Política
Polícia Civil cumpre 14 ordens judiciais contra investigados por roubo a residência em Sinop
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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (15.7), a Operação Gemini, com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso responsável por um violento roubo a residência ocorrido em março deste ano, no município de Sinop.
Foram cumpridas 14 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, afastamentos de sigilo telemático e bancário, além de bloqueios de contas bancárias, expedidas pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial. Ao final, três pessoas foram presas e dois aparelhos celulares apreendidos.
A investigação teve início após um roubo praticado contra uma residência localizada no bairro Jardim das Primaveras. Três criminosos armados invadiram o imóvel, renderam as pessoas que estavam no local e as mantiveram em cárcere privado por aproximadamente duas horas. Durante a ação criminosa foram subtraídas armas de fogo, munições, um veículo e diversos objetos de elevado valor.
As investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop apontaram que o roubo foi planejado previamente e executado com divisão de tarefas entre os envolvidos.
Conforme apurado, os executores receberam instruções em tempo real por meio de videochamadas realizadas por integrantes do grupo.
Após as diligências investigativas realizadas, os policiais civis identificaram os autores do roubo e os responsáveis pelo suporte logístico da ação criminosa.
Segundo a investigação, foram identificados os três executores do crime e os dois suspeitos que teriam atuado no fornecimento e disponibilização do veículo utilizado como apoio à ação criminosa.
As investigações também apontaram o líder do grupo criminoso e responsável por orientar os executores durante toda a ação.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Política
UFMT acionará Procuradoria contra Abilio após fala que associa universitários a drogas
A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Souza e Silva, anunciou que solicitará providências à Procuradoria-Geral Federal junto à instituição contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). A medida ocorre após o gestor associar estudantes e professores da UFMT e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) ao consumo de drogas durante um discurso político realizado nesta semana.
A declaração foi feita na terça-feira (13), durante a inauguração da Casa 22, espaço de apoio à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Na ocasião, Abilio criticou integrantes da comunidade acadêmica que participam de manifestações favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao se dirigir a estudantes e professores das duas universidades públicas, o prefeito afirmou: “Quero pedir aos estudantes da universidade pública do Estado de Mato Grosso, seja Unemat ou UFMT, estudantes e professores. Que saiam às ruas, peçam voto para o Lula, com seu baseado, com suas drogas, com a maconha, com a cocaína, e camisa do Che Guevara”.
Em resposta, Marluce ressaltou que a universidade é um espaço de formação educacional e de desenvolvimento do pensamento crítico, com estudantes de diferentes posicionamentos ideológicos. A reitora também contestou a associação generalizada entre universitários e o consumo de entorpecentes.
“Os jovens universitários não são usuários de drogas, e aqueles que são, chegaram na universidade usando. Não é aqui que eles aprendem”, afirmou.
Ela acrescentou que conhece jovens que frequentam igrejas e fazem uso de drogas e bebidas alcoólicas, sem necessariamente terem vínculo com a instituição.
A reitora também destacou que o combate às drogas não deve ser confundido com ataques aos jovens. “Combater as drogas não é sinônimo de combater os jovens”, declarou.
Durante o mesmo discurso, Abilio classificou estudantes e professores que atuam politicamente em favor de Lula como os “melhores cabos eleitorais” de Flávio Bolsonaro. O prefeito também defendeu que Mato Grosso amplie a votação do senador no segundo turno e estimou que o Estado poderia contribuir com mais 200 mil votos para o candidato.
O episódio reacendeu o embate entre o prefeito e a UFMT. Em agosto de 2025, Abilio já havia criticado publicamente a qualidade do ensino da instituição ao comentar dificuldades de estudantes em resolver uma operação matemática básica. Na ocasião, após a repercussão, ele pediu desculpas pelo comentário.
Com o novo episódio, a reitoria pretende encaminhar o caso à Procuradoria-Geral Federal para avaliar as providências cabíveis. Até a publicação da reportagem original, não havia informação sobre eventual manifestação formal do prefeito em resposta ao posicionamento da universidade.
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