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Previvag apresenta resultados de 2025 em audiência pública e destaca rentabilidade de 12,74% nos investimentos
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O Instituto de Previdência Social de Várzea Grande (Previvag) apresentou, quarta-feira (17), os resultados administrativos, financeiros e atuariais referentes ao exercício de 2025 durante uma audiência pública realizada on-line. A apresentação abordou a gestão dos recursos previdenciários, a carteira de investimentos, a situação atuarial do instituto, as atividades realizadas no período e a certificação Pró-Gestão RPPS.
A abertura foi conduzida pela presidente do Previvag, Sumaia Leite, que apresentou informações sobre a estrutura e a gestão do instituto, incluindo dados administrativos, atendimento aos segurados, receitas e despesas, compensação previdenciária, evolução patrimonial e a conquista da certificação Pró-Gestão RPPS nível 1.
Segundo Sumaia, a audiência faz parte do compromisso do instituto com a transparência e a prestação de contas aos segurados e à sociedade. “A transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos previdenciários são compromissos permanentes do Previvag. A audiência pública é um momento importante para apresentar os resultados, mostrar os avanços e também os desafios que temos pela frente”, afirmou.
Entre os dados apresentados, o instituto informou que encerrou 2025 com 1.599 segurados, sendo 1.326 aposentados e pensionistas. No período, foram concedidas 100 aposentadorias e 10 pensões por morte. O Previvag registrou ainda 1.968 atendimentos presenciais e 2.361 atendimentos por canais virtuais, como WhatsApp, site e aplicativo Meu RPPS.
A presidente também destacou a evolução patrimonial e a certificação Pró-Gestão, obtida pelo instituto em 2025. O programa busca aprimorar os processos de gestão, governança, controles internos e transparência dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
Investimentos – Na sequência, a auditora de controle interno do Previvag, Paulina Miranda, apresentou o cenário econômico de 2025 e a composição da carteira de investimentos.
De acordo com os dados apresentados, o patrimônio aplicado passou de aproximadamente R$ 284 milhões no início de 2025 para R$ 345 milhões ao final do exercício. A carteira registrou rentabilidade de 12,74%, acima da meta atuarial estabelecida para o período, de 5,57% mais o IPCA.
Paulina explicou que os investimentos são realizados de acordo com as normas do Conselho Monetário Nacional e passam por acompanhamento do Comitê de Investimentos.
“A nossa política de investimentos busca segurança, liquidez e rentabilidade. O acompanhamento é feito de forma permanente pelo comitê, justamente para que as decisões sejam tomadas com base no cenário econômico e dentro dos limites estabelecidos pela legislação”, explicou.
A carteira apresentada pelo instituto inclui aplicações em renda fixa, títulos públicos, fundos vinculados a índices de inflação, Selic e CDI, além de ações, fundos imobiliários e multimercados. Também foi apresentada a modalidade de empréstimos consignados aos aposentados, prevista na política de investimentos.
Avaliação atuarial – A parte técnica da avaliação atuarial foi apresentada pelo coordenador de Atuária da Agenda Assessoria, Mateus Augusto Silva. Ele explicou que a avaliação atuarial é um instrumento obrigatório utilizado para verificar o equilíbrio financeiro e atuarial do regime previdenciário e projetar receitas e despesas futuras.
Segundo os dados apresentados, as reservas matemáticas para benefícios a conceder aos servidores ativos somaram R$ 862,18 milhões, enquanto as reservas referentes aos benefícios já concedidos a aposentados e pensionistas chegaram a R$ 964,86 milhões.
A responsabilidade atuarial total do Previvag foi calculada em R$ 1,837 bilhão no exercício de 2025.
Metas para 2026 – No encerramento, Sumaia Leite retomou a apresentação para destacar o relatório de atividades, a certificação Pró-Gestão e as metas para 2026.
Entre os objetivos está o avanço para níveis superiores do Pró-Gestão RPPS, com a continuidade do aprimoramento dos processos internos, controles e mecanismos de transparência. A presidente também agradeceu aos servidores, conselheiros, integrantes do Comitê de Investimentos e aos órgãos de controle pelo acompanhamento das atividades do instituto.
“Essa conquista é resultado de um trabalho coletivo. Temos servidores, conselhos, comitê de investimentos e órgãos de controle trabalhando para fortalecer a gestão previdenciária. Agora, o desafio é continuar avançando e buscar novos níveis de certificação”, afirmou.
O Previvag informou ainda que está entre os municípios de Mato Grosso que possuem certificação Pró-Gestão e pretende dar continuidade ao processo de preparação para alcançar o nível 2 ou 3 do programa. “Entre as próximas ações previstas estão a elaboração da Política Anual de Investimentos para 2027, a continuidade do processo de certificação e a implementação da transmissão ao vivo das reuniões dos conselhos previdenciários”, exemplificou a presidente que também pontuou:
“Agradeço à prefeita Flávia Moretti pelo apoio à gestão do Previvag e aos órgãos de controle, conselhos, comitê de investimentos, servidores e colaboradores, que contribuem diariamente para o fortalecimento da previdência municipal e para a segurança dos nossos segurados”, afirmou Sumaia Leite.
