Economia
Prefeitura de Sinop prestigia 20 anos do Campus da UFMT e reforça importância da universidade para o desenvolvimento regional
Economia
A Prefeitura de Sinop participou, na tarde desta terça-feira (18), da Sessão de Abertura das comemorações dos 20 anos do Campus Universitário de Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Realizado no Centro de Eventos Dante de Oliveira, o encontro reuniu autoridades das esferas municipal, estadual e federal, professores, estudantes, egressos, representantes da sociedade civil e organizada, além de integrantes das forças de segurança.
Com o tema “Conhecimento que Transforma”, a celebração marca duas décadas de atuação do Campus de Sinop e destaca a contribuição da instituição para a formação profissional, a produção científica, a extensão universitária e o desenvolvimento regional.
Representando o Executivo Municipal, o vice-prefeito Paulinho Abreu foi convidado a compor o dispositivo de honra da solenidade. “Quero parabenizar a UFMT, Campus de Sinop, pela história, por todos ali que passaram dentro das administrações, professores, alunos e egressos também que, hoje, de alguma forma, contribuem aqui com a sociedade de Sinop. São 20 anos de cursos regulares na nossa cidade formando profissionais importantes, principalmente na área da saúde, na área de agrárias, contribuindo com a inovação e tecnologia, atendendo as pessoas, agregando profissionais na nossa cidade, além da geração de emprego e renda”, destacou.
Representando o Legislativo Municipal, o vereador Célio Garcia também parabenizou a instituição. “Deixo uma mensagem de agradecimento aos professores, alunos, todos os envolvidos nessa instituição importante na formação de pessoas que contribuem com o desenvolvimento da nossa cidade. Fiz questão de vir aqui para dizer que a instituição UFMT em nossa cidade é de suma importância, formando o cidadão para que ele possa, no futuro, ser inserido no mercado de trabalho e ajudar no crescimento, no desenvolvimento da nossa cidade, Estado e do Brasil”, apontou.
O vice-reitor da Universidade Federal de Rondonópolis, Renato Wasques, participou da celebração. “Estamos aqui para prestigiar essas comemorações dos 20 anos do Campus Universitário de Sinop, que tem uma trajetória muito importante aqui na região Norte do Mato Grosso, estratégico para o desenvolvimento do Estado de Mato Grosso. Nós, lá de Rondonópolis, que também já fomos campus universitário da UFMT, conquistamos a independência e a autonomia, em 2018, e desde então temos trabalhado arduamente para expandir a oferta de novos cursos, a ampliação da infraestrutura e a consolidação da ciência e tecnologia”, afirmou.
Elton Ribeiro, anfitrião e pró-reitor do Campus Sinop, falou sobre a importância desse marco de 20 anos. “O Campus de Sinop, desde 2006, cresceu em infraestrutura, em pessoal, em número de cursos, então hoje nós estamos celebrando essa etapa de toda essa construção. A universidade cresceu junto com Sinop e com a região Norte de Mato Grosso”, declarou.
O pró-reitor também destacou a parceria com o poder público municipal. “A UFMT compondo o conjunto de ensino superior em Sinop, depende das ações junto com a Prefeitura, Câmara de Vereadores, essa composição é fundamental para o andamento dos cursos, estágios, infraestrutura, isso tem que caminhar muito bem. Nós temos sido muito bem recebidos pelos secretários, pelo prefeito, por toda a Câmara de Vereadores e não pode ser diferente porque nós precisamos dessa parceria”, concluiu.
Também participaram do evento os secretários municipais: Klayton Gonçalves (Governo e Planejamento Estratégico), Sinéia Abreu (Assistência Social), José Pedro Serafini (Desenvolvimento Econômico), Salete Rodrigues (Educação), Elizabete Cilião (Administração e Modernização), Gabriel Vasconcelos (Cultura, Esporte e Turismo), Luiz Magnani (Planejamento Urbano e Habitação), Rúbia Naves (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), Ivete Mallmann (Finanças e Orçamento), Wesney Sodré (Segurança e Trânsito), Lindomar Guida (Obras e Serviços Urbanos) e Érico Stevan (Saúde).
20 anos de história
A história da UFMT em Sinop começou antes da criação oficial do campus. A Universidade Federal de Mato Grosso foi fundada em 1970 e, já em 1981, existiam registros de pedidos para que a instituição fosse instalada em Sinop, demonstrando uma visão de futuro sobre a importância da educação superior para o desenvolvimento do município e da região.
Em 1990, foi firmado um convênio para viabilizar a instalação da instituição no município. No ano seguinte, em 1991, foi criado o Centro Pedagógico do Norte de Mato Grosso. Em 1992, surgiu o Instituto Universitário Norte-Mato-Grossense, juntamente com a doação da área que contou com articulação do próprio colonizador de Sinop, Ênio Pipino.
Nos anos seguintes, a presença da UFMT foi sendo ampliada. Em 1993 e 1994, começaram os primeiros cursos e também surgiu o Centro de Apoio Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC). Em 2005, foi aprovada a criação do Campus Universitário de Sinop e, em 2006, tiveram início os primeiros cursos regulares de graduação, inicialmente com oito cursos e 350 vagas.
