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TCE cobra Flávia Moretti por pagamentos em centro de atendimento a autistas

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A gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), em Várzea Grande, terá de prestar esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) após uma fiscalização identificar problemas relacionados aos pagamentos de um centro voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O caso chamou a atenção do órgão de controle justamente por envolver um serviço de assistência especializada, cuja continuidade depende do funcionamento regular da estrutura e do cumprimento das obrigações assumidas pelo município. A fiscalização apontou pendências que agora deverão ser explicadas pela administração municipal.

A apuração do TCE não significa, neste momento, que tenha sido reconhecida responsabilidade pessoal da prefeita ou que exista uma condenação contra a gestão. O procedimento ainda está em fase de análise, e o município terá oportunidade de apresentar documentos e justificativas para esclarecer as circunstâncias encontradas pelos técnicos.

Gestão terá de explicar situação

A determinação do Tribunal busca detalhar como os serviços vêm sendo executados e quais foram as razões para as pendências identificadas nos pagamentos. A Prefeitura também deverá demonstrar quais medidas foram adotadas para evitar que a situação comprometa o atendimento oferecido na unidade.

Por se tratar de um serviço direcionado a pessoas com autismo, eventuais interrupções ou dificuldades na execução contratual podem ter impacto direto sobre famílias que dependem de acompanhamento especializado. Por isso, o TCE acompanha a situação e cobra informações da administração.

A partir das respostas apresentadas pela Prefeitura de Várzea Grande, o Tribunal poderá avaliar se as justificativas são suficientes ou se será necessário adotar novas providências no processo.

O caso segue em tramitação e ainda não há decisão definitiva sobre eventual irregularidade ou responsabilização. A manifestação do município será considerada na continuidade da análise feita pelo órgão de controle.



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Fagundes cobra apoio de Abilio e lembra R$ 6 milhões destinados à Capital

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) reagiu à postura do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que vem evitando declarar apoio público à sua candidatura ao Palácio Paiaguás. Durante um ato de campanha nesta segunda-feira (14), o senador relembrou a parceria mantida com o prefeito e citou recursos destinados à Capital como argumento para destacar sua atuação política.

A manifestação ocorreu dois dias depois de Abilio aparecer ao lado da esposa, a candidata a deputada estadual Samantha Iris (PL), em um vídeo no qual pediu votos para José Medeiros (PL) ao Senado e Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Na gravação, o prefeito novamente não mencionou Fagundes, que é o candidato oficial do PL ao Governo de Mato Grosso.

Diante da ausência de apoio explícito, Fagundes decidiu lembrar sua participação na campanha de Abilio em 2024 e os recursos que afirma ter destinado ao município durante sua atuação como senador.

“Eu apoiei o Abilio. Eu estive na campanha do Abílio. Eu trouxe agora para o Abílio R$ 6 milhões de reais para construir o maior desejo do Abílio e da Samanta, que é a casa do autista. Ou seja, eu estou procurando fazer a minha parte”, afirmou.

O candidato também mencionou outros R$ 5 milhões destinados ao município por meio do Fundo de Compensação das Exportações (FEX), iniciativa cuja lei, segundo ele, foi de sua autoria. Fagundes ainda citou aproximadamente R$ 50 milhões destinados a Várzea Grande, retomando um tema que já provocou atritos entre ele e a prefeita Flávia Moretti, também do PL.

A ausência de Abilio no palanque de Fagundes ocorre em meio às divisões dentro do PL de Mato Grosso. Embora ambos sejam integrantes da mesma legenda, o prefeito vem mantendo uma postura de cautela em relação à disputa pelo Governo e já declarou anteriormente que não pretendia se posicionar contra nenhum dos principais candidatos.

Em abril, Abilio afirmou que tinha bom relacionamento tanto com Fagundes quanto com Otaviano Pivetta (Republicanos) e disse que não faria uma manifestação que pudesse prejudicar qualquer um dos dois. Na ocasião, também declarou que não iria contrariar uma eventual decisão oficial do PL.

A situação mudou no decorrer da campanha. Enquanto prefeitos do PL, como Flávia Moretti, de Várzea Grande, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, passaram a apoiar Pivetta, Abilio continuou sem declarar voto para o Governo. O próprio Pivetta, por sua vez, afirmou que não pretende pressionar o prefeito e que cada apoio deve ocorrer espontaneamente.

Fagundes, entretanto, aproveitou o episódio para reforçar sua defesa de uma atuação municipalista e pedir diretamente o apoio dos eleitores.

“O meu trabalho eu estou fazendo para ajudar todos os municípios. Eu sou municipalista e, por isso, eu peço, sim, aqui na rua, andando, o voto daquele que acredita, tem fé de que a gente vai fazer um Estado melhor e uma cidade melhor. Porque municipalista é isso, é estar presente e buscando ouvir e construir”, concluiu.

A cobrança expõe mais uma vez o desconforto provocado pela disputa estadual dentro do PL, que chega às eleições dividido entre integrantes que defendem a candidatura de Fagundes e lideranças que já escolheram apoiar Pivetta.



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