Economia
Novo decreto em Várzea Grande flexibiliza regras e vai defender na Justiça mais abertura do comércio
Economia
Da Redação.
Várzea Grande já publicou novo decreto acompanhando o governo do Estado que flexibilizou as regras de funcionamento para as academias de ginásticas, salões de beleza e barbearias que segundo estimativas econômicas geram em torno de 3,5 mil até 5 mil empregos diretos e indiretos e recebeu uma comissão de pequenos e micro empresários que foram defender a retomada do comércio de forma generalizada, defendendo a instituição do Alvará COVID para as empresas que atuam dentro das regras sanitárias e estariam aptos a funcionar.
“Sempre defendi que deveríamos construir um consenso, um ponto de equilíbrio entre as regras de distanciamento social e de funcionamento do comércio e da indústria, pois diferente da maioria de outros países, nossos empresários não podem ficar 90 dias sem produzir, sob pena de muitos terem que encerrar suas atividades e provocando a demissão de milhares de pessoas”, disse Lucimar Sacre de Campos ao receber uma comissão de representantes do comércio que protestaram por estar quase 30 dias com suas atividades paralisadas.
A prefeita assegurou a comissão que iria buscar nesta quinta-feira, 23 de julho, quando vence o prazo de prorrogação da paralisação determinada pela Justiça, um consenso e medidas mais eficientes para se combater a pandemia da COVID 19 sem penalizar o comércio e a indústria.
“Vou apelar para que o juiz José Luiz Leite Lindote, da Vara da Saúde Pública e que tem demonstrado ser uma pessoa sensível, ao atual momento em que vivemos, de preocupação em primeiro lugar com a saúde das pessoas, mas sem esquecer os efeitos da pandemia na economia, no fechamento de vagas de emprego, para que juntos Poder Executivo Municipal, Poder Judiciário e Câmara Municipal, um meio de equilibrarmos as coisas a favor da vida, do emprego e de uma melhor qualidade de vida”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos.
O líder da prefeita, vereador Pedro Paulo Tolares (DEM) e o vereador Rogério França Martins (PSDB) sinalizaram que o Legislativo Municipal tem empreendido esforços junto aos setores da economia para construir válvulas de escape para este momento, sinalizando que se faz necessário encontrar um ponto de equilíbrio que permita a todos funcionarem de forma indistinta sem prejudicar a saúde pública, mas sempre de olho na pandemia e nas vitimas da mesma.
“Temos que estar atentos a necessidade da saúde pública que vem recebendo atenção especial por parte da prefeita Lucimar Campos e seu staff, mas sem perder de vista outros setores que podem não ser considerados essenciais para a lei, mas que se tratam de milhares de famílias e pessoas que retiram seu sustento destas atividades”, explicaram os vereador Pedrinho e Rogerinho Dakar.
O senador Jayme Campos assinalou que as dificuldades enfrentadas por Várzea Grande, Mato Grosso e o Brasil, são as mesmas de todos os países do mundo, pois hoje são mais de 188 países com 15.243.427 milhões de pessoas infectadas com a doença e 622.746 óbitos uma verdadeira tragédia, mas não se poderia deixar de apontar que do total de casos se tem 9.210.733 milhões de pessoas curadas da COVID 19.
“Acredito que existam argumentos mais do que justificáveis, apesar do momento, para que a Justiça pudesse juntamente com as esferas dos demais Poderes Constituídos construírem um consenso para a retorno gradual das atividades econômicas, com compromissos assumidos por todos de regras rígidas de funcionamento e sem perder o controle da pandemia da COVID 19, sob pena de novamente paralisar as atividades, por desrespeito a compromissos assumidos pelo bem da cidade e de sua população”, esclareceu.
O secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, frisou que hoje, com a abertura de novos leitos de UTI e enfermaria por Várzea Grande, por Cuiabá e pelo Governo do Estado, passou-se a ter maiores chances de atendimento aos casos mais graves, tanto que nesta quarta-feira, apenas dois pacientes estavam na fila aguardando transferência para leitos de UTI por causa da COVID 19.
“Todos sabemos que os números em uma pandemia, ganham desdobramentos muito rápidos, mas hoje já existe uma rotina implantada, funcionando e apesar da sensação de que o número de novos casos tem crescido, isto ocorre muito mais porque passou-se a fazer mais exames ou testes rápidos do que propriamente por causa da doença e constantemente em Várzea Grande se tem um aumento nos casos recuperados e uma estabilização no número de óbitos o que nos estimula a continuar trabalhando para debelar a doença”, explicou.
A prefeita de Várzea Grande assinalou que vai levar ao conhecimento do juiz José Luiz Leite Lindote todas as medidas adotadas e a possibilidade de mais ações como um cronograma de abertura e fechamento do comércio em geral.
“Podemos neste momento em comum acordo flexibilizar as medidas, mas também assumir o compromisso de fechar se houver descontrole nos casos”, disse a prefeita.
Foto: Prefeitura VG.
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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