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Girão cobra transparência na compra de insulina pelo Ministério da Saúde

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Em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (9), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou esclarecimentos do Ministério da Saúde sobre a aquisição de insulina e de dispositivos de aplicação destinados aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O parlamentar citou reportagens e questionamentos de órgãos de controle sobre falhas nesses dispositivos e nos processos de contratação.

— O que está em jogo não é apenas um contrato administrativo. O que está em jogo é a confiança da população no sistema de saúde — disse.

Girão defendeu a divulgação dos documentos relacionados às compras públicas de insulina, incluindo estudos técnicos, critérios de julgamento, contratos e informações sobre as falhas identificadas. O senador também pediu esclarecimentos sobre as medidas adotadas pelo Ministério da Saúde diante das reclamações de pacientes e profissionais da área, além da apresentação de um plano nacional para garantir o abastecimento contínuo de insulina e de dispositivos de aplicação.

O senador também defendeu a análise, pelo Congresso Nacional, do veto a um projeto de lei que reconhece as pessoas com diabetes tipo 1 como pessoas com deficiência para todos os efeitos legais (PL 2.687/2022). O parlamentar criticou a decisão de considerar prejudicada a apreciação do veto e informou que apresentou recurso ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, pedindo a revisão do entendimento.

— O governo federal tem todo o direito de vetar qualquer matéria, claro, faz parte. Mas o processo só pode ser concluído depois da análise do veto pelo próprio Congresso Nacional, que pode, evidentemente, ser democraticamente derrubado ou mantido — afirmou. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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Mauro minimiza fidelidade partidária e defende apoio a Pivetta: “Melhor trair o partido do que trair o povo”

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O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) minimizou a importância da fidelidade partidária e saiu em defesa de prefeitos e lideranças que decidiram apoiar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mesmo pertencendo a partidos que oficialmente possuem outros projetos eleitorais.

Ao comentar as recentes dissidências partidárias registradas em Mato Grosso, Mauro afirmou que, na sua avaliação, o compromisso de um gestor deve estar voltado prioritariamente à população e não às determinações das legendas.

“É melhor trair o partido do que trair o povo. A nossa fidelidade é à nossa esposa, à nossa família, a Deus e ao povo. Partidos políticos no Brasil não representam muita coisa na cabeça do eleitor”, declarou.

A declaração ocorre em meio a uma série de apoios cruzados na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Nos últimos dias, prefeitos filiados ao PL, partido do candidato Wellington Fagundes, declararam apoio à reeleição de Pivetta. Um dos casos de maior repercussão foi o do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, que acabou destituído da presidência municipal da legenda após romper com a orientação partidária.

Mais recentemente, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), também anunciou apoio a Pivetta, contrariando a candidatura oficial do próprio partido ao Governo. Mauro usou o episódio para reforçar o argumento de que as alianças políticas não devem ser analisadas apenas pela sigla à qual cada liderança é filiada.

Segundo Mauro, o eleitor tende a observar mais a trajetória e o histórico dos candidatos do que o partido ao qual estão vinculados. O ex-governador comparou a escolha de um político a uma contratação profissional, defendendo que o currículo e os resultados apresentados devem ter peso maior na decisão.

“Você quer conhecer as pessoas, o candidato, o que ele fez, o que ele pode fazer e continuar fazendo”, afirmou.

Mauro também destacou que o apoio a Pivetta não está restrito a lideranças do União Brasil e do Republicanos, citando a adesão de políticos filiados a diferentes partidos. Segundo ele, mais de 130 prefeitos já estariam alinhados ao projeto político do governador. A informação foi apresentada pelo próprio candidato durante a entrevista.



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