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Barranco cita Operação Hermes e cobra investigação sobre supostos vínculos de Mauro com esquema de mercúrio

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) voltou a cobrar uma investigação rigorosa sobre fatos apurados no âmbito da Operação Hermes, que investiga um suposto esquema de comércio e utilização ilegal de mercúrio em atividades de mineração. Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, o parlamentar citou elementos que, segundo informações apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF), poderiam relacionar o ex-governador Mauro Mendes (União) e integrantes de sua família à estrutura empresarial investigada.

Barranco mencionou a participação da empresa Maney Participações Ltda. no quadro societário da Mineração Aricá, além de familiares ligados à empresa, interceptações, depoimentos e documentos analisados no curso da investigação. Segundo o deputado, os elementos precisam ser devidamente confrontados pelas autoridades competentes.

“Tem áudio, tem interceptação, tem documento, tem depoimento, tem registro de empresa e tem uma série de elementos que agora precisam ser confrontados pela Justiça”, afirmou.

O parlamentar citou ainda informações relacionadas a diálogos interceptados e a negociações que envolvem a comercialização de mercúrio. Barranco ressaltou, contudo, que os fatos ainda precisam ser analisados no âmbito judicial e que não cabe antecipar qualquer julgamento.

“Eu não estou aqui fazendo julgamento. Estou cobrando investigação. Quem tiver culpa precisa responder e quem for inocente precisa ter o direito de provar sua inocência”, declarou.

Segundo o deputado, a gravidade das suspeitas exige que as instituições responsáveis atuem sem interferências políticas ou econômicas. Ele defendeu que eventuais crimes ambientais, corrupção ou outras irregularidades sejam investigados até o esclarecimento dos fatos.

Ao concluir, Barranco afirmou que continuará acompanhando as apurações e cobrando transparência. “Ninguém está acima da lei”, disse o parlamentar.



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Pivetta chama Wellington de “pai da burocracia” e critica criação do Fethab 2

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O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) elevou o tom contra o senador e adversário Wellington Fagundes (PL) ao atribuir a ele parte da responsabilidade pela burocracia enfrentada pelo setor produtivo em Mato Grosso. Durante agenda de campanha, Pivetta afirmou que Wellington foi um dos responsáveis pela construção de um modelo que, segundo ele, ampliou a interferência do Estado e criou dificuldades para quem produz.

“Ele é um dos pais da burocracia que existe no Estado de Mato Grosso”, disparou Pivetta ao comentar a trajetória política do adversário.

A crítica ocorreu durante debate sobre a política tributária estadual e, especialmente, sobre a possibilidade de recriação de mecanismos semelhantes ao chamado Fethab 2. Pivetta reforçou o compromisso de não retomar um imposto com características que, segundo ele, aumentariam a carga sobre o setor produtivo.

O governador afirmou que Mato Grosso precisa avançar na redução da burocracia e na simplificação da relação entre o poder público e os empreendedores. Para Pivetta, o Estado deve atuar para facilitar a atividade econômica, sem criar novas obrigações ou entraves para produtores e empresários.

Nos últimos dias, Pivetta e Wellington têm intensificado as trocas de críticas, levando para a campanha eleitoral debates sobre modelos de gestão, impostos e a atuação política de cada um ao longo dos últimos anos.



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