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“Operação Bilha” leva ações de segurança contra crimes da economia como pré-evento do “Prati-cidade”

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Da Redação

 

A Guarda Municipal de Várzea Grande em parceria com outros cinco órgãos de controle levou esta semana a “Operação Bilha” aos quatro bairros que serão beneficiados pelo projeto municipal “Prati-cidade”. A ação pré-evento fiscalizou seis estabelecimentos e emitiu 17 notificações, com o objetivo de combater a revenda clandestina e irregular de botijões de gás. Os comerciantes notificados terão 15 dias para regularizar sua situação junto aos órgãos responsáveis.

“Além de segurança ostensiva a Guarda Municipal optou nesta edição do ‘Prati-cidade’ em levar à população dos bairros Cidade de Deus, Jardim Itororó, Jardim Eldorado e São Mateus a segurança contra crimes da economia. Também não deixamos de atender as questões relativas à segurança no trânsito e outras demandas comumentes solicitadas à nossa corporação. A fiscalização nesse segmento é importante para a população por que geralmente os pontos de vendas clandestinos se encontram em meio às residências e aos conjuntos habitacionais. Se ocorrer um acidente as consequências são graves e atingem um grande número de pessoas com uma possível explosão”, informou o secretário Municipal de Defesa Social, Alexander Torres Maia.  

O secretário disse ainda que esta semana devido ao projeto social, as rondas policiais tantos nas escolas quanto em locais com grande concentração popular da região do Cidade de Deus, foi intensificado os serviços de rotina. Já quanto as operações mais ostensivas a Guarda Municipal possui parceria com a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso e trabalha integrada nas ações e operações de segurança.

De acordo com o comandante da Guarda Municipal, Evandro Homero Dias, a ação atende a Lei Federal n°8.176/1991 que define crimes contra a economia e o cumprimento das resoluções nº 51 de 30/11/2016 e nº 26 de 27/05/2015 da Agência Nacional de Petróleo (ANP) que autorizam a revenda de gás liquefeito de petróleo (GLP) somente por pessoa jurídica e que atenda as normas da resolução. “As revendas de gás devem possuir licença ambiental para funcionamento, autorização para transporte de produtos perigosos o chamado MOPP, autorização de funcionamento junto à Secretaria de Fazenda e sua estrutura física seguir regras estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros Militar”, enumerou Evandro Dias alertando que ainda existe muita revenda clandestina causando danos aos cofres do município e colocando em risco a sociedade, “a grande maioria do comércio não tem nenhum  tipo de autorização, muito menos licença ambiental”, afirmou.

Participaram da fiscalização além da Guarda Municipal de Várzea Grande, a Receita Fazendária Municipal, a Delegacia Fazendária Estadual, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM/MT).  De acordo com a lei, os órgãos fiscalizadores com as forças de segurança pública podem cautelarmente interditar total ou parcialmente as instalações e equipamentos utilizados no exercício das atividades e apreender os produtos.

“Para quem cometer crime de adquirir, distribuir e/ou receber derivados de petróleo e gás natural em desacordo com as normas estabelecidas em lei, a punição é detenção de um a cinco anos, além de multa”, ressalta o comandante. 

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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