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Brasil vence pela primeira vez a Copa das Nações de Salto de Hickstead

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Equipe brasileira de Salto é campeã com dez pontos de vantagem

Da Redação

 

A equipe brasileira de Salto conquistou nesta sexta-feira a Copa das Nações do CSIO5 Longines 109º Royal International Horse Show, que foi disputado em Hickstead, Inglaterra. Com Marlon Zanotelli montando Sirene de la Motte, Pedro Veniss com For Felicia, Yuri Mansur e Babylotte, e Pedro Muylaert montando Prince Royal Z MFS, o Brasil conquistou, pela primeira vez, título de campeão do Troféu Prince Edward of Wales, totalizando apenas quatro pontos perdidos. O Brasil superou sete equipes top mundiais, abrindo dez pontos de vantagem sobre o forte da Holanda, que foi vice-campeã.

Além do difícil percurso, a 1.60 metro, disputado em duas voltas, a chuva trouxe uma dificuldade a mais por deixar o piso longe do ideal. Com dois duplos zeros de Zanotelli e Veniss, Mansur, que fez dois 12 pontos na primeira volta e zerou a segunda, Muylaert, último integrante da equipe, fechou o primeiro percurso com apenas uma falta não precisou cumprir o percurso final, pois o Brasil já era campeão por antecipação. A Holanda foi vice-campeã, 14 pp, e os times da Suíça e Holanda chegaram empatados em 3º lugar.

“É a primeira vez que o Brasil vence aqui uma Copa das nações tão importante”, disse Pedro Paulo Lacerda, chefe de equipe do Brasil. “Estou muito feliz. Todos fizeram um excelente trabalho. É muito especial vencer em Hickstead”, afirmou o cavaleiro olímpico brasileiro Pedro Veniss.
A Copa das Nações em Hickstead foi a penúltima etapa da liga europeia da Longines FEI Nations Cup, antes da grande Final em Barcelona, entre 28/9 e 1/10. O Brasil já tem vaga garantida na Final de Barcelona. Antes disso, disputa a Copa das Nações, no CSIO Calgary, em Spruce Meadows, no Canadá, entre 6 e 10/9. A escalação da equipe será definida em datas próximas aos eventos.
Fonte: O Estado de S.Paulo
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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