Ao longo de 20 anos, o Campus de Sinop ampliou sua atuação e consolidou-se como um importante polo de ensino, pesquisa e extensão no norte de Mato Grosso. Atualmente, são 760 vagas anuais e cerca de 4 mil pessoas já graduadas pela instituição desde o início dos cursos regulares, com uma média aproximada de 200 concluintes por ano.
A produção acadêmica também se fortaleceu. O campus já contabiliza 693 mestres e 44 teses de doutorado defendidas em Sinop, além de contar atualmente com aproximadamente 300 professores e 110 servidores administrativos, terceirizados e estagiários.
Programação completa
A programação dos 20 anos foi pensada para reunir diferentes públicos e apresentar à comunidade parte da produção acadêmica, científica, cultural e de extensão desenvolvida pela instituição. As atividades tiveram início no dia 7 de agosto, com a inauguração do Mural Artístico, e seguem até sábado (22).
7 de agosto – sexta-feira
- 16h: Inauguração do Mural Artístico – UFMT Campus Sinop.
16 de agosto – domingo
- 8h: Festival de Karatê – Quadra CAIC/UFMT.
17 de agosto – segunda-feira
- 19h30: Culto Ecumênico – Igreja Matriz da Paróquia Santo Antônio.
18 de agosto – terça-feira
- 14h30: Sessão de Abertura – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
- 17h30: Abertura das exposições de Mari Bueno e Elda Alessio – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
19 de agosto – quarta-feira
- 7h30 às 11h30 e 13h30 às 17h30: Mostra de Pós-Graduação – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
- 7h30 às 11h30 e 13h30 às 17h30: Mostra de Extensão – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
20 de agosto – quinta-feira
- 7h30 às 11h30 e 13h30 às 17h30: Mostra dos Cursos de Graduação – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
- 7h30 às 11h30: Mostra de Extensão – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
- 14h30 às 17h30: Ciclos de Palestras de Extensão – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
- 19h30: Apresentações Culturais e abertura da exposição MACP – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
21 de agosto – sexta-feira
- 7h30 às 11h30 e 13h30 às 17h30: Projeto Olá UFMT – UFMT Campus Sinop.
- 7h30 às 17h30: Sinop Sustentável – Sebrae.
- 14h: Visitas de Instituições Parceiras – UFMT Campus Sinop.
- 19h: Homenagem aos Servidores – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
- 19h30: Quarteto da Orquestra UFMT e Multiculturas – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
22 de agosto – sábado
- 7h30 às 17h30: Sinop Sustentável – Sebrae.
- 19h30: Orquestra Alpha – Centro de Eventos Dante de Oliveira.
Economia
Embrapa entrega propostas de agricultura sustentável para candidatos
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou nesta semana recomendações de políticas sustentáveis sobre o setor agrícola e sugestões de prioridades para candidatos a cargos legislativos e executivos nas eleições de outubro.

A publicação é baseada em evidências científicas e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.
O documento Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação está disponível no site da empresa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
Os técnicos da Embrapa entendem que a agricultura ocupa posição estratégica para o Brasil, pela contribuição para a economia, pela relação com a segurança alimentar e pela necessidade de adaptação às mudanças do clima, transição energética e o desenvolvimento territorial.
Para os autores, o conteúdo pode subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário.
Economia do agro
O documento ressalta o tamanho do agronegócio brasileiro. De acordo com a Embrapa, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) do agro chegou a R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do PIB do país.
As atividades no campo ocupavam 28,4 milhões de pessoas no ano passado, quando o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões (quase R$ 900 bilhões), o que equivale a 48,5% do total que o Brasil vendeu para o exterior.
A Embrapa trabalha, entre outras coisas, no melhoramento genético de sementes para aumentar a tolerância a estresses ambientais, como seca, calor, excesso de água e salinidade.
Nos cálculos da empresa de inovação agropecuária, cada real investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.
Temas estratégicos
A carta de recomendações destaca seis temas estratégicos para a agricultura brasileira:
- Segurança alimentar e nutricional;
- Agricultura sustentável e resiliência à mudança do clima;
- Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
- Transição energética e bioenergia;
- Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural;
- Transformação digital no meio rural.
Ao defender a segurança alimentar, o documento inclui o objetivo de reduzir a dependência de insumos importados.
“A insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta as vulnerabilidades. Amplia a dependência de insumos importados. Eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos”, sustenta a Embrapa.
Ainda de acordo com a publicação, a agricultura brasileira pode se referência na produção sustentável.
“Como uma das maiores potências mundiais em agricultura tropical, o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, segurança alimentar e conservação ambiental”.
A empresa cita projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de que a demora em adotar medidas para enfrentar as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até 2050.
Os técnicos acreditam que, ao ampliar investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos, o Brasil pode expandir a participação nos mercados da economia de baixo carbono, agregar valor à produção agropecuária, diversificar a matriz energética e estimular o desenvolvimento regional.
“O fortalecimento dessas capacidades permitirá consolidar vantagens competitivas já existentes e posicionar o país como referência global em soluções sustentáveis para energia, clima e bioeconomia”, escrevem.
A Embrapa contextualiza que a transformação digital está redefinindo a agricultura mundial. São citados avanços como inteligência artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão.
“A ampliação da conectividade rural tornou-se condição essencial para a modernização da agricultura”, assinala.
Executivo e Legislativo
Os autores da publicação entendem que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva.
Já o Legislativo deve se voltar à definição das condições institucionais, regulatórias e Orçamentárias. “Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, aponta.
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