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ALMT apresenta em Brasília modelo de controle e transparência das emendas parlamentares
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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apresentou, nesta quinta-feira (27), em Brasília, práticas adotadas pelo Parlamento mato-grossense para ampliar a transparência, a rastreabilidade e o controle das emendas parlamentares. As experiências foram compartilhadas no I Encontro de Assessoramento Legislativo e Orçamentário, que segue até esta sexta-feira (28), na Câmara dos Deputados, com participação de equipes técnicas do Congresso Nacional e de Parlamentos estaduais.
A consultora institucional de acompanhamento financeiro e orçamentário da ALMT, Janaina Reinheimer, representou o estado no debate sobre emendas parlamentares impositivas. Convidada pela equipe técnica da Câmara dos Deputados, ela apresentou práticas adotadas em Mato Grosso e os impactos das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o processo orçamentário. O encontro promoveu a troca de experiências entre os Legislativos federal e estaduais.
Segundo Janaina, Mato Grosso já adotava mecanismos de controle antes das novas exigências nacionais. Conforme explicou, as indicações parlamentares passavam por análise técnica e jurídica e, quando não atendiam aos requisitos, retornavam para adequação ou remanejamento. Em relação às emendas de comissão, a destinação era definida coletivamente e vinculada a estudos e parâmetros técnicos de políticas públicas.
“Temos sempre um processo técnico, uma proposta, um parecer de um técnico da secretaria, todo um processo orçamentário e jurídico que valida aquela indicação”, explicou.
De acordo com a gestora, já eram utilizadas contas específicas para a movimentação dos recursos, com os pagamentos vinculados à documentação correspondente. A execução passou ainda a ser acompanhada pelo Portal da Transparência da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT), que disponibiliza informações sobre valores pagos, parlamentar responsável e entidade beneficiada.
Janaína destacou ainda os avanços na integração do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) com o Sistema de Gestão de Convênios de Mato Grosso (Sigcon), reunindo informações sobre metas, valores e cronogramas dos planos de trabalho.
Nesse processo, conforme relatou, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) tomou como referência iniciativas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para desenvolver um sistema estadual voltado à integração de dados sobre transferências voluntárias, convênios e termos de fomento.
Outro ponto abordado pela gestora foi a adequação do processo legislativo orçamentário. O capítulo do Regimento Interno da ALMT dedicado ao planejamento e ao orçamento foi reformulado, e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 passou a contemplar aspectos relacionados à codificação, à transparência e ao controle das emendas.
“A participação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso no encontro realizado em Brasília ampliou o intercâmbio de experiências e inseriu no debate nacional procedimentos adotados pelo estado para o controle e o acompanhamento das emendas parlamentares”, destacou.
Janaína Reinheimer participou da mesa ao lado de Aritan Maia, consultor de orçamento e consultor-geral adjunto de Planejamento e Processos Orçamentários do Senado Federal, e Alexandre Vasconcelos, consultor legislativo e chefe-adjunto do Núcleo Temático de Orçamento e Economia da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A discussão foi moderada por Vladimir Gobbi Junior, consultor de orçamento e coordenador do Núcleo de Informações Orçamentárias da Câmara dos Deputados
A experiência de Mato Grosso já havia sido apresentada em dezembro de 2025, durante a 28ª Conferência Nacional da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), em Bento Gonçalves (RS).
Fonte: ALMT – MT
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Pedro Taques, Popó e Antero são multados por ataques contra Mauro Mendes
A Justiça Eleitoral aplicou, nesta quinta-feira (27), multas que somam R$ 120 mil contra o jornalista Antero Paes de Barros, o blogueiro Popó Pinheiro e o advogado e ex-governador Pedro Taques, por publicações consideradas ofensivas contra o candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil). As decisões entenderam que os conteúdos ultrapassaram os limites da crítica política ao atribuírem a Mauro práticas criminosas sem comprovação.
No caso de Antero, responsável pelo portal PNB Online, a multa foi fixada em R$ 55 mil. O julgamento envolveu quatro impulsionamentos considerados irregulares e sete publicações classificadas como ilícitas, incluindo conteúdos que chamavam Mauro de “corrupto”, “caloteiro” e “ladrão de dinheiro público”, além de associações a organizações criminosas. Para a Justiça Eleitoral, há diferença entre noticiar investigações ou suspeitas e apresentar acusações como fatos já comprovados.
Já Popó Pinheiro foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil. O processo analisou publicações do quadro “Oi Mauro”, relacionadas, entre outros temas, ao acordo de R$ 308 milhões envolvendo a empresa Oi. A decisão também considerou conteúdos direcionados à primeira-dama e candidata a deputada federal Virginia Mendes, com a magistrada apontando que as postagens avançaram para ataques de caráter pessoal e familiar.
No caso de Pedro Taques, a nova condenação resultou em multa de R$ 15 mil, após análise de três publicações. Segundo a reportagem, o ex-governador já havia acumulado anteriormente R$ 70 mil em penalidades, chegando agora a R$ 85 mil. O relator do processo entendeu que as mensagens analisadas estabeleceram associação direta entre Mauro e práticas como roubo e favorecimento ilícito, extrapolando o direito à crítica e à fiscalização política.
As decisões reforçam o entendimento da Justiça Eleitoral de que críticas, denúncias e questionamentos fazem parte do debate político, mas a atribuição direta de crimes sem respaldo formal ou comprovação pode configurar propaganda eleitoral negativa irregular. Os julgamentos também chamaram atenção para o uso de impulsionamento pago para ampliar o alcance de conteúdos negativos contra adversários, prática vedada pela legislação eleitoral.
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