Mato Grosso

Reprodução simulada analisa detalhes que resultaram em morte de adolescente

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Mato Grosso

Da Redação

Com duração de seis horas e quarenta minutos, a reprodução simulada dos fatos da morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, foi concluída pela Perícia Oficial e Identificação Técnica e pela Polícia Judiciária Civil, pouco antes das 2h da manhã de quarta-feira (19), em uma residência do condomínio Alphaville I, em Cuiabá.

O exame tem o objetivo de esclarecer qualquer dúvida que ainda exista na investigação quanto às versões apresentadas. O exame pericial foi realizado por um perito oficial criminal da Gerência de Perícias de Mortes Violentas da Politec, com o apoio de três peritos oficiais criminais, uma servidora que representou a suposta atiradora, além de um técnico administrativo.

A análise do material audiovisual e dos levantamentos constarão no laudo pericial, que poderá ser concluído nos próximos dez dias. Durante a reprodução os peritos realizaram exames com o objetivo de responder aos 22 quesitos formulados pela autoridade requisitante, com o objetivo de identificar os pontos convergentes ou divergentes das declarações dos depoentes, confrontando-os quanto aos apontamentos dos laudos periciais.

Os peritos analisaram a reprodução da movimentação das pessoas antes, durante e após o disparo, posição inicial e repouso final da vítima, a posição da arma e do estojo após o disparo, dentre outros aspectos.

Para simular o momento do disparo os peritos realizam ainda a produção de quatro tiros em uma caixa de desaceleração de projétil de arma de fogo.

De acordo com a Polícia Civil, a partir da entrega do laudo, será realizada a análise do conjunto probatório que compõem o inquérito incluindo todos os laudos periciais produzidos (necropsia, local de crime, confronto balístico e reprodução simulada), depoimentos, relatórios de aparelhos de telefonia celular, relatório de vídeos e imagens, entre outros aspectos investigatórios. Quando então será feito o relatório de conclusão do inquérito policial, bem como do Auto de Apuração do Ato Infracional.

Foto por: Politec

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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