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Com time misto, Corinthians enfrenta a garra e a fé do Patriotas

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Equipe alvinegra avança para a próxima fase da Copa Sul-Americana caso não leve gol. Colombianos foram até a igreja antes da partida

Da Redação

 

Corinthians e Patriotas fazem o jogo da paciência contra a fé. Os colombianos respeitam tanto o adversário desta quarta-feira, às 21h45, em Itaquera, que até pediram ajuda divina para conseguir o maior feito de sua história e avançar na Copa Sul-Americana. No jogo de ida deu empate: 1 a 1.

Na sexta-feira, o Twitter oficial do Patriotas divulgou uma foto em que boa parte do elenco visitava o santuário El Topo, um dos mais importantes de Tunja. “É com a bênção da nossa mãe (Nossa Senhora do Milagre, padroeira do departamento de Boyacá, onde está o clube) que vamos por um sonho de toda a cidade de Boyacá: ‘Corinthians x Patriotas’”, diz o texto publicado na página do clube. Nos últimos dias, sempre que informa algo referente ao jogo, o clube publica uma frase motivacional: “Vamos por um sonho, Boyacá!”

A diretoria e jogadores do Patriotas, fundado em 2003, trata a partida desta noite como o mais importante de sua história. Por isso, toda ajuda é válida. “Não será jogo fácil e temos de entrar com garra e dar 100% para conseguir a classificação, o que seria algo histórico. Não vamos atacar de princípio, mas sim jogar em busca de espaço”, disse o goleiro Alvaro Villete. 

O Corinthians sabe que precisará ter paciência para furar a retranca colombiana. Para isso, contará com a vontade extra de atletas que têm tido poucas oportunidades. Preocupado com o desgaste físico, o técnico Fábio Carille vai poupar Fagner, Rodriguinho, Romero e Jô e, em seus lugares, vão entrar Léo Príncipe, Marquinhos Gabriel, Clayton e Kazim, respectivamente. “Será o jogo da vida deles, mas também muito importante para nós, pois vale classificação e é a chance de a gente jogar”, disse Kazim. 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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