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Ricardo Oliveira critica mudança na marcação de pênalti contra o Flamengo

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Atacante seria o responsável pela cobrança antes da decisão do árbitro

Da Redação

 

O atacante Ricardo Oliveira criticou em entrevista coletiva nesta sexta-feira a mudança de posição do árbitro Leandro Pedro Vuaden na marcação de um pênalti para o Santos na partida contra o Flamengo, na quarta passada, que terminou com a vitória do time paulista por 4 a 2, mas não foi suficiente para a classificação às semifinais da Copa do Brasil. O jogador pediu respeito à decisão da arbitragem e se mostrou contrário à interferências externas.

“As pessoas que estão gerindo o futebol tenham bom senso ou o futebol vai ficar cada vez mais chato. As pessoas precisam repensar a respeito disso. Se tem uma autoridade que está ali dentro de campo é o árbitro e, assim como ele toma as decisões, não muda depois que tomou a decisão. Um cartão amarelo ou uma expulsão equivocada não voltam atrás. Mesmo que não tenha sido justa a punição, foi tomada a decisão, é máxima autoridade, não volta atrás. Eu gostaria essa autoridade fosse mais respeitada nesse sentido”, afirmou o atacante.

Ricardo Oliveira não teme que o Santos seja prejudicado a partir de agora, depois de a diretoria emitir um ofício à CBF para cobrar a anulação da partida e pedir mudanças no trabalho dos jornalistas durante as partidas do time (houve a suspeita que o repórter Eric Faria, da TV Globo, tivesse falado com o quarto árbitro e, dessa forma, influenciado na mudança de opinião de Leandro Vuaden). O atacante contou a versão dele sobre o lance.

“Muito friamente, hoje analisando, a gente pode ver as imagens na televisão, isso tudo favorece. A questão é (sobre) quem é a favor na tecnologia no futebol. Será que isso ajuda? De que forma? Como? Naquele momento – eu estava do lado do Bruno Henrique, esperando ele fazer uma tabela comigo -, ele chega em velocidade, dá o drible e – rápido e veloz como é – chegaria na bola tranquilamente. Essa é a minha avaliação. Tem o contato e o Bruno está dentro da área. Para mim, é pênalti. Tanto que o arbitro, próximo do lance, apita. Aí ele vai consultar o quarto árbitro, volta e anula o lance. Certamente, é um lance que influenciou o resultado, porque era um golzinho que a gente precisava para passar”, contou Ricardo Oliveira.

O centroavante, que jogou apenas 18 vezes na temporada e marcou quatro gols, demonstrou alegria por voltar aos gramados após um período afastado por lesões e enfermidades. Ele teve uma lesão no tornozelo, contraiu caxumba e pneumonia. Com 150 jogos e 83 gols pelo Santos, Ricardo Oliveira, que já iniciou as conversas para renovar o contrato com o clube, está motivado para a sequência da temporada.

“É sempre importante você voltar a se sentir atleta. A gente que está acostumado com essa rotina há anos, de estar sendo falado dentro de campo, podendo ajudar de qualquer maneira, jogando ou não, mas participando, estando concentrado. Passei por um período difícil, por dois meses parado, e não dá pra fazer uma avaliação negativa joguei até mais do que o esperado, em termos de minutos. Corri bastante, dei um chute no gol, tive a participação no terceiro gol. Acho que foi legal. O que me deixa mais feliz foram as sensações que eu tive – físicas – dentro do jogo”.

O jogador estará em campo no próximo domingo, às 19 horas, na partida contra o Grêmio, em Porto Alegre, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. A vitória fará o time santista, hoje em terceiro lugar com 30 pontos, ultrapassar os gaúchos, que têm 32 e ocupam a vice-liderança, na classificação do torneio.

“Um confronto direto, um jogo muito difícil, uma equipe muito bem montada, bem qualificada. A gente sabe das dificuldades que vamos enfrentar. Porém, vamos usar todos o nosso poderio ofensivo, o nosso poderio como equipe, para buscar um ótimo resultado lá dentro”, finalizou Ricardo Oliveira.

 

 

 

 

 

Fonte: Conteúdo Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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