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Eleição do Corinthians deixa futuro de Carille incerto no clube

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Treinador conta com o apoio até da oposição, mas renovação de contrato ainda não foi discutida

Da Redação

 

Fábio Carille é o técnico do momento no futebol brasileiro, com os 30 jogos de invencibilidade, o título do Paulista e a liderança com folga no Brasileiro. Mas a política no Corinthians deixa o futuro do treinador incerto e existe a possibilidade de ele deixar o clube no fim da temporada.

O treinador tem contrato com o Corinthians até dezembro e, segundo o Estado apurou, ainda não foi procurado por ninguém da diretoria para tratar do assunto. Existe um temor no clube de que a valorização dele, pelos bons resultados, faça com que a negociação fique mais complicada no fim do ano.

Recentemente, Carille contou ter recebido uma sondagem da China. Segundo pessoas próximas, o salário seria “cinco ou seis vezes mais” do que ele recebe no Corinthians, mas o treinador não quis nem abrir negociação.

A ideia do presidente Roberto de Andrade é conversar com todos os possíveis pré-candidatos à eleição do clube, que será realizada em fevereiro do ano que vem, para saber o que eles pensam sobre o treinador. Caso todos concordem, abrirá negociações para renovar o vínculo do treinador. 

Se a resposta for negativa, o assunto será discutido apenas no fim do ano e existe a possibilidade de outro técnico ser contratado para 2018. O problema, neste caso, é que a eleição só será realizada quando o Campeonato Paulista já estiver sendo disputado. 

Neste momento, Carille conta com o apoio de todos os grupos políticos do clube, até mesmo dos mais tradicionais. O treinador não demonstra preocupação com o tema. Ele está focado na disputa do Brasileiro e da Copa Sul-Americana e espera aproveitar da melhor forma possível a grande oportunidade de sua carreira. Ele sabe que conquistando grandes resultados com a equipe, sua renovação de contrato se tornará algo natural e, hoje, seu maior objetivo é permanecer no clube. 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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