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VÁRZEA GRANDE LANÇARÁ CONCURSO PARA 2.690 VAGAS. INSCRIÇÃO PARA O DAE/VG TERMINA DIA 13

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 70% DAS VAGAS SERÃO CHAMADOS IMEDIATAMENTE E 30% PERTENCEM AO CADASTRO DE RESERVA. CONCURSO DO DAE/VG TERMINA NESTA QUINTA E PROVAS DEVERÃO ACONTECER ATÉ O DIA 20 DE AGOSTO.

Da Redação

 

A Prefeitura de Várzea Grande lança a partir do mês de agosto próximo, concurso público para preenchimento de 2.690 vagas de nível fundamental, médio e superior. Os levantamentos para as necessidades de cada uma das áreas específicas ou não, está concluído e aguarda apenas a conclusão das inscrições de um outro concurso público, o do Departamento de Água e Esgoto – DAE de Várzea Grande que encerra suas inscrições nesta quinta-feira, 13 de julho.

“Paulatinamente e com responsabilidade estamos fazendo o que determina a legislação e os órgãos de controle como o Tribunal de Contas de Mato Grosso, Ministério Público, Controladoria Geral entre outras quanto ao ingresso nas carreiras do Poder Público”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos, sinalizando que os estudos apresentados pontuam para um impacto mínimo nas finanças públicas municipais, pois a maioria daqueles que forem aprovados e chamados passarão a ocupar as funções de servidores hoje por contrato temporário.

No concurso da Prefeitura de Várzea Grande, serão 2.690 vagas, sendo que 70% deste total ou 1.883 serão para chamamento imediato e paulatino, de conformidade com a necessidade pública, enquanto as 807 vagas remanescentes são do cadastro de reserva para eventual e futura convocação, lembrando que o concurso público tem validade para dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois anos.

As vagas do novo concurso público serão em todas as áreas, saúde, educação, social, engenharia e administrativo.

Segundo a prefeita, o DAE/VG tem um volume de 146 vagas e o concurso está sendo realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT que tem um repertório de concursos públicos invejável. “Estamos apostando que as inscrições efetivamente pagas, já que existem aqueles casos de isenção, sejam mais do que suficientes para pagar a realização do concurso público sem ônus para as finanças do DAE e do Tesouro Municipal, além é claro de contarmos com a experiência e o know-How da instituição federal de ensino de Mato Grosso para dar lisura e transparência ao concurso do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande”, explicou a prefeita.

Os inscritos para o concurso do DAE/VG serão classificados por Prova Objetiva, prevista para ser aplicada em 20 de agosto de 2017, na cidade de Várzea Grande. A validade deste Concurso Público será de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

Candidatos que tenham nível fundamental podem se inscrever aos cargos de Manutenção de Rede de Água/ Esgoto (18), as oportunidades de nível médio são para Agente Administrativo (6), Assistente de Saneamento (3), Atendente Comercial (7), Cadastrador (10), Eletricista (2), Eletromecânico (2), Encarregado de Equipe de Manutenção (7), Operador de Estação de Tratamento de Água e Esgoto (63), Técnico de Laboratório (2), Técnico de Segurança do Trabalho (1) e Técnico Hidrometrista (10).

Já os profissionais com formação superior, podem se inscrever ao cargo de Controlador Interno, que conta com uma vaga.

As jornadas de trabalho para todas as funções, é de 40 horas semanais, com remunerações variáveis entre R$ 1.176,79 a R$ 2.640,00.

“Quando falo que fazemos as coisas com responsabilidade e transparência é para demonstrar que ambos os concursos respeitam leis e regras pois a intenção maior é permitir que a população e a cidade de Várzea Grande tenham serviços públicos de qualidade e eficientes, sendo que para isto, o servidor será remunerado”, sinalizou Lucimar Sacre de Campos.

O diretor-presidente do DAE/VG, Ricardo Araújo Azevedo sinalizou ainda que o concurso público é uma antiga reivindicação da população e uma determinação de órgãos de controle que está sendo cumprido. “Estamos trabalhando para melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo DAE a população e a cidade”, disse.

Quanto as vagas e suas distribuições por áreas de interesse do novo concurso a ser lançado e que abrange toda a Prefeitura de Várzea Grande, ainda no mês de julho o quantitativo e a distribuição já estarão publicados, bem como a empresa responsável pela realização do concurso público da segunda maior cidade de Mato Grosso.

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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