador da República por Mato Grosso, ainda não está bem claro para a sociedade o porquê do fim melancólico da CPI do Banestado, presidido por ele na época, não conseguiu fazer o relatório sobre os investigados?

 

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Servidores da Corregedoria concluem curso de mediação e conciliação

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Dez servidores do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e assessores de gabinetes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) concluíram o Curso Básico de Mediação e Conciliação Judiciais. A capacitação desenvolveu conhecimentos teóricos e práticos sobre mediação e conciliação judiciais, para a atuação autocompositiva no âmbito judicial.

O gestor de capacitação e avaliação do Nupemec, Carlos Campelo é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos e barba grisalha, veste camisa polo escura. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Segundo o gestor de capacitação e avaliação do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, a formação contribui para ampliar a cultura do diálogo e da solução consensual de conflitos.

“As técnicas aprendidas durante a capacitação não se restringem ao ambiente de trabalho e podem ser aplicadas em diversas situações do cotidiano. Quando mais profissionais estiverem atuando nessa área, sejam servidores ou sociedade em si, mais pessoas irão conseguir resolver seus conflitos com diálogo, pois o primeiro passo para que isso ocorra é saber se comunicar”, afirmou.

A diretora do Daje, Shusiene Machado, é uma mulher de pele clara, cabelos castanhos lisos na altura dos ombros, veste blazer cinza sobre blusa da mesma tonalidade e usa colar com pingente em formato de cruz. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação contribuiu para ampliar o conhecimento da equipe sobre os mecanismos consensuais de resolução de conflitos e irá fortalecer o apoio às atividades desenvolvidas pelos Juizados Especiais.

“Esse curso será um divisor de águas na nossa atuação, na gestão dos conciliadores credenciados que atuam nos processos judicias dos Juizados Especiais. Pois agora compreendemos não apenas a parte administrativa, mas também a teoria e a prática da mediação judicial”, explicou.

Curso – A capacitação foi dividida em duas etapas. A parte teórica, realizada presencialmente entre 24 e 28 de setembro de 2025, com carga horária de 40 horas e que incluiu simulações práticas de audiências de mediação. E a segunda etapa, o estágio supervisionado realizado entre fevereiro a junho deste ano, pela plataforma Microsoft Teams, com 60 horas práticas com casos reais.

Ana Tereza Pereira Meira, instrutora de mediação e justiça restaurativa, é um mulher de pele clara, cabelos longos castanho-claros, veste blusa sem mangas em tom claro com detalhes escuros e usa brincos discretos. Ela está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.A instrutora de mediação e justiça restaurativa, Ana Tereza Pereira Meira, responsável pelo acompanhamento da etapa prática, destacou que a formação proporciona mudanças que refletem diretamente no atendimento prestado à população. “A pessoa que faz um curso de mediação, se torna diferente. Os alunos aprendem uma comunicação melhor, uma comunicação mais harmônica e isso ajuda no atendimento do público e do Poder Judiciário”, disse.

O gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa é um homem de pele clara, cabelos curtos grisalhos, veste camisa social amarela de mangas longas. Ele está em um corredor, ao fundo há uma placa de identificação do Nupemec.Para o participante da capacitação, o gestor administrativo do Daje, Gláucio Corrêa, a formação proporcionou uma compreensão melhor da realidade dos conciliadores e juízes leigos que atuam nos Juizados Especiais. “Antes a gente trabalhava mais sob a perspectiva administrativa, agora nós sabemos exatamente como funciona, quais os desafios e isso contribuirá para o nosso trabalho de apoio e gestão”, pontuou.

O treinamento é uma iniciativa da CGJ-MT, com apoio da Escola dos Servidores e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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