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Atendimento Pedagógico Domiciliar assegura continuidade dos estudos para alunos da rede municipal de Cuiabá
A impossibilidade de frequentar a escola por motivos de saúde não significa interromper os estudos. Para garantir que crianças e adolescentes continuem aprendendo mesmo durante tratamentos prolongados, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realiza o Atendimento Pedagógico Domiciliar (APD), que atualmente acompanha 19 estudantes da rede municipal de ensino.
A iniciativa assegura a continuidade do processo de escolarização de alunos que, por recomendação médica e em razão de suas condições de saúde, estão impossibilitados de comparecer presencialmente à unidade escolar. Nesses casos, o professor vai até a residência do estudante e desenvolve atividades pedagógicas adaptadas às suas necessidades, respeitando suas condições e seu ritmo de aprendizagem.
Para ter acesso ao serviço, a família deve apresentar uma solicitação acompanhada de documentação médica que comprove a condição de saúde do estudante, a impossibilidade de frequentar a escola e o período previsto de afastamento. Conforme os critérios adotados pela rede municipal, são consideradas as situações em que o impedimento ultrapassa 90 dias. Confirmada a necessidade, a demanda é encaminhada ao setor de Recursos Humanos para a disponibilização de um professor responsável pelo acompanhamento pedagógico.
O atendimento permanece enquanto houver necessidade, considerando o período de tratamento de saúde e as condições de cada estudante. Nos casos de crianças com deficiência ou condições permanentes que impossibilitam a frequência à escola, o serviço pode ser mantido pelo tempo necessário, conforme a avaliação e a documentação apresentada.
Atualmente, os professores destinados ao APD cumprem jornada de 20 horas semanais e podem atender até dois estudantes, com oito horas de atendimento pedagógico para cada aluno, além da carga horária destinada às atividades de planejamento. A professora Simone Gardes Dombroski, mestra em Educação Inclusiva e integrante da rede municipal, é uma das profissionais que realizam o APD.
A Diretoria de Ensino, em parceria com a Coordenadoria Técnica de Educação Especial, orienta as unidades educacionais sobre os procedimentos para solicitar o serviço sempre que identificada a necessidade.
O atendimento tem respaldo na legislação federal. A Lei nº 13.716/2018 acrescentou o artigo 4º-A à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), garantindo atendimento educacional aos estudantes da educação básica em tratamento de saúde prolongado, tanto em regime hospitalar quanto domiciliar. Mais recentemente, a Lei nº 14.952/2024 acrescentou o artigo 81-A à LDB, estabelecendo a previsão de regime escolar especial para estudantes impossibilitados de frequentar as aulas em razão de tratamento ou condição de saúde.
Respeito às possibilidades de cada estudante
Entre as experiências que demonstram a importância do serviço está a história de Samuel Luiz Mucham, estudante que integrou a rede municipal e foi alfabetizado por meio do Atendimento Pedagógico Domiciliar, utilizando um recurso tecnológico de comunicação controlado pelos movimentos dos olhos.
Samuel tem uma doença degenerativa que compromete seus movimentos. Com o auxílio de um software específico, ele conseguia interagir com o computador apenas com o olhar, recurso utilizado pelo professor para desenvolver seu processo de alfabetização.
O acompanhamento foi realizado ao longo de sua trajetória na rede municipal, desde a Educação Infantil até a conclusão dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
A experiência demonstra como o trabalho pedagógico, aliado à tecnologia assistiva e a estratégias individualizadas, pode criar possibilidades de aprendizagem mesmo diante de limitações físicas importantes. Mais do que transmitir conteúdos, o atendimento garante ao estudante o direito de aprender, desenvolver suas habilidades e manter o vínculo com a educação.
Atendimento também chega ao ambiente hospitalar
Além do atendimento nas residências, a Secretaria Municipal de Educação mantém uma frente de trabalho voltada à classe hospitalar, modalidade que possibilita a continuidade das atividades escolares durante o período de internação.
Atualmente, uma professora contratada da rede municipal, Maria Nazaré dos Santos Xavier, está disponibilizada para esse atendimento no Hospital Universitário Júlio Müller, acompanhando crianças internadas.
Diferentemente do atendimento domiciliar, a organização da rotina pedagógica hospitalar segue os protocolos e as orientações estabelecidos pela própria unidade de saúde. Os horários, os espaços, os procedimentos e as condições para a realização das atividades precisam respeitar os cuidados médicos, as normas de segurança e as particularidades de cada internação.
Como existe uma rotatividade de pacientes e os períodos de permanência no hospital variam, a Secretaria ainda não consolidou os dados sobre o número de crianças alcançadas pelo serviço.
“Com essas duas modalidades de atendimento, a rede municipal de ensino busca assegurar que o afastamento da sala de aula, quando necessário por questões de saúde, não represente o afastamento do direito à educação. O trabalho reafirma o compromisso com uma educação inclusiva, que considera as particularidades de cada estudante e desenvolve estratégias para que todos tenham oportunidades de continuar aprendendo”, afirmou o secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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